MBA ou pós-graduação: especialização é fundamental no atual mercado da engenharia

certificações

Como o MBA ou a pós-graduação auxiliam na obtenção de “vagas dos sonhos”

O mercado de trabalho está cada vez mais competitivo. Isso é um fato. E destacar-se entre tantos talentos formados a cada semestre não é tarefa fácil. Por este motivo, muitos engenheiros novatos emendam a graduação à MBA ou pós-graduação em busca da vaga perfeita.

Porém, para fazer esse movimento com assertividade é importante, num primeiro momento, determinar quais os objetivos profissionais desejados. Afinal, com tantas opções de cursos no mercado, é muito fácil se perder!

Uma boa especialização é o caminho ideal para quem deseja ser um profissional de sucesso e pode ser vista como algo imprescindível para a carreira profissional do engenheiro. Em meio a tantas opções de cursos de MBA e pós-graduação, como escolher o mais indicado para seu objetivo? Vamos te ajudar com este conteúdo!

O que é pós-graduação?

Chama-se de pós-graduação todo curso que exige do candidato uma formação superior prévia. Os cursos de pós-graduação são divididos em Lato sensu ou Stricto sensu.

Os cursos Stricto sensu, do latim “sentido específico”, são mais focados e exigentes. Eles compreendem o mestrado e o doutorado, com atuação em pesquisas científicas dentro do ambiente acadêmico. Portanto, proporcionam uma bagagem intelectual riquíssima.

O mestrado e o doutorado são ideias para quem busca uma carreira como pesquisador, já a pós-graduação e o MBA, são para quem deseja seguir profissões fora da academia.

O que é MBA?

MBA significa Master of Business Administration, ou Mestre em Administração de Negócios. Como o nome sugere, essa é uma formação voltada para a área de gestão.

O MBA proporciona conhecimentos sobre o mundo corporativo, sendo ideal para executivos, empreendedores e profissionais que buscam cargos de liderança.

Quais as melhores dicas para escolher uma especialização em Engenharia?

1- Elabore um plano de carreira

Ter um plano de carreira é fundamental para avaliar os seus objetivos profissionais e a área de atuação desejada. Esse planejamento deve ser feito de modo sistemático, porém, adaptável às suas reais necessidades. O plano de carreira vai ajudá-lo a se manter competitivo e atualizado, favorecendo o seu crescimento profissional.

2- Analise o tempo disponível para estudar

A pós-graduação tem uma duração média de 6 a 18 meses e pode chegar até a 2 anos, dependendo da área de especialização escolhida. É importante considerar a sua rotina de trabalho, seus projetos profissionais e pessoais, entre outros assuntos.

3- A importância da pós-graduação para a Engenharia

A área da engenharia é bem diversificada e o mercado está cada vez mais necessitado de profissionais com conhecimentos específicos. Portanto, a melhor opção é se capacitar para estar apto às oportunidades que surgirem e também para realizar um trabalho diferenciado em termos de qualidade e eficiência.

A engenharia é uma área importante tanto para a infraestrutura quanto para a economia do país. Por isso, diversas especializações focam em inúmeras áreas de atuação, permitindo ao profissional que ele transite por diversos segmentos.

4- Escolha uma instituição de ensino qualificada e renomada

Procure sempre investir em um curso de pós-graduação oferecido por uma organização qualificada. Faça uma análise sobre a pós-graduação desejada, veja se os cursos oferecidos na área de engenharia são voltados para o mercado de trabalho e se são reconhecidos.

5- Grade curricular

Ao escolher uma pós-graduação ou MBA é importante analisar se a grade curricular atende ao seu objetivo profissional. Observe as matérias que serão estudas e as etapas do trabalho.

Como você pôde observar, se preparar para o mercado de trabalho continua sendo a melhor aposta para um futuro promissor no mercado da engenharia. Portanto, siga firme no propósito de conhecer mais e melhor a área que te interessa.

E uma última dica: não deixe de fazer o nosso curso 90 Compor Planejamento e Orçamento de Obras ,disponível na plataforma da Udemy! Nele você aprende a utilizar, na prática, todas as funcionalidades do nosso sistema.

Abraço e até o próximo conteúdo!

Balanço da Construção Civil em 2020: confira análise da Sinduscon-MG

balanço da construção

Sindicato apresenta balanço da construção civil no ano em que a pandemia do Coronavírus prejudicou diversos mercados

A construção civil começou o ano de 2020 com a expectativa de crescer entre 2% e 3%. Inúmeros fatores ajudariam no resultado positivo: a aprovação da reforma da previdência, taxa de juros no menor patamar da série histórica, expectativa da realização de novas reformas (tributária e administrativa), incremento do financiamento imobiliário e a inflação sobre controle são apenas alguns dos mais importantes. Mas o balanço da construção civil feito pela Sinduscon mostra o contrário.

Em março desse ano, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus chegou de forma avassaladora, com abalo à saúde pública e gerando uma forte crise na economia global. O Brasil ainda se recuperava da crise anterior ocorrida entre 2014 e 2016. Com o avanço da nova doença, as projeções passaram a ser muito pessimistas, com recuo de 11% nas atividades da construção.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou, no auge da crise, retração de cerca de 9%. Porém, mesmo com a crise que afetou vários setores, aumentando a taxa de desemprego, a construção civil continuou com suas obras. Com boas práticas e os protocolos necessários, o setor gerou empregos, preservou vidas e continuou com a sua atividade produtiva.

Balanço da construção civil em Minas Gerais

A construção civil mineira teve um grande destaque em 2020: o estado foi o maior gerador de empregos com carteiras assinadas do setor no país. A Sinduscon-MG fez um balanço da área no ano de 2020 e também o que
esperar para 2021.

