24 pontos de atenção para a fiscalização de obras públicas

A fiscalização de obras públicas é uma atividade complexa e de extrema relevância. Ela evita problemas como atrasos, paralisações por falta de licenças, penalidades pelos órgãos de controle e qualquer outro tipo de irregularidade que caracterize o mau uso do dinheiro público.

Em cada momento do processo de fiscalização, tudo precisa estar nos conformes, para que o andamento da obra siga de acordo com o planejado e dentro dos recursos destinados. Considerando essas ressalvas, neste artigo vamos abordar alguns pontos estratégicos essenciais para um bom controle e fiscalização de obras públicas. Acompanhe!

Sobre a importância da fiscalização de obras e do profissional que a executa

No setor privado, a realização de uma grande reforma ou obra nova é uma tarefa que exige muito controle e monitoramento. No setor público, por sua vez, a importância disso se potencializa, pois são aplicados recursos arrecadados da população por meio de tributos. 

Isto é apenas um dos fatores, claro. A fiscalização de obras públicas é também importante pois todas as ações devem seguir o que está estipulado no projeto e o que foi aprovado por meio da licitação. Cronograma, aplicação de recursos, compra de materiais e todas as demais especificações detalhadas no projeto devem ser acompanhadas e analisadas. 

Lembrando que o que se espera de uma obra pública é que os recursos sejam usados de forma econômica, eficiente e sustentável, o que reforça ainda mais a importância da fiscalização e do papel do profissional que realiza essa tarefa: o fiscal de obra.

Esse profissional é o responsável pela fiscalização adequada de todos os requisitos, normas e procedimentos legais, para verificar se estão sendo cumpridos.

Por falar em normas e práticas, essas são as que devem ser atendidas e para as quais a atenção da fiscalização de obras públicas deve se voltar:

  • leis, decretos, códigos, portarias e normas municipais, estaduais e federais. Isso inclui normas de concessionárias de serviços públicos;
  • resoluções e orientações dos órgãos do sistema CREA/Confea;
  • normas técnicas da ABNT e do Inmetro.

O fiscal é aquela pessoa que está periodicamente presente no canteiro de obras. Ele verifica cada etapa do projeto, faz os registros necessários, efetua medições e tem como um de seus principais objetivos evitar que o cronograma atrase.

Além disso, verifica as medidas de segurança necessárias, considerando que o canteiro de obras é vulnerável a diversos tipos de acidentes; assim como a necessidade de ações que diminuam os impactos ambientais e medidas que auxiliem a prevenir falhas que poderiam atrapalhar o andamento ou a conclusão da obra.

Dessa forma, o trabalho da fiscalização de obras públicas é essencial para uma gestão eficiente da construção civil nesse setor.

Irregularidades que a fiscalização de obras públicas não pode deixar passar

Ressaltamos a importância da fiscalização de obras públicas para que o seu resultado atenda à população de maneira eficiente. Mas, de fato, não se restringe à atividade do fiscal durante a execução da construção os eventos de fiscalização relevantes para essa atividade.

Abaixo listamos algumas irregularidades em diferentes momentos que envolvem as atividades da construção civil no setor público, com base em um apanhado em documentos de diversos órgãos de controle, como TCU, CGU, Controladorias estaduais e municipais e Tribunais de Contas.

Essas irregularidades foram constatadas em auditorias de obras públicas e servem para alertar gestores de licitação e gestores de projetos e obras em relação à importância e aos pontos de atenção na fiscalização de obras públicas. 

No procedimento licitatório

Algumas das constatações de irregularidades nos processos de licitação são:

  1. Projeto básico incompleto ou inadequado, sem elementos suficientes para caracterizar a obra, elaborado posteriormente ao processo licitatório ou não aprovado por autoridade competente;
  2. Tipo ou modalidade de licitação inadequados;
  3. Dispensa de licitação com justificativa discordante ou sem justificativa;
  4. Falta da publicidade necessária nas etapas da licitação;
  5. Manipulação de preços, de forma que os serviços iniciais se mostrem caros e os finais muito baratos, podendo gerar desinteresse do contratado nas etapas finais do projeto, por causa dos baixos valores dos serviços remanescentes.

