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Canteiro de Obras e o COVID-19: medidas de prevenção

Canteiro de obras

O que você deve fazer para deixar o seu canteiro de obras livre do novo Coronavírus

A pandemia do Coronavírus trouxe muitas mudanças na forma de trabalho dos brasileiros. Vários setores viram seus negócios parados, mas com a Construção Civil foi um pouco diferente. É o setor que tem sido mantido funcionando em muitos estados, especialmente São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, pois a paralisação das atividades implicaria em um agravamento nos impactos na economia dos municípios e estados. Para tanto, foi necessário fortalecer as medidas de segurança e saúde do trabalhador no canteiro de obras para evitar a disseminação deste vírus.

A Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT) da Secretaria de Trabalho traz medidas voltadas para a prevenção e diminuição do contágio do COVID-19, além das Normas Regulamentadoras de Segurança e Saúde no Trabalho já praticadas no segmento com muita seriedade.

Seguindo as orientações dos órgãos públicos competentes, o setor está mobilizado para o esclarecimento e cuidado preventivo no canteiro de obras. Entre as novas medidas adotadas pelas empresas Brasil afora, estão: a medição diária da temperatura do funcionário, nova rotina de higienização dos ambientes, distribuição de kits de higiene pessoal para o trabalhador e sua família, a redivisão dos turnos de trabalho e reorganização de refeitórios e demais ambientes para evitar aglomerações.

Com base nas medidas definidas pelas autoridades sanitárias e de fiscalização do trabalho, elaboramos para vocês um compilado destas medidas e orientações para os trabalhadores:

Práticas de higiene e boa conduta no canteiro de obras

  • Orientar todos trabalhadores sobre prevenção de contágio pelo coronavírus (COVID-19) e a forma correta de higienização das mãos e demais medidas de prevenção;
  • Higienização das mãos com uso constante de água e sabão em intervalos regulares e a utilização de álcool gel 70%;
  • Evitar tocar a boca, nariz e o rosto comas mãos. Caso isso aconteça, use soro fisiológico para limpeza nasal e colírio para os olhos;
  • Em caso de gripe ou resfriado simples, informar condição para o superior, não sair de casa e utilizar máscara, dentre outras.
  • Divisão dos turnos de trabalhos, considerando as orientações do Ministério da Saúde e as características do ambiente de trabalho;
  • Limpar e desinfetar os locais de trabalho e áreas comuns no intervalo entre turnos ou sempre que houver a designação de um trabalhador para ocupar o posto de trabalho de outro;
  • Reforçar a limpeza de sanitários e vestiários;
  • Adotar procedimentos para, na medida do possível, evitar tocar superfícies com alta frequência de contato, como botões de elevador, maçanetas, corrimãos etc;
  • Reforçar a limpeza de pontos de grande contato.

Uso correto de máscaras

  • A máscara de proteção respiratória só deve ser utilizada 100% do tempo;
  • O uso incorreto da máscara pode prejudicar sua eficácia na redução de risco de transmissão. Sua forma de uso, manipulação e armazenamento devem seguir as recomendações do fabricante. Os trabalhadores devem ser orientados sobre o uso correto da máscara;
  • A máscara nunca deve ser compartilhada entre trabalhadores;

Outras orientações

  • Caso haja confirmação de trabalhador diagnosticado com COVID-19 conforme orientações do Ministério da Saúde, deve ser realizada a busca ativa dos trabalhadores que tiveram contato com o trabalhador inicialmente contaminado;
  • Manter distância segura entre os trabalhadores, considerando as orientações do Ministério da Saúde e as características do ambiente de trabalho;
  • Evitar o compartilhamento de utensílios de uso pessoal, equipamentos e ferramentas como canetas, telefone celular, medidores de nível, prumo, trenas, espátulas, lixadeiras, rolos, entre outros;
  • Caso haja a necessidade de compartilhamento desses materiais deve ser realizada a higienização antes da sua utilização por outro trabalhador.

Definitivamente, o setor tem conseguido manter a normalidade na medida do possível e ainda não fala em demissões em massa, grandes perdas financeiras ou cortes substanciais em investimentos.

Embora hoje o setor ainda não esteja apontando para números negativos por todos os lados, isso não quer dizer que não exista uma preocupação com o futuro do segmento.