  •  Taxa de juros em menor patamar, o que facilitou a aquisição de imóveis;
  • Um novo significado da casa própria para as famílias
  • A utilização de novos protocolos para preservar a saúde dos funcionários;
  • Rápida adaptação nas vendas dos imóveis online;
  • No primeiro trimestre de 2020 sofreu uma queda e retração de 8,1% no segundo e o PIB da construção civil cresceu 5,6% no 3º trimestre;
  • Em avaliação feita por empresários do setor, o patamar das atividades de outubro é maior do que ano passado;
  • De janeiro a outubro/2020 a Construção Civil gerou 138.059 novos postos de trabalho com carteira assinada no País, conforme os  dados do novo Caged, divulgados pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.
  • De janeiro a outubro/2020 a Construção Civil mineira gerou 30.956 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados do novo Caged, divulgados pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.
  • O número de trabalhadores com carteira assinada na Construção Civil no País cresceu 6,4% de janeiro a outubro/2020. Isso significa que, enquanto no final do ano passado o setor possuía 2,167 milhões de trabalhadores, esse número passou para 2,305 milhões em outubro/20.

Quanto ao financiamento de imóveis em 2020

Nos primeiros dez meses de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis, com recursos do SBPE, totalizaram R$92,67 bilhões, o que correspondeu a um incremento de 48,8% em relação a igual período de 2019 (R$62,258 bilhões).

O volume de financiamento de janeiro a outubro deste ano já superou o valor total financiado em 2019 (R$78,702 bilhões). Além disso, o valor financiado em 2020, até outubro, foi o maior para o período desde 2014. De janeiro a outubro de 2020 foram financiadas 324,6 mil unidades, o que correspondeu a 36,8% de alta em relação a igual período de 2019 (237,4 mil). Foi o maior número de unidades financiadas para o período desde 2014.

O que esperar da Construção Civil em 2021?

  • A continuidade da baixa taxa de juros. Isso incentiva as construções e vendas de imóveis.
  • O aumento nas vendas e baixo volume de imóveis disponíveis para comercialização, o que vai gerar o lançamento de novos empreendimentos.

Apesar de termos vivido um ano atípico, o setor da construção civil mineira conseguiu se destacar em meio à pandemia e à crise por ela causada. O balanço da construção civil mostra exatamente isso: a força do setor no Brasil.

Backup de dados empresariais: a importância de uma boa gestão

Confira algumas dicas para ter um backup de dados perfeito!

O backup de dados é de suma importância para o bom funcionamento de qualquer empresa. Por isso, ao utilizá-lo, é importante que ele possua um sistema de alto desempenho com recursos necessários para manter todos os arquivos em segurança.

Com a expansão da era digital, as empresas tiveram suas rotinas modificadas, especialmente no que diz respeito a atualização e armazenamento de suas informações. A maioria das companhias resolveu terceirizar este serviço como forma de otimizar o trabalho do gestor e manter o foco no negócio, enquanto os seus dados serão guardados e monitorados diariamente por outra empresa.

Ao escolher o tipo de backup, é importante avaliar qual o método de armazenamento mais eficiente e se ele irá atender todas as necessidades do seu negócio, bem como analisar o suporte e ferramentas adotadas.

Há cinco anos, a empresa responsável pelo backup empresarial da 90 TI é a Hinova (www.hinova.com.br). Otávio Brito, Analista de Infraestrutura da empresa, conversou conosco e respondeu algumas perguntas. Confira:

O que é Backup Empresarial?

É um sistema de cópias de dados em nuvem, geralmente adotados pelas empresas para protegerem suas informações sigilosas que ficam em circulação dentro de um servidor.

Como é feito o Backup?

Hoje o backup da 90 Ti é feito de várias formas: discos em RAID, cópias diárias para disco moveis e para serviço de backup em nuvem.

Quais as vantagens do Backup Empresarial?

1-Mobilidade: seus arquivos estarão disponíveis para acesso a qualquer momento, além de serem compartilhados pelas pessoas autorizadas para fazerem as modificações necessárias.

2- Restauração de dados: se o servidor passar por uma atualização periódica, seus arquivos mantidos em nuvem estarão seguros.

3-Custo-benefício: não é necessário investir em equipamentos específicos ou outros custos operacionais, como contratar uma equipe, pois o desenvolvimento do serviço é de responsabilidade da empresa especializada em Tecnologia da Informação.

O backup de dados das empresas é seguro?

Na maioria das vezes, não. Os custos para se manter um processo de qualidade de backup é alto, e poucas empresas realizam procedimentos de segurança para garantir a integridade dos dados após backup e segurança dos métodos.

Mesmo com a falta de segurança devido a alta dos custos, muitas empresas se resguardam do backup empresarial com uma verificação periódica nos arquivos gerados para aferir a integridade da informação. Em alguns casos, contratar uma empresa ou sistema especializado é o melhor caminho.

Qual a diferença entre o backup de uma pessoa normal para um empresarial?

Tudo depende da importância do dado. Às vezes, um backup pessoal tem certa relevância, e deve ser tratado de acordo com o grau de importância da informação.

Como é o banco de dados da 90TI?

Utilizamos dois sistemas de gerenciamento de banco de dados, SqlServer e Mysql. Todos os bancos de dados com níveis de informação que tenha relevância possuem backups diários. Com o backup empresarial é permitido que os dados da empresa sejam acessados mesmo com tempestades, alagamentos, incêndios, dados elétricos no data center, entre outros.

Com este conteúdo você pôde perceber a importância de se ter um bom banco de dados. Apesar de um investimento quase sempre maior, suas informações ficam armazenadas com segurança e qualidade.

Para mais artigos como este, acesse sempre o nosso blog. Até mais!

O que é o BIM e qual a sua utilização na Construção Civil?

Conheça tudo sobre o BIM. A metodologia quer chegou para revolucionar o mercado da engenharia civil

Ele faz parte da parte da vida do profissional da construção civil e já é uma realidade no mercado. Muitas pessoas já ouviram falar sobre BIM (Building Information Modeling).

E você? Sabe o que é o BIM?

BIM (em português Modelagem da Informação da Construção) é um processo de criação do modelo virtual com informações técnicas da edificação. Ele permite a colaboração de diferentes profissionais durante a viabilidade, projeto, planejamento, execução e operação do edifício.