Na gestão do contrato

Dentre as irregularidades mais comuns em relação à gestão do contrato estão:

  1. Discordância entre a constante do edital do processo de licitação e a descrição do objeto;
  2. Discrepância entre os projetos executivo e básico;
  3. falta de aditivos que contemplem eventuais alterações no cronograma físico-financeiro ou no projeto;
  4. Falta de justificativa sobre supressão ou acréscimo de serviços;
  5. Adição de serviços contratados por preços unitários diferentes do orçamento apresentado no processo licitatório;
  6. Contrato encerrado com o objeto não concluído.

Na execução do orçamento

Como exemplos de irregularidades na execução do orçamento, temos:

  1. Obra não inclusa no Plano Plurianual ou em lei que autorize que seja incluída (em casos de execução superior a um exercício financeiro);
  2. Falta de previsão de recursos do orçamento que garantam o pagamento das etapas que devem ser executadas no exercício financeiro corrente.

Referentes à medições e pagamentos

Em relação às medições e pagamento, algumas irregularidades são:

  1. Pagamento de serviços que não foram executados;
  2. Pagamento de serviços feitos, mas não aprovados pela fiscalização;
  3. Pagamentos a serviços de supervisão, apesar de a obra estar parada;
  4. Falta de conferência e comprovação dos serviços feitos;
  5. Medições e pagamentos feitos a partir de critérios diferentes do estipulado no edital e contrato;
  6. Superfaturamento.

No momento de receber a obra

  1. Obra entregue com falhas visíveis de execução;
  2. Condições descritas no edital do processo de licitação ou no contrato não cumpridas;
  3. Prazos previstos no contrato e nos termos aditivos (de entrega, conclusão e recebimento definitivo) não cumpridos;
  4. Falta de recebimento provisório pelo fiscal da obra, de acordo com o termo circunstanciado assinado pelos envolvidos;
  5. Falta de vistorias para a emissão do habite-se feitas pelos órgãos públicos competentes.

Soluções tecnológicas que auxiliam na fiscalização de obras públicas

Soluções tecnológicas têm oferecido um suporte valioso à fiscalização de obras públicas, assim como outros momentos que envolvem essa empreitada. Há softwares que facilitam todos os processos, desde a análise de viabilidade dos projetos até o final de sua execução. 

Algumas soluções, por sua vez, são obrigatórias. Exemplo disso é o BIM, também conhecido por Modelagem de Informação da Construção. O decreto federal nº 10.306 estabelece o uso dessa tecnologia nos serviços de engenharia prestados ao setor público. 

Utilizando essa ferramenta, é possível:

  • compreender melhor as fases do projeto;
  • melhorar a comunicação entre as equipes envolvidas;
  • reduzir retrabalhos e desperdícios;
  • controlar melhor o orçamento;
  • estruturar melhor o cronograma de obras;
  • fazer o acompanhamento geral da construção. 

Outra novidade — e também obrigatoriedade — vem por meio do decreto federal 10.899, de dezembro de 2021, que adiciona novas funcionalidades à fiscalização de obras públicas. Esse decreto permite que o acompanhamento das obras possa ser feito por meio de vídeos e fotos dos empreendimentos. 

Esse novo tipo de fiscalização contempla as normas da Nova Lei de Licitações, que já está sendo adotada em partes, mas que entra definitivamente em vigor em 2023. Além dessas tecnologias obrigatórias, precisamos lembrá-lo/a sobre a importância da segurança digital, sobretudo quando se trata de obras públicas.

Há que se ter um programa completo de segurança, com recursos e ferramentas necessários para prevenção de ataques, proteção de dados, backup e recuperação de sistemas. 

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Para concluir, é importante ressaltar que os pontos de atenção para a fiscalização de obras públicas não interessam apenas aos fiscais em si, mas em todos os personagens públicos e privados envolvidos nos processos licitatórios dos serviços de engenharia.

Evitar equívocos antes mesmo da fiscalização é uma medida inteligente e eficiente para o sucesso e obtenção dos melhores resultados na construção civil no âmbito público. A busca por metodologias e tecnologias que facilitem cada momento é uma das ações favoráveis à prevenção de problemas.