Condições macroeconômicas poderão interferir na área, dependendo de como evoluirá o quadro da pandemia do novo Coronavírus e a depender de quais medidas serão adotadas pelos governos Federal, Estaduais e Municipais.

No entanto, não são em todos os locais do Brasil que as atividades da construção civil estão sendo permitidas. Nos estados com menor expressividade para o setor, como Pernambuco e Goiás, obras foram paralisadas.

Em suma, esse importante segmento segue comprometido com a economia nacional e com a saúde de seus trabalhadores, clientes e sociedade em geral.

 

8 boas práticas que você deve adotar para o gerenciamento de obras

Manter boas práticas é importante para gerenciar de maneira eficiente obras da engenharia civil. Confira 8 dicas aqui!

Em tempos de crise, ter boas práticas na execução de projetos é um diferencial competitivo para o profissional responsável pelo gerenciamento de obras. Como gestor ou empreiteiro, é preciso saber um conjunto de atividades, que vão desde o planejamento até o controle de qualidade. Gerenciar uma obra significa administrar, simultaneamente, o cumprimento do cronograma e a previsão financeira, gerindo profissionais que têm formação e práticas diversas.

Quem assume essa função deve dominar custos, contratos, prazos e ter organização, além da capacidade de gerir pessoas. Não é uma tarefa fácil, mas com um bom planejamento, o resultado aparece.

Afinal, quem não deseja evitar problemas durante o gerenciamento de obras? Por isso, preparamos dicas de boas práticas que podem ser adotadas durante qualquer projeto, confira!

8 boas práticas para gerenciamento de obras

1- Faça um planejamento completo

Este é o primeiro passo: planejar bem para executar bem! O sucesso na gestão de obras passa por um planejamento que garanta o sincronismo das equipes que atuam na execução.

A elaboração do planejamento deve conter a descrição detalhada de todas as etapas e tarefas da obra atreladas a seus custos. O cronograma físico-financeiro deve ser distribuído para os responsáveis por todos os setores, para ser consultado sempre que necessário. Portanto, utilizar um software de gerenciamento de obras desde o início do processo, garantirá a você o controle de todas as informações e registros do projeto, gerar relatórios e manter a comunicação com o cliente, fornecedores e equipe.

2- Pense na parte burocrática que uma obra exige

Cuidado redobrado com documentos, notas e recibos! É preciso guardá-los e manter controle por escrito do que foi orçado e realizado, do que foi pago e recebido.

Uma boa ideia para manter o controle desses papéis e fluxos é fazer uma lista prévia já com os principais itens de atenção. Licenciamentos, registros e qualquer outro documento exigido por lei devem ser levados em consideração.

3- Avalie o local antes de começar o projeto

Imagine, por exemplo, que o projeto preveja uma escada pré-moldada que necessite de um guindaste para sua instalação. Se o canteiro, por alguma restrição qualquer, não permitir a instalação desse equipamento, como resolver o problema sem provocar atrasos, aumento dos custos ou alteração do projeto?

Portanto, é imprescindível que, antes de começar o trabalho, você faça uma avaliação do local, uma inspeção detalhada observando todos os aspectos. Alguns exemplos do que deve ser observado: se uma adição futura poderia danificar a integridade do prédio, como o serviço de drenagem afetará o solo e se existem tecnologias sustentáveis que podem economizar dinheiro no projeto.

Com essa avaliação, você pode minimizar problemas futuros, poupar tempo e dinheiro, além de confirmar todo o cuidado que você está tendo com a construção, o que poderá lhe trazer mais respeito e confiança por parte dos clientes. Prevenir é melhor que remediar!

4- Liderança e gestão de equipe

A gestão das equipes e das diferentes atividades que compõem uma obra costuma ser especialmente desafiadora. Dependendo da complexidade do projeto, você trabalhará com os mesmos profissionais por meses ou até anos (em caso de um grande empreendimento). Então, conquistar a confiança e o respeito de sua equipe faz toda a diferença.

O conhecimento técnico também é muito importante para que sua equipe veja que você entende do assunto. Isso dá mais segurança e credibilidade para o seu trabalho. Lembre-se também que saber ouvir e falar no momento correto é super importante.

5- Distribua as tarefas corretamente

Nenhum gestor quer ver sua equipe sobrecarregada e nem com falta de trabalho e improdutiva. Para isso, você deve ter um cronograma sem erros.