Ele não é um programa, e sim um sistema onde você pode utilizar várias ferramentas, como o Revit, Navisworks, Archicad, Altoqi e TQS para inserir, editar ou ler informações do modelo.

Portanto, o BIM é um conjunto de bancos de dados das disciplinas do projeto que devem conversar através de um tipo de arquivo denominado IFC. Com esses dados integrados e ferramentas específicas, você poderá identificar interferências, fazer simulações financeiras, de conforto térmico ou acústico. Nunca defina-o como um software.

Nesse artigo, vamos explicar a importância do BIM e seu universo.

  • O que é
  • Como surgiu
  • Como funciona
  • Onde é usado
  • Benefícios
  • Como o BIM funciona no Brasil e no Mundo
  • Plano de Execução BIM ou BIM Mandate?
  • O que é parametrização BIM?

O que é BIM?

O ser humano sempre teve como uma de suas principais necessidades a comunicação. Atividades simples, como uma lista de compras ou de manuais de construção, traduzem-se na forma como queremos que as atividades sejam realizadas.

No entanto, quando as operações ficam mais complexas, há a necessidade de representar os planejamentos de forma mais precisa. No caso do projeto de um edifício, por exemplo, as informações do modelo interativo são muito mais profundas e desafiadoras.

O BIM, que significa modelagem de informação da construção, possibilita a criação de modelos em um programa 3D, unindo a integração e o compartilhamento das informações de todo um projeto.

À primeira vista, o conceito de BIM pode ser entendido como a mera visualização de uma maquete digital da obra, mas suas atribuições não param por aí. Além do modelo 3D, é possível realizar a inclusão de dados característicos sobre o empreendimento, seu funcionamento, sua estrutura e os objetivos de sua construção.

Como surgiu o BIM?

Na década de 70, o programa CAD era muito utilizado e sentiu-se a necessidade de aprimorar melhor os desenhos e projetos que eram feitos pelos engenheiros. Após a criação desse termo, juntamente com a consolidação do CAD como ferramenta, surgem diversas discussões em busca de novas tecnologias na área. Em 1986 foi registrado pela primeira vez o uso do termo Building Modeling.

O termo como conhecemos hoje foi oficializado em 1992 pelos professores G.A van Nederveen e F. Tolman, no artigo Automation in Construction.

Como funciona o BIM?

O funcionamento do BIM começa com um projeto digital, seja de uma casa, de um prédio e a partir disso há integração dos dados que representam as características físicas e funcionais do empreendimento.

Os programas que utilizam o conceito BIM, geralmente, baseiam-se em três grupos de recursos:

  • 1º É constituído da modelagem 3D da construção, arquitetando representações gráficas precisas do que se planeja construir.
  • 2º É representado pela inclusão de informações da obra, como propriedades temporais, importação e exportação de arquivos, detalhes financeiros etc.
  • 3º – É o compartilhamento das informações no software com todas as pessoas que irão participar do projeto

Onde é aplicado o BIM?

A plataforma é aberta e qualquer fornecedor pode aplicar seu conceito e criar soluções para determinado tema. Ele é aplicado em todas as disciplinas e para todos os profissionais que fazem uso dele.

Ao utilizá-lo na construção civil é preciso ter cautela e escolher o software adequado para cada etapa da obra, pois cada etapa tem uma característica específica.

Temos alguns exemplos:

Revit: Nada mais é do que um programa criado para o público da arquitetura, urbanismo, engenharia e design. Ele tem a função de auxiliar engenheiros civis na elaboração dos projetos. Com ele, é possível criar um projeto desde a sua parte estrutural à arquitetônica e também todos os sistemas complementares como hidráulica, elétrica e sistemas mecânicos.

É um software especializado na criação de modelagens 3D dos empreendimentos e na inclusão de informações específicas para cada elemento do projeto.

Nosso blog, falamos melhor dessa tecnologia e a revolução do Revit para o mercado da engenharia. Para saber mais, acesse: https://noventa.com.br/a-revolucao-da-engenharia-e-o-revit/

ArchiCAD: É uma alternativa mais adequada para suprir às necessidades de excelência nas primeiras etapas do projeto, com interface mais intuitiva e ampla biblioteca de recursos à disposição. Garante que projetos simples não contenham erros.

Vectorworks: Para projetos artísticos e com mais detalhamento é a solução. Com a combinação de elementos 2D e 3D, oferece liberdade criativa para o profissional ao executar um projeto.

SketchUp: Software capaz de gerar modelos 3D e plantas 2D com precisão de milésimos de polegadas, além de permitir a inserção de informações que possibilitam construir o edifício por inteiro no ambiente virtual.

Benefícios do BIM

A comunicação e a troca de experiência entre as pessoas que utilizam o BIM em seus projetos de construção é mais eficiente. Listamos os benefícios com o BIM:

  • Fluxo de trabalho transparente e aberto;
  • Linguagem comum para os processos utilizados;
  • Dados para uso durante todo o ciclo do projeto;
  • Desenhos inteligentes;
  • Desenhos e cálculos integrados;
  • Atualização automática de desenhos e projetos com detalhes;
  • Custos automáticos;
  • Localização ideal do Projeto;
  • Execução precisa;
  • Cronograma assertivo.

Como o BIM funciona no Brasil e no Mundo

O BIM foi adotado por vários países e é utilizado nos projetos de obras públicas, com diferentes níveis de maturidade e aplicação. No Brasil, a adoção do BIM segue a tendência mundial. As empresas privadas envolvidas no ciclo da construção civil, como escritórios de projetos e construtoras, já consideram o BIM uma excelente oportunidade de diferenciação no mercado, com resultados assertivos em suas obras.

Plano de Execução BIM ou BIM Mandate?

É o documento que define o cronograma, os parâmetros mínimos de cada detalhe, o ciclo e etapa de cada projeto, os pontos de referência, ou seja, todas as diretrizes do processo BIM.

O que é Parametrização BIM?