Se você quer continuar se atualizando sobre informações e dicas relacionadas à construção civil e tecnologias que facilitam as atividades de engenharia, siga a 90Ti nas redes sociais!

A importância das normas de eletricidade NBR 5410 e NR-10

nbr 5410

Uma construção requer atenção e cuidados em diversos setores. Afinal, além da obra ter que ser segura, também é preciso se preocupar em evitar acidentes envolvendo os trabalhadores. Para garantir que todos os cuidados necessários sejam cumpridos, há uma série de normativas vigentes e, dentre elas, a NBR 5410 e a NR -10.

A NBR 5410, por exemplo, traz uma série de regras envolvendo as instalações elétricas de baixa tensão e tem o intuito garantir a segurança de pessoas e animais, bem como a conservação dos bens e, claro, o funcionamento correto da instalação. Para isso, ela dita regras que envolvem as instalações elétricas de edificações industriais, comerciais, residenciais, entre outras, sejam elas pré-fabricadas ou não. 

Assim, para garantir que um projeto esteja de acordo com as normas vigentes e para ter a certeza de que a edificação será segura, é importante conhecer a NBR 5410 e suas aplicabilidades. Veja no conteúdo de hoje quais são os principais pontos que essa normativa traz! 

O que determina a NBR 5410?

A NBR 5410 é uma norma desenvolvida pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que determina regras envolvendo a instalação elétrica de diferentes tipos de edificações. 

Além disso, ela abrange também as determinações quanto às instalações de eletricidade de áreas de campings, trailers, áreas descobertas das propriedades, externas às edificações, feiras, canteiros de obra, exposições e demais instalações temporárias. 

Em suma, o documento traz as regras de instalações elétricas para esses ambientes, visando garantir as condições necessárias para que elas funcionem corretamente e de maneira segura. Para isso, aborda as instalações elétricas de baixa tensão até 1000V em tensão alternada e 1500V em tensão contínua.

A ideia é servir como um verdadeiro guia para profissionais do setor, para que eles possam atuar adequadamente e garantir a segurança das edificações. Uma vez que as determinações sejam seguidas, é possível evitar problemas como, por exemplo:

  • Sobrecorrente;
  • Choques elétricos;
  • Efeitos térmicos envolvendo a instalação elétrica, entre outros.

Objetivos da NBR 5410

O objetivo da NBR 5410 é trazer um padrão mínimo de segurança e regras no que envolve a instalação elétrica de baixa tensão de diferentes edificações. O intuito é garantir a segurança de animais e pessoas, evitar acidentes, colaborar para que ocorra o funcionamento adequado da instalação e, consequentemente, a conservação dos bens. 

E o que diz a NR-10?

Há instalações elétricas feitas para diferentes finalidades e, por isso, as regras de segurança precisam se adequar ao espaço e ao uso posterior. Para isso, existem diferentes normativas existentes e, cada uma delas, tem um objetivo específico. Assim, além da NBR 5410, é preciso considerar também a NR -10.

Trata-se de uma norma regulamentadora que aborda a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos. Assim como a NBR 5410, ela também visa a segurança, mas, desta vez, foca na saúde dos trabalhadores que atuam em serviços com eletricidade, direta ou indiretamente.

Assim, a NR-10 deve ser respeitada por empresas públicas e privadas de qualquer setor, quanto contratarem pessoas para que trabalhem com atividades relacionadas à energia elétrica. Dentre elas, por exemplo:

  • Montagem de projeto elétrico;
  • Manutenção ou reparos das instalações elétricas;
  • Fases de geração de energia elétrica;
  • Transmissão de energia elétrica, entre outros.

Em suma, ela traz todas as informações necessárias de ações que devem ser tomadas para proteger a saúde e a integridade física de profissionais que atuam com eletricidade. 

Para isso, aborda tópicos como, por exemplo:

  • Uso de equipamento de proteção individual;
  • Uso de equipamento de proteção coletiva;
  • Segurança em projetos;
  • Capacitação de trabalhadores;
  • Proteção contra incêndio e explosão;
  • Sinalização de segurança, entre outros.

Qual a diferença entre NR e NBR?