Faça uma lista de tarefas e as distribua de forma que o profissional consiga cumpri-la com eficiência e qualidade, dentro dos prazos estipulados. A escolha de bons profissionais também é parte fundamental para o sucesso do seu trabalho. Conte sempre com os melhores.

Além disso, procure manter um bom relacionamento com todos. A harmonia no trabalho é fundamental!

Equipamentos de proteção

Por falar em tarefas e profissionais, a preocupação com o controle da obra e a segurança do trabalho são imprescindíveis. Fiscalizar o uso do equipamento de proteção individual protege os trabalhadores e evita problemas no canteiro de obras.

6- Inspecione o acabamento das obras

Um bom gerenciamento de obras passa por todos os processos, do começo ao fim. Não deixe para a última hora o que poderia ter sido visto antes e isso inclui o acabamento das obras.

A limpeza e acabamento devem ser bem inspecionados antes da visita dos órgãos fiscalizadores. Acompanhe com os profissionais envolvidos nesta tarefa os pré-requisitos listados anteriormente. Seja parte da equipe e esteja sempre presente.

7- Procure por bons fornecedores

Se você identificou que um fornecedor está descumprindo os prazos ou com qualidade do material aquém do esperado, troque-o. É muito importante que, durante todo o processo da obra, todas as partes envolvidas estejam integradas. Isso inclui os prestadores de serviço.

Uma sugestão é ter sempre em mente e em uma lista o nome e telefone de fornecedores que trabalham com foco na qualidade do trabalho. Isso faz a diferença no resultado final.

8- Comunicação integrada

Para evitar que erros e retrabalhos ocorram, cada gestor deve buscar dentro de sua equipe a melhor forma de comunicação. Receber e dar feedback para tomar as melhores decisões pode mudar a eficiência, tanto da mão de obra quanto da qualidade do projeto.

Não importa se o seu projeto é grande ou pequeno, tenha um plano de comunicação eficiente. Faça reuniões de kick-off antes do início do empreendimento, de acompanhamento e de lições aprendidas. Esses três itens são fundamentais para otimizar o seu trabalho com o gerenciamento de obras.

Colhendo bons resultados

Com todas essas dicas acima, fica mais fácil garantir que os resultados cheguem. Você garante um bom planejamento, comunicação integrada entre todos os envolvidos, bons fornecedores, acompanhamento eficiente do trabalho e fluidez nos prazos. Além disso, estreita os laços com o cliente e conquista credibilidade no trabalho da empresa.

SOCORRO EMERGENCIAL PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS É APROVADO NA CÂMARA

Com o avanço da pandemia de Coronavírus no Brasil e no mundo, e a consequente prática do distanciamento social, as relações de trabalho foram postas à prova e precisaram ser pensadas e planejadas. O Home Office foi implementado na vida de empresas e trabalhadores como forma diminuir prejuízos e manter parte da produção das atividades comerciais. A reinvenção de práticas trabalhistas e a implementação de mecanismos facilitadores foi necessário.

Muitos setores da sociedade foram diretamente afetados pelas medidas de proteção social e combate à pandemia. Em contraposto ao cenário da maior parte dos setores de trabalho, a engenharia foi considerada como um serviço essencial para a sociedade. Mesmo com o distanciamento social, obras e projetos puderam ter continuidade, seguindo os padrões de segurança exigidos pelas autoridades.

Encontrar meios que possuam características específicas e que tornem mais simples, práticas e eficientes as atividades ligadas a execução de uma obra, por exemplo, é algo de extrema valia, em especial agora que a Câmara dos Deputados aprovou a lei que prevê o socorro emergencial para estados e municípios. É válido ressaltar também, que em situações de calamidade pública, como a atual que o Brasil e o mundo enfrentam, é permitido por lei a contratação diretas de empresas e prestação de serviços.

Socorro emergencial a estados e municípios

A Câmara dos Deputados aprovou o texto do Projeto de Lei (PLP 39/2020) que prevê o socorro econômico da União a estados e municípios, por meio do Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus. A proposta estabelece que o governo federal repasse 60 bilhões de reais, em quatro parcelas mensais, para os entes federativos durante a crise da Covid-19.

O objetivo do projeto é minimizar os efeitos da queda de arrecadação de impostos, decorrentes das medidas de combate à pandemia, como o fechamento temporário de empresas. Para a liberação dos recursos, a texto estabelece que os governos locais não poderão reajustar salários de servidores públicos até 31 de dezembro de 2021.