Parametrização é a adição de informações ao modelo, ou banco de dados BIM, de forma pré-definida e comum aos elementos.  Alguns exemplos de parametrização: Código do objeto, unidade habitacional do objeto, data de execução, data de compra. Eles são utilizados no plano de execução BIM e servem como diretrizes para a finalização do projeto.

O que é o arquivo IFC?

O arquivo IFC (Industry Foundation Classes) é a linguagem internacional dos arquivos digitais do BIM. Possibilita a comunicação entre as diferentes ferramentas, de forma que todos os envolvidos na construção possam trabalhar no mesmo projeto sem depender de um único software.

O que são os LOD’s do BIM?

Nível de desenvolvimento do projeto BIM. O LOD define quão detalhada é a fase do projeto. Temos entre eles:

  • LOD 100: é o modelo apenas com sua geometria, linhas, símbolos e volumes. Isso tudo em forma de massa.
  • LOD 200: são adicionadas quantidades aproximadas, tamanho, forma, localização e orientação. Também são anexadas informações geométricas aos elementos do modelo.
  • LOD 300: toda a geometria e propriedades dos elementos correspondem às condições reais do empreendimento. Ou seja, é o momento em que o anteprojeto já está aprovado e começa o desenvolvimento do projeto executivo até sua compatibilização.
  • LOD 350: Aqui são incluídos detalhes e elementos do modelo que representam interação com outros projetos, cotas e notas técnicas.
  • LOD 400: são adicionados detalhes de como a execução deve ser realizada ou como será a montagem de determinado elemento. No Brasil, raramente os projetos têm esse nível de detalhe.
  • LOD 500: corresponde ao como foi executado o empreendimento, o “As Built”.

O que são as dimensões do BIM?

O BIM não é apenas uma representação 3D de um projeto. Ele também pode agregar diferentes dimensões, conforme a proposta de cada empreendimento. Dentre elas temos: 3D, 4D, 5D, 6D, 7D E 8D.

Para quem serve o BIM?

O BIM serve para todos os envolvidos no mercado da construção civil, desde construtoras, investidores, incorporadores, projetistas, executores até o consumidor final. Áreas como planejamento, orçamento, gerenciamento de obras, sustentabilidade, manutenção também são beneficiadas em projetos BIM.

O futuro do BIM passa por mudanças significativas, relacionada aos métodos tradicionais de projetar, planejar, executar, orçar e gerenciar um empreendimento, para um novo conceito na qual a informação, integração, colaboração e engenharia simultânea tem um importante papel.

Novas formas, processos e ferramentas devem ser elaborados de acordo com a nossa realidade e vamos precisar da atuação da iniciativa privada, governo e instituições para que o BIM possa ser popularizado para toda a construção civil. Sendo uma realidade de todos, o BIM precisa de novas tecnologias para melhor uso.

A metodologia BIM busca, sobretudo, integralizar as atividades do planejamento em apenas um modelo, com todas as informações necessárias ao projeto. Fazer uso de um software especializado garante que nenhum dado seja perdido e que a evolução das atividades ocorra a partir do trabalho já feito. O investimento no conhecimento sobre o que é BIM permite que as organizações se destaquem na execução de seus empreendimentos.

Mais conteúdos como este? Confira no nosso blog alguns artigos que já publicamos!

PEC do Funcionalismo Público: o impacto da reforma para a sociedade

PEC do funcionalismo

No intuito de rediscutir o cenário atual, PEC do Funcionalismo Público tem pontos polêmicos

Há tempos, algumas questões sobre a carreira pública vêm sendo discutidas pela sociedade: altos salários, vitaliciedade, aposentadorias antecipadas, benefícios pessoais, são de fato necessários para que a boa função das atividades do estado seja exercida.

É notório que o serviço público tem cada vez mais importância em um país onde as crises – que duram e estão presentes desde 2015 – provocam um fator de incerteza do mercado privado. Demissões, baixos salários, redutibilidade salarial de profissionais antes bem remunerados, enfim, todas estas incertezas fazem com que se perceba que o serviço público é uma boa alternativa para se manter vitalício e com boas remunerações. Não é a toa que cursos preparatórios aumentaram seus faturamentos baseados nesta proposta de estabilidade e boas remunerações.

Com toda esta repercussão, foi proposta a emenda à constituição de número 38/2020 que rediscute este cenário sobre o funcionalismo público. E com ela, vários pontos importantes – outros polêmicos – vieram à tona e estão trazendo um debate social a respeito destas carreiras.

Estabilidade

A estabilidade é uma prerrogativa importante para alguns cargos. Significa que o funcionário não pode ser demitido a não ser que haja um processo administrativo que o garanta a ampla defesa e o contraditório. Esta qualidade se aplica e deve se aplicar para que o funcionário tenha imparcialidade em suas atribuições sem ter o medo de represálias por parte de cargos hierárquicos superiores ou de poder maior que o investido ao seu. Mas é importante que esta vitaliciedade também seja acompanhada de uma produtividade exemplar do funcionário público. Temos portanto na PEC 38/2020 no artigo 37, II – A e II – B que há necessariamente um critério de produtividade para se obter esta vitaliciedade

Art. 37, II – A, b) cumprimento de período de, no mínimo, um ano em vínculo de experiência com desempenho satisfatório;
Art. 37, II – B, b) cumprimento de período de, no mínimo, dois anos em vínculo de experiência com desempenho satisfatório;
Art. 41. Adquire a estabilidade o servidor que, após o término do vínculo de experiência, permanecer por um ano em efetivo exercício em cargo típico de Estado, com desempenho satisfatório, na forma da lei.
§ 1º O servidor público estável ocupante de cargo típico de Estado só perderá o cargo:
III – mediante avaliação periódica de desempenho, na forma da lei, assegurada a ampla defesa.
Perceba que não é necessário apenas que se cumpra um prazo de um ano na carreira para se ter a vitaliciedade. É necessário também que o desempenho seja satisfatório.