NBR significa Normativa Regulamentadora Brasileira, que é feita pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Enquanto a NR significa Normativa Regulamentadora, que são determinadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). 

Em suma, enquanto a NBR aborda a segurança do projeto pronto e de quem vai usar a edificação, a NR atua determinando o que deve ser feito para garantir a segurança do trabalhador. 

Quando a NBR 5410 deve ser aplicada?

A NBR 5410 deve ser, obrigatoriamente, aplicada quando é feita uma instalação elétrica em qualquer tipo de prédio, seja ele residencial, comercial ou industrial. Além disso, ela também tem que ser considerada em:

  • áreas descobertas das propriedades, ou seja, fora do prédio ou fora da construção;
  • no canteiro de obra;
  • em locais de acampamento;
  • nas marinas e instalações análogas; 
  • em feiras e exposições;
  • em circuitos elétricos alimentados sob tensão de até 1000V em corrente alternada;
  • quando em corrente contínua, nos com frequências menores do que 400 Hz, ou a 1500V;
  • também se aplica à toda linha elétrica e fiação de equipamentos que não tenham as próprias normas previamente estabelecidas;
  • em circuitos de lâmpadas a descarga, precipitadores eletrostáticos, ou seja, no caso de circuitos elétricos, que não os internos aos equipamentos, ela também é válida para os que estiverem funcionando sob uma tensão superior a 1000 V e forem alimentados por meio de instalação de tensão igual ou inferior a 1000 V em corrente alternada;
  • às linhas elétricas fixas de sinal preventivo dos riscos decorrentes das influências mútuas. No entanto, neste caso há a exceção dos circuitos internos dos equipamentos;
  • em instalações novas e a reformas em instalações existentes.

Quando não aplicar a NBR 5410

Embora a aplicação da NBR 5410 seja extensa, ela não se aplica em alguns casos. São eles:

  • instalações de tração elétrica; 
  • instalações elétricas de aeronaves e de embarcações;
  • fundação de proteção contra quedas diretas de raios;
  • instalações em minas; 
  • instalações de iluminação pública; 
  • equipamentos para supressão de perturbações radioelétricas;
  • redes públicas de distribuição de energia elétrica;
  • montagens elétricas de veículos automotivos; 
  • instalações de cercas eletrificadas.

Como executar as instalações com segurança?

Para executar as instalações com segurança é preciso seguir todas as normas da NBR-5410. São muitas as regras, por isso, os profissionais do setor devem estudar essa normativa com cautela. Afinal, dela depende a segurança da edificação e das pessoas que trabalham nela. 

Veja os principais pontos trazidos pela NBR-5410.

1- Separação dos circuitos

É comum que circuitos de iluminação sejam combinados com circuitos de tomadas, mas isso está errado e fere a NBR 5410. Segundo a norma, é preciso fazer a separação e garantir que não ultrapasse 10A. Assim, no caso de um circuito de 127 V, por exemplo, o máximo seria 1270 VA de potência. Já em 220 V seria 2200 VA.

2 – Potência mínima relacionada à iluminação

Segundo a normativa, um ambiente que tenha 6m² ou menos precisa ter carga mínima prevista de 100VA. Já em locais com mais de 6m², é indicado considerar a carga mínima de 100VA para o 6m² e adicionar 60VA para cada 4m² inteiros a mais.

A NBR-5410 também indica que toda dependência deve ter no mínimo pelo menos um ponto de luz fixo no teto e este deve ser acionado por um interruptor de parede.

3 – Potência mínima e dimensionamento das tomadas

Para determinar a quantidade mínima de tomadas de um ambiente deve ser considerado o perímetro de cada cômodo. A cada 5 metros é preciso ter uma tomada. No entanto, é possível colocar mais, de acordo com as necessidades de quem contratou a obra ou a reforma e isso deve ser considerado na hora do planejamento.

Há ainda casos especiais como, por exemplo, as tomadas de uso específico (TUE), que são as usadas na instalação do ar condicionado, torneira elétrica, entre outros. Elas precisam ser adequadas a esse tipo de equipamento para  evitar a sobrecarga das tomadas que não possuem potência elevada.