O Projeto de Lei (PLP 39/ 020 ainda precisa passar pela aprovação do Senado.

Como funciona o rateio dos recursos?

Do montante previsto, 10 bilhões de reais serão destinados a ação de saúde pública e assistência social. A distribuição dos recursos entre os estados levará em conta a taxa de incidência da Covid-19, independente do tamanho do estado. No caso dos municípios, a divisão será feita com o tamanho da população. Os outros R$50 bilhões (30 bilhões de reais destinados aos estados e os outros 20 bilhões restantes para municípios) poderão ser utilizados livremente. Nesse caso, a distribuição leva em conta vários fatores, como arrecadação do ICMS e tamanho da população.

A perda com a arrecadação de ICMS será o fator de maior relevância no rateio. Esse dispositivo tende a beneficiar os estados mais ricos, que são os que mais perderam com a queda nas receitas. Já as parcelas referentes ao FPE e ao tamanho da população têm pesos menores, mas ajudam a equilibrar a situação para os estados mais pobres.

A Lei das Estatais

A Lei 13.303/2016, também conhecida como Lei das Estatais, promulgada no dia 30 de junho de 2016, é o Estatuto Jurídico da Empresa Estatal que engloba Empresa pública, Sociedade de Economia Mista e suas subsidiárias, tanto no âmbito da União, quanto de estados e municípios.

Determinadas regras de governança previstas na Lei das Estatais (como práticas de gestão de risco e controles internos, regras para indicação de administradores, dentre outras), a princípio, não se aplicam às empresas públicas e sociedades de economia mista, incluindo subsidiárias, com receita operacional bruta inferior a R$ 90 milhões.

Tal situação acontece, pois, a Lei estabelece um prazo de 180 dias para que o Poder Executivo de cada ente estabeleça regras de governança próprias destinadas a suas estatais com receita inferior ao limite. Se o Poder Executivo não editar essas regras no prazo estabelecido, suas estatais ficarão submetidas às diretrizes da Lei 13303.

A Lei permite contratação direta?

A licitação é obrigação incluída na esfera constitucional, sendo prevista no art. 37, XXI, para execução de obras, serviços, compras e alienações. Essa obrigação carrega em si tamanha importância que boa parte da doutrina eleva à categoria de princípio da administração pública.

Existem casos em que é permitido a contratação direta caso haja inviabilidade de competição. Tais exceções se materializam nas hipóteses de dispensa a inexigibilidade de licitação definida na Lei 8666/93.

Uma das hipóteses em que Lei 8666/93 prevê contratação direta é em caso de calamidade pública, como no caso da pandemia de Coronavírus que o mundo enfrenta neste ano de 2020.

8 passos para elaborar a planilha de orçamento da obra

planilha de orçamento

Em todo novo empreendimento o desafio é o mesmo: como fazer uma planilha de orçamento da obra precisa, sem faltas e nem sobras?

Afinal de contas, se preciso das informações com agilidade, a tendência é jogar os dados um pouco para cima; se tenho mais tempo, corre-se o risco de fazer levantamentos que podem ter muitas variações, em função da inflação. Equação difícil de resolver, certo?

Elaborar uma planilha de orçamento da obra, na construção civil, depende de experiência, confiabilidade, eficiência, rapidez e precisão. É uma tarefa minuciosa e detalhista que desafia o profissional que trabalha com prazos cada vez mais apertados. E nem sempre o que foi previsto será o executado.

Por isso, é importante entender as fórmulas, acompanhar o mercado financeiro e manter uma boa comunicação com o cliente, o escritório e o canteiro de obras.

Pensando em otimizar essa tarefa, preparamos 8 dicas para ajudar você a identificar pontos importantes e elaborar uma planilha de orçamento da obra coerente e eficaz. Vamos lá!

1. Fazer o projeto

Essa parte inicial é a mais estratégica. Após receber as informações sobre o projeto, o orçamentista precisa analisar com cautela todos os itens apresentados e começar a criar a planilha de orçamentos. Esta etapa vai permear toda a obra, sendo necessário fazer ajustes e manter o canteiro de obras, escritório e cliente sempre informados das mudanças necessárias.

Um bom planejamento financeiro contempla controle eficaz e relatórios de acompanhamento, para que tudo saia conforme o previsto.