Benefícios

Temos também no mesmo artigo 37 algumas questões que, apesar de parecerem óbvias, são fundamentais serem regulamentadas.
XXIII – é vedada a concessão a qualquer servidor ou empregado da administração pública direta ou de autarquia, fundação, empresa pública ou sociedade de economia mista de:
a) férias em período superior a trinta dias pelo período aquisitivo de um ano;
(…)
e) redução de jornada sem a correspondente redução de remuneração, exceto se decorrente de limitação de saúde, conforme previsto em lei;
f) aposentadoria compulsória como modalidade de punição;
(…)
h) progressão ou promoção baseada exclusivamente em tempo de serviço;

Temos aqui alguns pontos que são exatamente pontos de debate social sobre a questão funcional da atividade pública. Férias por mais de trinta dias, redução de jornada sem a redução salarial, são questões que não se imagina na atividade privada, quanto mais na atividade pública onde a remuneração vem da contribuição de cada cidadão. Mas ainda temos mais, a aposentadoria – que todos já conhecem como um benefício alcançado após anos de trabalho dedicado e de empenho – aqui ela era adotada como “punição”.

Mas ora, como colocar como punição um benefício que você terá pelo resto da sua vida? Neste caso a aposentadoria seria proporcional ao seu salário pelo tempo de serviço, mas você continuaria recebendo-o pelo resto da vida sem a prestação de serviço à sociedade. E o que dizer da promoção pelo tempo de serviço? Seria como se acomodar por um tempo indeterminado e mesmo assim ainda ser promovido por força da lei.

Novos poderes do presidente

A nova proposta de emenda à constituição dá também ao presidente da república poderes de extinguir cargos ou funções, desde que para isto não exista aumento de despesas e que este cargo esteja vago.
Art. 84. Compete privativamente ao Presidente da República:
VI – quando não implicar aumento de despesa, dispor por meio de decreto sobre:
b) extinção de:
1. cargos públicos efetivos vagos;

Temos portanto que, de acordo com a própria justificativa aos dizeres do Dr. Paulo Guedes:
“Apesar de contar com uma força de trabalho profissional e altamente qualificada, a percepção do cidadão, corroborada por indicadores diversos, é a de que o Estado custa muito, mas entrega pouco”.

É notório que esta discussão está apenas em seu início e muito ainda será promovido em forma de debate e com toda a certeza teremos um avanço em prol da sociedade.

Incorporação imobiliária: a oportunidade da queda na taxa de juros

incorporação imobiliária

Investimento atrativo, mercado de incorporação imobiliária se beneficia com a baixa na taxa de juros. Contudo, preço da obra-prima puxa pra cima valores dos imóveis

A incorporação imobiliária é o conjunto de atividades voltadas a construir edificações ou grupos de edificações voltados para a alienação. Além da construção, a incorporação imobiliária também compreende a comercialização das unidades construídas, seja de forma parcial ou total.

Na incorporação imobiliária, os imóveis são vendidos na planta ou enquanto estão sendo construídos. Em 2020, no contexto de pandemia, em meio a incertezas para alguns setores, o mercado de incorporação cresceu com a queda na taxa de juros. Essa redução gera impactos na confiança do consumidor, no valor dos imóveis e na rentabilidade dos investidores.

Uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostra que em maio os financiamentos para a compra e a construção de imóveis somaram R$ 7,13 bilhões no país. Isso representa um crescimento de 6,5% na comparação com abril e de 8,2% frente a maio de 2019.

Venda de imóveis

Em julho foram vendidos, nas cidades de Belo Horizonte e Nova Lima, 370 apartamentos novos. Uma alta de 16,7% em relação a igual mês do ano anterior (317). Esses dados são do Censo do Mercado Imobiliário, realizado pela Brain Consultoria para o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG).

Mesmo com a queda do PIB em 9,7% no segundo trimestre em relação aos três primeiros meses do ano, a indústria e o comércio varejista apresentaram um resultado positivo. Esses fatores, aliados ao baixo patamar da taxa de juros e ao incremento do financiamento imobiliário – com recursos da caderneta de poupança –  fortalecem as expectativas mais promissoras para o desempenho do mercado de imóveis novos.

Algo que preocupa os construtores e pode estar contribuindo para adiar os novos investimentos é o aumento nos custos dos materiais de construção civil. Produtos como cimento e aço estão com o preço elevado, prejudicando o andamento das obras e das atividades do segmento. Para o vice-presidente do Sinduscon-MG, Renato Michel, esse processo de expressiva alta dos insumos pode interromper o fortalecimento das atividades do setor num momento tão delicado como o que o País vivencia.

“Vivemos duas situações. Com a baixa na taxa de juros, observamos um crescimento da procura pelas pessoas por financiamento nos bancos. Em contrapartida, a elevação de preços de insumos e em alguns casos até o desabastecimento dos produtos podem interromper esse processo, gerando mais desemprego e um recuo ainda mais acentuado do que já é esperado para este ano”, afirma.

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Até a próxima!

Tecnologia em Nuvem: as vantagens e as desvantagens do Cloud

tecnologia em nuvem

Muito utilizada durante a pandemia, a tecnologia em nuvem facilitou o trabalho remoto e ajudou a melhorar rotinas

Também conhecida como Cloud Computing, a tecnologia em nuvem diz respeito ao armazenamento e compartilhamento de arquivos na internet. Trata-se de um espaço virtual onde é possível fazer o backup dos arquivos, sendo que as plataformas em nuvem possibilitam o acesso às informações armazenadas.

Estes dados podem ser compartilhados com outras pessoas, tanto por meio do acesso direto à ferramenta de computação em nuvem escolhida, como pelo envio de links que dão acesso aos arquivos desejados.

Várias empresas estão voltando a atenção para a tecnologia em nuvem, porém, nem tudo é perfeito e a Cloud Computing não é exceção. Apesar dos benefícios envolvidos, alguns riscos devem ser considerados. Veja abaixo algumas vantagens e desvantagens dessa tecnologia.