4- Tipo de aterramento

O projeto elétrico tem que contar com o condutor terra instalado em todos os circuitos elétricos. Isso vale até mesmo para os circuitos de iluminação. Segundo a NBR, quando possível, é indicado preferir o aterramento TT. Se não for viável pode ser considerado o TN-S ou TN-C.

Por que é importante segui-las?

Acidentes elétricos matam pessoas e animais. Por isso, quando se fala em segurança, todo cuidado é pouco tanto na hora de trabalhar com os circuitos quanto em relação ao uso da edificação. Para garantir as melhores práticas, normativas como a NBR 5410 e a NR-10 são cuidadosamente elaboradas por especialistas da área.

Ao seguir esses verdadeiros guias, a empresa consegue entregar uma obra correta e segura, bem como garantir que os seus colaboradores atuem sob os menores riscos possíveis de sofrerem um acidente elétrico. Em suma, é preciso cumprir as  NBR 5410 e a NR-10 para estar dentro da legislação e evitar mortes envolvendo a instalação elétrica. 

Os cuidados adotados também fazem com que a equipe se sinta mais segura. Isso acaba colaborando com a produtividade, visto que os profissionais sabem que estão trabalhando com toda a segurança possível e não precisam passar o tempo todo com receio de acidentes. 

Quais os riscos em não adotá-las?

  • Os riscos de ignorar a NBR 5410 e a NR-10 são inúmeros e vão desde o fato da maior possibilidade da ocorrência de um acidente elétrico que coloque em risco a vida das pessoas, até o prejuízo econômico. Afinal, quando as regras básicas de segurança não são adotadas as edificações podem sofrer com:
  •  incêndio;
  • curto-circuito;
  • sobrecarga;
  • mau-funcionamento;
  • necessidade constante de reparos, entre outros.

Conclusão

A NBR 5410 e a NR-10 são normativas importantes e que devem ser consideradas não apenas para garantir que as edificações e construções estejam legalizadas, mas também para preservar a vida. 

Claro que para que tudo isso seja viável, é preciso ter gastos, mas são esses custos que fazem com que a obra seja finalizada e possa ser usada com segurança.

Vale lembrar que tudo isso deve ser contabilizado no orçamento. E esse cálculo pode ser automatizado, evitando os processos burocráticos. Para isso, basta adotar um ERP 100% especializado no setor de engenharia. Conheça o  90 Compor ERP.

 

8 dicas para reduzir a carga tributária da sua construtora

reduzir a carga tributária

O sistema tributário nacional é complexo e, como você deve saber, precisa ser analisado de acordo com a área de atividade e faturamento da empresa. Como essas taxas podem representar um valor expressivo no faturamento, é importante estar a par das possibilidades ofertadas, dentro da lei, para reduzir a carga tributária.

Por isso, é importante saber quais impostos pagar, desde os devidos ao Governo Federal quanto à prefeitura da sua cidade. Ao cometer erros, a conta fiscal cresce. Além disso, um bom planejamento pode significar deduções e, portanto, economia. 

Por isso, no conteúdo de hoje você confere oito dicas para reduzir a carga tributária da sua construtora. Bora ler?

1. Escolher o regime tributário mais adequado

Uma construtora pode se enquadrar em algum dos três tipos de regime tributário: o Simples Nacional, o Lucro Real e o Lucro Presumido. A escolha define como as tributações acontecerão e ela depende das atividades da empresa.

O Lucro Real é conhecido como o regime tributário padrão. Neste modelo, é necessário apurar as receitas e deduzir custos e despesas para chegar ao valor final. Assim, a Receita Federal solicita algumas obrigações, como o SPED Contábil. Esse modelo é recomendado para construtoras que realizam a contabilidade dos empreendimentos de forma separada.

Já o Lucro Presumido é feito por meio de estimativas. Ou seja, são aplicadas alíquotas de presunção, feitas pelo Fisco. O modelo é mais recomendado para construtoras que fazem a contabilidade de todos os empreendimentos juntos.