Entre as recomendações principais para elaborar a planilha de orçamento, listamos:

Ainda de acordo com esse último ponto, certifique-se de utilizar um software de orçamento de obras que tenha facilidade de importar dados de uma planilha em Excel ou em TXT. Normalmente, esses arquivos para importação já contém a otimização da planilha (itens e sub-itens) e, às vezes, os quantitativos de cada item.

2. Analisar a composição de preços para cada serviço

Essa análise depende de o orçamentista pesquisar o valor unitário de cada material ou insumo.

A própria empresa pode manter e atualizar uma lista de referência com esses valores. Na verdade, essa é uma prática recomendada pelos especialistas.

Mas, caso queira utilizar um serviço já existente (gratuito ou pago), basta analisar na internet as bases disponíveis e escolher a que melhor atende ao trabalho, exemplos: SICRO (DNIT) e SINAPI (CEF).

É importante ressaltar que as composições de preços devem ser constantemente atualizadas, uma vez que é muito rápida a alteração dos procedimentos executivos e das inovações tecnológicas e de materiais.

3. Ajustar os custos

É muito comum, durante o período de obras, que o orçamentista tenha que realizar pequenos e médios ajustes na planilha de orçamento da obra, mediante fatores internos e externos.

Os custos dos serviços e de materiais podem sofrer alterações caso algum processo de contratação atrase, ou então você tenha que mudar de fornecedor por demora ou por ele não ter a quantidade suficiente de material, ou ter que comprar algum equipamento que não tenha sido previsto, etc.

Você precisa considerar também a inadimplência de prestadores de serviços e fornecedores. Em sua análise financeira, identifique cada passo para que o fluxo de caixa não fique defasado. Essas previsões podem auxiliar em uma possível gestão de crise.

Para não perder o controle, um jeito bem prático é acompanhar e monitorar o trabalho utilizando um software de gestão de obras. Ele ajudará a ter visão geral de todo o trabalho, controlar as informações e ajustar as necessidades.

4. Levante os custos indiretos e custos de acessórios

Para uma boa planilha de orçamento da obra é importante considerar, também, os custos indiretos. Ou seja: aqueles que não são assimilados, diretamente, com a execução de um projeto, como:

  • escritório;
  • automóvel;
  • mão de obra qualificada;
  • impostos e taxas.

Do contrário, a sua planilha de orçamento da obra vai ficar incompleta, sempre incompatível com os custos finais do projeto. O que afeta, diretamente, a lucratividade da empresa.

Planilha_Controle_de_Obras
 

5. Insira os impostos e defina o lucro desejado

Como falamos, acima, a respeito dos lucros, convém apontar a relevância dele em uma planilha de orçamento da obra precisa e confiável.

Nessa etapa, inclusive, entra o conceito de BDI — sigla para bonificação e despesas indiretas. Pois é a partir das etapas anteriores que você consegue analisar a planilha de orçamento da obra com total convicção dos valores expressos.

Qualquer trabalho orçamentário deve considerar todos os elementos que, direta ou indiretamente, influenciam no preço final do seu projeto.

6. Calcular e aplicar o BDI

O BDI (Bonificação e Despesas Indiretas), acima citado, representa o rateio dos custos das obras não discriminados na Planilha de Quantidades e Preços Unitários (definidos como Custos Indiretos) aplicado sobre os Custos Unitários Diretos dos Serviços. É importante saber realizar o cálculo após conhecido o projeto, sua localização e com dados próprios de cada empresa.

Ele também auxilia na análise orçamentária dos lucros e na descrição do que não está ligado ao custo direto da obra. É uma taxa que é adicionada para cobrir as despesas indiretas que o construtor tem, mais o risco do empreendimento, as despesas financeiras envolvidas, os tributos incidentes na operação, eventuais despesas de comercialização e o lucro do empreendedor.

Temos um artigo que explica, na prática, como calcular a fórmula de BDI.

7. Encontrar o preço de venda

Saber determinar o preço final de um projeto na construção civil é um desafio. Isso porque a sua classificação tem interferência direta na percepção do mercado, na movimentação dos competidores do setor e na própria demanda do seu consumidor. Por isso, atenção redobrada às regras do seu nicho. Alguns fatores podem provocar mudanças no preço como a prática dos concorrentes ou a requisição dos consumidores, por isso ele deve estar sempre adequado às regras do mercado.