As vantagens da tecnologia em nuvem

  • Compartilhamento de dados: é possível compartilhar arquivos armazenados na nuvem com um simples link.
  • Memória livre: a partir do momento que você opta em utilizar a computação em nuvem na sua empresa, uma das primeiras vantagens que seus colaboradores terão está relacionada à memória disponível nos dispositivos que vocês utilizam.
  • Acessibilidade: possibilidade de acesso em qualquer lugar e horário, independente da máquina, tornando-a altamente acessível e flexível. Além disso, existe a possibilidade de utilizar o serviço com menos cliques. No armazenamento Cloud, você mesmo pode gerenciar todos os seus arquivos com facilidade.
  • Backup e restauração de dados: como são armazenados na nuvem, é mais fácil realizar um backup e a recuperação dos dados.
  • Feito para leigos: o armazenamento Cloud é incrivelmente simples, por isso conquista até quem não entende muito de computadores.
  • Sem manutenção: os arquivos ficam armazenados em servidores externos e não na sua máquina ou servidor. Isso reduz drasticamente o número de manutenções dos equipamentos.
  • Um serviço para todos: por ser ofertado em versões pagas e gratuitas, com diferentes capacidades de armazenamento, o serviço Cloud é útil tanto para a pessoa que quer simplesmente guardar suas fotos de viagem, quanto para desenvolvedores de aplicativos que precisam modificar seus arquivos diariamente.

Algumas possíveis desvantagens

  • Custo: para cada ação realizada pela empresa, existe um custo a ser adicionado no orçamento e no caso da computação em nuvem não seria diferente, já que você terá de contratar um servidor para atender especificamente às necessidades de seus colaboradores. Isso inclui a obtenção de um serviço mais robusto ou maior espaço de armazenamento.
  • Internet: é necessário ter uma internet de qualidade, confiável e consistente para aproveitar os benefícios da tecnologia em nuvem.
  • Tempo de inatividade: uma das maiores desvantagens da tecnologia em nuvem. Seus provedores podem enfrentar interrupções técnicas devido a motivos como perda de energia, baixa conectividade da internet, entre outros.
  • Preço: sim, existem opções gratuitas, mas empresas e empresários que criam e acessam grande volume de arquivos podem precisar de planos pagos para atender às suas necessidades.
  • Confiança: apesar dos arquivos serem criptografados, a partir do momento em que são armazenados na nuvem, seus dados podem sofrer ataques de cibercriminosos e ter logins e senhas capturados, o que pode gerar um grande transtorno para a empresa no futuro. Por isso é necessário buscar um serviço seguro e confiável.

Cloud a serviço do futuro

Com mais vantagens que desvantagens, não iremos nos espantar se observarmos um imenso crescimento na quantidade de dados armazenados na nuvem nos próximos anos. O armazenamento Cloud já foi apontado como o futuro do salvamento e compartilhamento de arquivos. Portanto, isso pode significar até o fim dos softwares individuais, a exemplo dos pacotes Office, como os conhecemos.

Aqui na 90, o armazenamento em nuvem é uma realidade no trabalho dos colaboradores e eles o utilizam em forma soluções no dia a dia. Duas deles são a 90 Telefonia Voip e o 90 Compor.

Em suma, um sistema na nuvem pode ser visto como uma excelente alternativa para empreendimentos que pretendem otimizar as suas rotinas, para isso a 90TI tem uma série de soluções seguras disponíveis para ajudar as empresas a se tornarem mais eficientes e competitivas. Clique aqui e conheça as nossas soluções!

Fibra de carbono em estruturas de concreto armado

fibra de carbono

Confira as vantagens de utilizar a fibra de carbono na construção civil

A fibra de carbono é um material sintético composto por filamentos constituídos majoritariamente de carbono, mas ela não é feita apenas desse elemento, pois há outros utilizados para a produção dos filamentos e também para a sustentação deles.

Quando usada juntamente com compósitos, as fibras ficam responsáveis por atribuir as características que são importantes para a construção civil. Todo o sistema que utiliza as fibras de carbono é composto por dois tipos de elementos. O primeiro deles é a matriz polimérica, que é responsável por manter as fibras coesas. O segundo é o elemento estrutural, que são as próprias fibras.

Os compósitos reforçados com fibra de carbono adquirem as seguintes características importantes:

  • Resistência mecânica à tração elevadíssima;
  • Boa resistência a ataques químicos de diversas naturezas;
  • Ótimo comportamento à fadiga a carregamentos cíclicos;
  • Leveza, podendo ter seu peso próprio desprezado nos cálculos e verificações;
  • Estabilidade térmica e reológica.

O material e o reforço nas estruturas de concreto armado

Não existe uma maneira simples de instalar os compósitos reforçados com fibras de carbono. Por isso, a instalação deve sempre ser feita por profissionais capacitados e experientes.

O reforço é fixado na estrutura com resina à base de epóxi, entretanto, é preciso realizar o preparo do substrato de concreto para que ele possa receber o material. Além disso, a aplicação possui pequenas diferenças de fixação de acordo com o tipo de produto utilizado, se é manta ou lâmina.

A preparação do substrato garante que a superfície possua resistência suficiente para que sejam realizadas as transferências de esforços que acontecem entre o concreto e a fibra de carbono.

O processo de reforço das estruturas de concreto armado segue os seguintes passos:

  1. Projeto de reforço de estrutura: é fundamental para que você possa utilizar os compósitos de fibra de carbono. É através deste projeto que serão especificadas a espessura do material, o sentido das fibras e outros detalhes importantes para o sucesso do reforço.
  2. Recuperação do substrato de concreto armado: é importante que o material seja tratado antes de qualquer tipo de reforço em sua estrutura. O tratamento age na recuperação de armaduras corroídas, tratamento de fissuras e trincas, e recomposição da massa de concreto danificado.
  3. Imprimação da superfície do substrato: tem como principal objetivo formar uma película sobre a superfície do concreto, que proporcionará uma base ideal para a transmissão de esforços entre o composto e a estrutura.
  4. Regularização das imperfeições da superfície do substrato: cria uma superfície nivelada para a aplicação do composto de fibra de carbono.
  5. Resina saturante: a aplicação da camada de resina saturante com alto teor de sólidos garantirá a aderência da fibra de carbono à estrutura reforçada.
  6. Lâmina de fibra de carbono: após a aplicação da resina saturante é feita a aplicação da própria fibra de carbono. Esta aplicação deve ser feita com cuidado, obedecendo todas as indicações do projeto de reforço estrutural.
  7. Segunda camada de resina saturante: esta camada tem o objetivo de completar a impregnação das fibras de carbono na estrutura reforçada.
  8. Película de acabamento: por último é feita a aplicação da película de acabamento, que tem como objetivo proteger o sistema aplicado e garantir um melhor acabamento estético do reforço estrutural.