Por fim, o Simples Nacional é um sistema que favorece ME e EPP. Nele, as empresas pagam, dependendo de sua atividade, de forma unificada o IR, CSLL, PIS e Cofins, além do IPI e/ou ICMS e ISS. No caso de construtoras, o recolhimento de contribuições previdenciárias ocorre de forma separada. A carga tributária efetiva varia de acordo com o faturamento do negócio, podendo ir de 5% a até 21%.

2. Fazer um planejamento tributário

Independente do tamanho, toda empresa necessita de planejamento tributário. Se feito com organização, ele pode reduzir custos, melhorar resultados e gerar mais ganhos ao negócio. Com ajuda de um contador, um bom planejamento pode fazer com que o valor de impostos e taxas diminuam.

Um bom planejamento tributário tem ligação direta com o sucesso da construtora, pois aumenta sua competitividade no mercado. Ao aproveitar incentivos fiscais e reduzir os riscos de autuações fiscais, por meio do regime tributário adequado, os custos do negócio podem diminuir, sem que se interfira na qualidade do serviço.

3. Subdivisão do empreendimento

A subdivisão do empreendimento pode ser uma forma de reduzir a incidência de tributos cobrados. Dessa forma, há a possibilidade de diminuir a base de cálculo do tributo e gerar valores de alíquota mais econômicos. 

Assim, se a empresa realiza mais de uma atividade, por exemplo, ao subdividi-la é possível enquadrar cada atividade no regime tributário mais adequado e fazer uso de uma economia global, mesmo que algumas atividades possuam majoração dos tributos. Antes da decisão, é necessário estudar o caso específico da construtora e conhecer a sua realidade financeira. 

4. Aproveitar os benefícios concedidos pelo Fisco, por regimes especiais e incentivos fiscais

Ao iniciar uma construtora, é necessário analisar os benefícios fiscais que se aplicam a ela. Esses benefícios podem reduzir a carga tributária e, com isso, aumentar o faturamento. Eles não têm ligação com o regime fiscal que a empresa escolheu.

Construtoras podem se enquadrar em condições que possibilitam desfrutar de benefícios como a desoneração da folha de pagamentos (CPRB), regime especial aplicável às incorporadoras – Regime Especial de Tributação (RET) e Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (REIDI).

Empresas tributadas pelo lucro real também podem desfrutar de incentivos fiscais para dedução do imposto de renda devido (IRPJ). Nesse caso, há o limite de dedução de até 4% do IR sobre o lucro líquido ou de até 1%, variando de acordo com as especificações da empresa.

Há opções ainda de incentivos fiscais que são concedidos pelos municípios e o programa Empresa Cidadã, que oferece prorrogação da Licença Maternidade, com valor de dedução com limite do valor de imposto devido.

5. Conhecer a legislação tributária aplicável ao seu negócio

É importante conhecer a legislação tributária que se aplica à sua empresa, pois ela varia de acordo com a atividade e faturamento. Conhecendo a legislação, é possível otimizar os resultados da construtora e fazer uso das melhores oportunidades para redução.

A construção civil possui leis importantes, por exemplo:

  • o Decreto 9.580 de 22/11/2018, responsável pela tributação do Imposto de Renda;
  • a Instrução Normativa 971 de 13/11/2009, que abrange contribuições previdenciárias;
  • a Lei nº 11.488, de 15/06/2007, que fala sobre o REIDI (Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infra-Estrutura);
  • a Lei 12.546 de 14/12/2011, que trata da desoneração da folha de pagamentos.

6. Pagar tributos e entregar declarações dentro dos prazos

A tributação da construtora varia de acordo com suas características. Porém, independente de seu tamanho e forma de tributação, a carga tributária deve ser cumprida. Além dos tributos, as construtoras devem declarar ao Fisco o faturamento, lucro, retenções, vendas de imóveis, imposto devido e pago etc. 

Esses tributos possuem prazo para pagamento ou declaração. Cumpri-los é importante para evitar juros e multas por atraso. Em alguns casos, essas taxas de atraso podem ser muito altas. Há casos em que as multas e juros são calculados de acordo com o faturamento da empresa e, por isso, diminuem o saldo final.