Alguns fatores podem ser levados em consideração:

  • custo do serviço/produto e o custo de matérias primas totais;
  • gastos variáveis, impostos, comissões e gastos com a entrega;
  • gastos fixos, ou seja, o valor que cada unidade do produto deve gerar, para que a empresa consiga pagar todas suas despesas;
  • margem de lucro.

Dessa maneira, a sua empresa vai estar mais segura e imunizada contra os imprevistos que interferem no valor final do projeto, mancham a reputação da empresa e interferem diretamente na lucratividade e no desenvolvimento de sua marca no mercado.

8. Realize o fechamento da planilha com uma revisão dos valores expressos

Para encerrar o assunto sobre a planilha de orçamento da obra, convém um exercício simples e prático, que consiste em reavaliar os pontos desenvolvidos.

Lembre-se que a dica anterior, de um software de gestão para auxiliar na produção orçamentária, se faz de grande relevância. Especialmente, no contexto mercadológico que vivemos, atualmente.

Por meio desse tipo de solução a inserção e também a revisão de valores são tarefas mais rápidas e confiáveis. Um simples investimento que se converte em resultados reais para a elaboração de uma planilha de orçamento da obra competitiva.

Por isso, não se atenha aos desafios em elaborar a planilha de orçamento da obra. Cabe à sua equipe a identificação de soluções significativas para qualificar o trabalho, além do envolvimento de sua equipe com o projeto.

Assim, é importante buscar conhecimento para adquirir mais experiência e sempre estar em contato com as principais notícias do universo da construção civil.

Fica, então, o nosso convite para você voltar mais vezes ao blog da 90t.i. para seguir identificando informações valiosas sobre o setor de construção civil. Mas, por enquanto, visando um trabalho complementar ao que vimos ao longo deste post sobre a planilha de orçamento da obra, aproveite para baixar gratuitamente nossa planilha sobre controle de obras!

 

Quais são os Selos Ambientais mais aplicados à construção civil?

Sustentabilidade é assunto sério na construção civil. E não só porque órgãos reguladores ficam em cima das empresas para que elas sigam as regras e boas práticas, mas porque o setor, como um todo, tem uma grande responsabilidade nas mãos.

Um exemplo: os resíduos na construção são motivo de muitas dores de cabeça para os empreendedores. Daí, a importância em conhecer os selos ambientais mais aplicados à construção civil.

E sabe por quê? Dessa maneira, sua empresa sabe exatamente por onde se orientar para cada questão relativa à conservação e manutenção do meio ambiente em meio às suas obras. Além disso, selos ambientais mais aplicados à construção civil são excelentes instrumentos de valor para a reputação da sua marca, que investe com total consciência ambiental.

Quer saber, então, quais são os principais selos ambientais mais aplicados à construção civil? A seguir, destacamos para a sua apreciação e inspiração em almejá-los futuramente!

Selo Casa Azul

A Caixa Econômica Federal criou uma classificação socioambiental de sua autoria para as construções que a instituição financia.

Selos ambientaisSó que a busca de um dos selos ambientais mais aplicados à construção civil não é tão simples. Afinal, o órgão fiscaliza a sua obra de ponta a ponta, identificando dezenas de critérios que passam por uma rigorosa avaliação que:

  • verifica a qualidade do projeto urbanista;
  • visa identificar todo o conforto em torno do projeto;
  • atesta a preocupação de sua empresa com relação à eficiência energética;
  • analisa o armazenamento e a conservação dos seus materiais e também dos recursos utilizados;
  • checa as alternativas e estratégias aplicadas à gestão da água;
  • busca monitorar as práticas sociais adotadas pela empresa.

No total, os empreendimentos devem seguir, ao menos, 19 de um total de 53 critérios para receber o selo bronze. Com isso, a obra, quando atinge seis outros critérios, recebe o selo prata. Doze opcionais cumpridos, totalizando 31 critérios, a empresa recebe o selo ouro.

Por ser um selo voluntário — e gratuito —, a vantagem em obtê-lo consiste em agregar uma reputação sustentável à sua marca. Além de promover a marca também por meio da Caixa, que é uma boa ferramenta de marketing ao divulgar os empreendimentos que receberam os seus selos ambientais.

Certificação Leed

Um dos selos ambientais aplicados à construção civil mais populares, o Leed (sigla para Leadership in Energy and Enviromental Design) é um sistema internacional de certificação.