Uso da fibra de carbono no mundo

Países como Japão, Canadá e Estados Unidos são referências mundiais na produção da fibra de carbono. Além destes, a Coreia do Sul e a China também possuem fornos para fabricação do produto.

No Brasil, temos algumas grandes obras que já utilizam o material, e uma delas é o Maracanã, que passou por uma grande reforma para a Copa do Mundo de 2014. Atualmente, o estádio tem capacidade para 78.838 torcedores, pois teve suas arquibancadas, pilares e vigas reforçados com a fibra de carbono, para poder ser capaz de receber um público maior.

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A LGPD chegou! 5 passos para implementá-la na sua empresa

LGPD

LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) estava prevista para vigorar desde 18 de agosto

O Senado Federal aprovou na quarta-feira (26) a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que tem a finalidade de proteger a privacidade dos brasileiros na internet. O texto aprovado seguiu para sanção do presidente Jair Bolsonaro.

A LGPD tem várias aplicações dentro de empresas de construção civil porque regulamenta todos os dados anonimizados (que se referem a uma pessoa sem identificá-la), sensíveis (de origem racial, religião, genético e etc), ou dispostos em um banco de dados.

Mais conteúdo aqui: baixe um e-book completo que já produzimos sobre o LGPD

As empresas que não estejam regulamentadas com a LGPD a partir de 16 de agosto,  estão correndo o risco de sofrer processos com penalizações de 2% do faturamento anual mais recente da empresa até R$ 50 milhões.

A LGPD é também uma forma de proteger as empresas usam de possíveis ataques cibernéticos. Desde a controvérsia de Snowden e do escândalo de Cambridge Analytica, em que informações foram distribuídas sem uma proteção da privacidade, o mundo está mais sensível à necessidade de uma política de proteção de dados

Hoje em dia, informações de inúmeras pessoas podem ser facilmente distribuídas sem uma clara diretriz de privacidade. Já  são várias as empresas que já sofreram roubo de dados por hackers como Facebook, Uber, Banco Inter e Netshoes.

Por que a LGPD é necessária?

A LGPD é uma resposta às constantes inovações da internet. Desde os anos 90, via-se a necessidade de dar normativas para manejo dos dados pessoais em plataformas digitais porque antes não estavam contempladas na lei.

Então, a União Europeia formulou a GDPR  (Regulação Geral de Proteção de Dados) em 2016, que impôs normas sobre o recolhimento e uso de informações adequando as nações europeias a essas regras e todos os que tivessem relações com dados provenientes da Europa.

Para adequar as instituições brasileiras às exigências da GDPR e com a intenção de criar sua própria normativa aqui no Brasil, o Governo Federal promoveu a implementação da LGPD.

A LGPD é uma evolução do Código de Defesa do Consumidor que passa a regulamentar do comércio eletrônico e o mercado civil da internet.

5 passos para implementá-la na sua empresa

  • Passo 1: Fazer um levantamento dos dados já existentes na empresa

Certamente, uma empresa de construção civil possui dados de vários tipos como: orçamentos de clientes, compartilhamentos com companhias parceiras, levantamento de RH, etc.

É necessário mapear todos esses dados e fazer uma matriz que indique com qual finalidade cada informação é usada.

  • Passo 2: Ter um formulário que peça explicitamente as informações da pessoa e para quê serão usadas

Hoje, já não é suficiente que haja o botão de “eu aceito” quando aparecem os cookies no website. Deve-se dizer quais dados são coletados e a finalidade para qual serão usados.

No caso de empresas de engenharia civil, essas seriam algumas ocasiões em que se deve pedir o consentimento da pessoa: formulação de fichas cadastrais, listas de materiais, contratos, assinaturas digitais, senhas, solicitação de valores, etc.

  • Passo 3: Formular um mapa de risco

Devemos ser otimistas, mas não ingênuos porque acidentes podem acontecer. Sobretudo quando se trata de armazenamento de dados que é um terreno escorregadio, onde qualquer deslize pode ter graves consequências.

A melhor forma de saber como lidar com essas possíveis consequências é fazendo um mapa de risco. O mapa de risco vai ajudar  prever todos os procedimentos legais e financeiros a seguir caso a empresa sofra um processo.

A empresa com mapa de risco está preparada para qualquer eventualidade e tem em mãos um documento que serviria como atenuante caso haja uma pena a ser paga.

  • Passo 4: Promover soluções de gerenciamento de dados e iniciativas de cultura institucional

Todos os empregados que tenham acesso à informação de terceiros estão sujeitos a seguir a LGPD.

É possível que uma pessoa bem intencionada deslize e transgrida a lei por um erro involuntário (sobretudo quando não se conta com softwares adequados que permitam melhor controle de informação), pondo em risco a integridade da empresa e causando um processo de infração de dados pessoais de terceiros.

Portanto, é uma boa ideia promover palestras de conscientização da lei e de capacitação do uso de softwares de proteção de dados.

  • Passo 5: Adequação às exigências da metodologia BIM para as empresas de construção civil

As empresas de construção civil têm que estar atentas em adequar-se à metodologia BIM que será obrigatória a partir de 2021. A metodologia BIM vai unir processos de dados internos com parceiros externos à obra.