7. Contar com um bom contador pode ajudar a reduzir a carga tributária

Conhecer a legislação tributária é importante e, mais essencial ainda é ter um contador que domine bem o assunto. O ideal é optar por alguém especializado na área, pois contabilidade e tributação para construtoras possuem suas especificidades. 

Tendo domínio da legislação fiscal do setor e normas contábeis, o contador poderá encontrar os melhores cenários para o caso de cada empresa e indicar formas de reduzir a carga tributária. O contador também serve como um intermediário entre a prestação de contas com o Fisco. Esse profissional garante que todo o processo seja feito com maior segurança, agilidade e eficiência. 

8. Possuir um sistema automatizado de gestão contábil 

A automação contábil permite maior produtividade por automatizar processos. Dessa forma, a energia e tempo que seriam gastos em uma atividade podem ser voltadas para outra. O tempo otimizado é substituído por um processo operacional, realizado por mecanismo eletrônico.

Cada vez mais, os negócios devem estar alinhados aos processos digitais. Na área da construção civil, o Sistema Público de Escrituração Digital — SPED —, formado por 12 módulos de 5 documentos fiscais e 7 escriturações, auxilia nessa automação. 

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Por que utilizar a Contabilidade para construção civil e construtoras?

contabilidade para construção civil

Veja quais são os diferenciais da contabilidade para construção civil em relação a outros tipos de contabilidade

A construção civil segue sendo um dos setores mais fortes do país, principalmente quando olhamos para dois fatores: o impulso que gera na economia e o nível de empregabilidade. Mas, ao mesmo tempo em que as empresas do setor crescem, elas enfrentam desafios ainda maiores. Um deles está relacionado com a contabilidade para construção civil e construtoras.

Sabia que não olhar para isso diretamente pode acabar gerando inúmeras perdas e até quebrar a empresa? É que a partir da contabilidade surgem oportunidades de:

  • Controlar os custos de produção;
  • Entender as oportunidades de redução da carga tributária;
  • Gerenciar melhor as contratações de profissionais e fornecedores;
  • Reduzir os riscos da operação.

Que tal alcançar essas e outras oportunidades? Aqui vamos apresentar esses desafios, explicando como a contabilidade para construção civil cumpre com um papel estratégico para esse setor.

Diferenças da contabilidade para construção civil com os demais segmentos

A contabilidade para o setor de construção é mais complexa do que para a maioria das empresas devido à natureza da obra, os preços por projeto, os custos operacionais – que mudam com frequência – e muito mais.

As construtoras precisam ser capazes de rastrear e relatar despesas, licitar projetos, gerenciar a folha de pagamento e uma série de outras responsabilidades contábeis. 

É por isso que listamos abaixo as principais maneiras que a contabilidade para construção civil difere de outros tipos de contabilidade.

Trabalho baseado em projetos

As construtoras trabalham de projeto para projeto, e normalmente gerenciam vários deles ao mesmo tempo. Mas existe um detalhe importante: os projetos não são necessariamente pagos assim que são concluídos.

Pode haver um depósito inicial para começar o trabalho, porém, o projeto geralmente é pago integralmente durante ou no final da entrega. Isso significa que pode levar meses ou anos até que a fatura final seja liquidada.

Por esses motivos, as construtoras podem precisar gerar declarações de lucros e perdas separadas para cada projeto ou período, pensando no cálculo de faturamento e impostos. 

Essa é uma responsabilidade importante, que leva em conta diferentes legislações. Nesse caso, contar com profissionais especializados em contabilidade para construtoras é essencial.

Diferentes modalidades de vendas

As empresas de outros segmentos, como o varejo por exemplo, geralmente oferecem no máximo 3 modalidades de vendas diferentes para os seus produtos ou serviços. Já nas empresas de construção civil, existe uma ampla gama de serviços que podem ser comercializados no contrato dos projetos.

Isso pode incluir não só o trabalho de serviço de construção, mas também os serviços de design, engenharia, fornecimento de materiais e muito mais.

Na prática, isso pode dificultar o rastreamento das despesas e o cálculo correto do lucro gerado por cada categoria de serviço. É por isso que a melhor opção é repassar tudo para uma equipe de contabilidade.

Contratos de longo prazo

Sua empresa pode gerenciar contratos de curto e longo prazo, geralmente com datas de término variáveis.