Ele está espalhado por mais de 140 países e tem como principal objetivo a construção de obras sustentáveis, que gerem economia no gerenciamento e agreguem inovação ao setor.

A certificação é emitida pelo Green Building Council Brasil (GBCB) e está presente no país desde 2007 — o país, inclusive, despontou como o quarto no ranking mundial de 2015.

Os interessados podem se certificar a partir de 8 tipos de LEEDs:

  • LEED NC – Novas construções e grandes projetos de renovação;
  • LEED ND – Desenvolvimento de bairro (localidades);
  • LEED CS – Projetos da envoltória e parte central do edifício;
  • LEED Retail NC e CI – Lojas de varejo;
  • LEED Healthcare – Unidades de saúde;
  • LEED EB_OM – Operação de manutenção de edifícios existentes;
  • LEED Schools – Escolas;
  • LEED CI – Projetos de interiores e edifícios comerciais.

A certificação LEED também conta com critérios e uma pontuação mínima para oferecer o selo ambiental (40 pontos) e o máximo para atingir o nível platina — 110 pontos.

As empresas que apostarem na aquisição de um dos selos ambientais mais aplicados à construção civil podem se beneficiar de:

  • redução nos seus custos operacionais;
  • menos riscos em ajustes regulatórios;
  • modernização qualitativa dos seus projetos;
  • mais segurança para os trabalhadores, ao longo da execução da obra;
  • mais capacitação profissional;
  • reputação  potencializada com a sustentabilidade;
  • uso de materiais inovadores, cujas tecnologias apelam para os produtos com baixo impacto ambiental.

Com isso, portanto, por meio dos selos ambientais mais aplicados à construção civil o se empreendimento — e futuras obras — têm tudo para dar um salto de qualidade que vai ser percebido internamente e pelo mercado em geral.

Certificação AQUA-HQE

Mais uma certificação internacional e que tem adquirido mais popularidade aqui, no país, que é emitida desde 2008 pela Fundação Vanzolini.

O projeto visa a execução de obras mais “limpas”, que impactem menos o meio ambiente e faça uso consciente — e minimizado — dos nossos recursos finitos.

Por meio de auditorias presenciais, cabe à empresa postulante ao selo ambiental ter pleno controle do projeto em todas as etapas de planejamento e execução, como:

  • programa;
  • concepção;
  • realização;
  • operação.

São, no total, 14 categorias que devem ser seguidas e classificadas, posteriormente, como base, boas práticas e melhores práticas. As empresas devem alcançar, nesse sentido, um mínimo de pontuações conforme abaixo:

  • 3 melhores práticas, pelo menos;
  • 4 boas praticas, pelo menos;
  • 7 nível base, pelo menos.

As vantagens em obter essa, como um dos selos ambientais mais aplicados à construção civil, são a comprovação de que a sua empresa segue as melhores ações de conservação ambiental, a diferenciação do seu portfólio com relação à concorrência e um reconhecimento internacional.

Além, é claro, de toda a economia e qualificação das etapas de produção, que se convertem em menos riscos, mais economia e boa dose de condições para os seus trabalhadores.

Selo Procel Edifica

Por fim, para finalizar nossa seleta lista com os selos ambientais mais aplicados à construção civil, podemos falar a respeito do Programa Nacional de Eficiência Energética em Edificações (Procel Edifica).

Em aliança com a Eletrobras e com diversos órgãos governamentais, como o Ministério de Minas e Energia e centros de pesquisa, entre outras instituições, o Selo Procel Edifica promove o uso racionado e inteligente de recursos naturais nas obras.

Essa redução impacta positivamente a natureza, uma vez que a construção civil consome muito desses recursos, como água e energia elétrica. Vale a pena observar os critérios exigidos para a obtenção desse certificado, impondo mais um grau de qualificação para as etapas de planejamento e execução de obras.

Entre as vantagens disso, podemos destacar o impacto positivo, na condução das obras, mas também o apelo comercial para os seus futuros trabalhos. Quer um exemplo disso? A atuação social das empresas influencia a escolha do consumidor.

Quando o seu empreendimento obtém um ou mais dos selos ambientais mais aplicados à construção civil, a reputação do seu negócio vai precedê-lo, o que leva ao aumento de clientes e obras de baixo impacto ambiental na sociedade.

E na sua empresa, já existem um desses selos ambientais ou o processo ainda está em fase de planejamento? Conte-nos a sua experiência no campo de comentários deste post!