Ela facilitará a comunicação entre os envolvidos na construção, mas também coloca essas empresas em uma situação de maior vulnerabilidade porque são vários os dados que estão sendo comunicados e que serão regulamentados pela LGPD.

Por isso, é muito importante que se escolha um software que complemente a metodologia BIM com as regulamentações da LGPD.

Como ter um processo automatizado por um software?

O uso de um software será muito importante para monitorar toda essa informação. Em suma, dificilmente uma empresa vai estar isenta de erros se não for auxiliada por um sistema automatizado.

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Ele é um software de gestão de projetos que integra a tecnologia BIM e facilita a coleta de dados com as disposições necessárias pedidas pela LGPD.

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  • Controle de atestados técnicos de obras com parâmetros de prazos, quantidade, etc.
  • Armazenamento de dados e documentos com fácil acesso.
  • Facilidade de pesquisa e acesso a atestados de obras.
  • Integração com a tecnologia BIM permitindo melhor manejo do orçamento.
  • Geração da atualização quantitativa de serviços online.
  • Vínculo das composições de preços de serviços dos órgãos com as famílias do REVIT.
  • Aplicação de machine learning para a reutilização de associação de famílias e composições.
  • Melhor gerenciamento de uma equipe produtiva.

Por isso buscamos desenvolver as melhores ferramentas que facilitem sua estratégia de orçamento, planejamento e controle de atestado de obras.

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A Tecnologia em Nuvem a serviço do Home Office

tecnologia em nuvem

Alternativa em tempos de pandemia, tecnologia em nuvem mostra que veio para ficar

Prática adotada massivamente devido à pandemia da COVID-19, o home office surgiu nos Estados Unidos quando tecnologias como o computador, a internet e o celular foram popularizadas. Isso fez com que algumas pessoas pudessem ter sua própria estação de trabalho em casa. Por muito tempo, o custo dessas tecnologias as tornava inacessíveis à maior parte da população e seu acesso era limitado a ambientes corporativos. Porém, à medida em que esse custo foi caindo, o home office cresceu e a tecnologia em nuvem se popularizou.

Além do avanço da internet e dos computadores pessoais, o surgimento de outras ferramentas permitiu o aumento dessa modalidade de trabalho. Os softwares que permitem o trabalho remoto – de casa, de aeroportos, etc – foram os que mais ajudaram nesse panorama.

No Brasil, o termo home office já está popularizado há algum tempo, sendo que em 1999 foi fundada a SOBRAT- Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades. Porém, só em 2017, com a Lei nº 13.467, o teletrabalho foi regulamentado na Consolidação das Leis do Trabalho no Brasil.

Por muito tempo, o home office foi utilizado por autônomos e profissionais liberais e em 2020 virou a realidade de grande parte da população do mundo. Com a COVID-19, as empresas tiveram que se adaptar a essa forma de trabalho e mudar a mentalidade de como gerir o trabalho de seus profissionais com boa parte deles atuando em home office. Muitas empresas tiveram que adquirir soluções tecnológicas para viabilizar o trabalho remoto de seus profissionais.

Nova realidade na 90TI

Mas como está sendo essa nova realidade para as pessoas? Para Karoliny Silva, colaboradora da 90TI, trabalhar em home office foi complicado no início. Como ela é comercial da empresa, gosta de ter contato com as pessoas, do dinamismo do dia a dia… E o trabalho remoto não proporciona a convivência diária com os colegas. Entretanto, com o tempo, Karoliny criou boas rotinas de trabalho e percebeu que está concentrando melhor e produzindo com maior qualidade.

Outro ponto destacado foi o suporte que a 90TI oferece, tanto o apoio da área de RH quanto a disponibilização de tecnologia em nuvem para que o trabalho possa ser feito de qualquer lugar.

Já Valéria Vilas Boas, que trabalha na área de desenvolvimento, destacou como pontos positivos não enfrentar o trânsito diário e poder ficar mais tempo com o filho. Porém, ao mesmo tempo viu sua jornada de trabalho duplicar. “Sinto falta da convivência diária com os colegas, das trocas de experiências. Estar em casa e trabalhar home office facilita muita coisa, principalmente com a tecnologia desenvolvida pela 90 posso trabalhar de qualquer lugar”.

Charles, também da área de Desenvolvimento, gostou muito da nova proposta de trabalho remoto. “Não perco muito tempo no trânsito devido ao deslocamento, então nesse tempo consigo produzir mais e ser aproveitado de várias formas, principalmente no meu lado pessoal. Minha produtividade aumentou significativamente, pois o trabalho em home office proporciona mais momentos de concentração. Um ponto super positivo, foi em relação aos equipamentos que a 90 disponibilizou e isso facilitou meu trabalho”, completa.

Sistema em Cloud

Muito comentada pelos colaboradores da 90 como um facilitador do trabalho remoto, a tecnologia em nuvem já faz parte da rotina de várias empresas. Muitos gestores optam por um sistema na nuvem para otimizar rotinas e melhorar a prestação de serviços do negócio, assim, com a empresa mais competitiva, é possível atingir novos mercados e obter receitas maiores.

Tanto para Guilherme Teodoro (Desenvolvimento de Software) quanto para Felipe (Coordenador de Suporte), trabalhar em nuvem agilizou e muito a forma de trabalho deles no home office. Felipe desenvolveu o 90 Telefonia VoIP e assim ele tem conseguido fazer os atendimentos de qualquer lugar, tornando o trabalho mais rápido e dinâmico.

Facilitador em momentos de crise

Portanto, reduzir custos operacionais é fundamental para manter um negócio com alto nível de competitividade. Nas pequenas empresas, possuir uma cadeia operacional com baixo nível de desperdícios é primordial, uma vez que essas empresas possuem um orçamento enxuto.

Em suma, um sistema na nuvem pode ser visto como uma excelente alternativa para empreendimentos que pretendem otimizar as suas rotinas, para isso a 90TI tem uma série de soluções disponíveis para ajudar as empresas a se tornarem mais eficientes e competitivas. Acesse aqui e conheça nossas soluções!