Para manter o controle do fluxo de caixa e dos seus livros de controle financeiro, é preciso contar com uma organização impecável, correndo o risco de se sujeitar a cobranças indevidas.

Como a contabilidade para construção civil pode apoiar de forma estratégica?

Entendendo essas diferenças, fica mais fácil encontrar as ações que a contabilidade para construção civil pode executar com o intuito de apoiar as empresas de forma estratégica.

Destacamos aqui 3 dessas ações:

1. Determinar o custo do trabalho

O custo do trabalho é um método para alocar despesas e receitas para cada trabalho específico. Isso não apenas o ajudará a se preparar para a hora de calcular os impostos, mas também fornecerá uma visão precisa da lucratividade de cada contrato.

Basicamente, essa ação garante que o preço do serviço cobre todas as despesas gerais, ao mesmo tempo que garante que haja lucro.

O custo do trabalho é calculado determinando o custo da mão de obra, materiais e despesas gerais em uma obra específica:

Custo total da obra = Materiais + Mão de obra + Despesas gerais

2. Controle as despesas de negócios

Você também vai precisar da contabilidade para controlar suas despesas. Isso inclui folha de pagamento, taxas de subcontratados, aluguel de equipamentos e compras de materiais.

É preciso categorizar essas despesas por serviço e por trabalho individual para que possa controlar facilmente quanto dinheiro entrou e quanto você gastou nas despesas.

Usar um sistema de controle e salvar seus recibos pode ajudá-lo a controlar todas as suas despesas, mas apenas com a contabilidade conseguirá ter visão sobre os custos com impostos, por exemplo.

As despesas mais comuns das empresas do setor de construção incluem:

  • Registro e licenciamento de obras;
  • Taxas bancárias;
  • Ferramentas e equipamentos;
  • Taxas de filiação de sindicatos e associações;
  • Seguros;
  • Pagamentos de locação;
  • Equipamentos de segurança e uniformes;
  • Folha de pagamento dos colaboradores;
  • Custos de Marketing;
  • entre outros.

3. Conciliar as declarações bancárias e fiscais

A cada mês, é preciso manter um registro de suas receitas e despesas. Em seguida, você deve conciliar suas transações para garantir que correspondam ao seu próprio sistema de contabilidade. As faturas e pagamentos devem estar de acordo com as movimentações bancárias.

Essa conciliação de suas transações envolve:

  • Comparação dos seus registros bancários com seus recibos de despesas;
  • Comparando todas as transações com o que você tem em suas receitas;
  • Gerenciar relatórios bancários com todas as movimentações.

Essa é mais uma ação estratégica que ajuda a ter visibilidade a longo prazo, identificando oportunidades de economia e investimentos.

Utilize um software de gestão integrada

Usar modelos de acompanhamento impressos ou planilhas de Excel só irão ajudar no controle contábil e da operação até certo ponto. Se você realmente deseja dominar sua contabilidade no setor de construção civil e evitar contratempos, você também deve olhar para um software de gestão.

Contar com o ERP, ou software de gestão integrada, é o caminho mais ágil entre o conhecimento da informação organizada em dados e a tomada de decisão. O seu uso torna mais fácil para sua empresa rastrear despesas, monitorar o status dos pagamentos, gerar relatórios financeiros e muito mais.

Com uma só solução, é possível gerenciar a operação de forma eficiente e detalhada, facilitando ainda mais o trabalho da contabilidade para construção civil. Com a solução certa, você consegue gerenciar:

  • Movimentações financeiras;
  • Controladoria;
  • Faturamento;
  • Compras e materiais;
  • Cumprimento das obrigações fiscais e contábeis, com apuração dos impostos.

O software oferece uma maneira segura e conveniente de integrar tudo que vimos até aqui. Além disso, você terá todas as ferramentas de que precisa para apoiar sua contabilidade e tomar decisões financeiras mais inteligentes.

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Planejamento tributário: por que é importante fazê-lo corretamente?

planejamento tributário

Toda empresa precisa de um planejamento tributário, independente do tamanho. Confira algumas dicas!

E uma das atividades mais  importantes desenvolvidas por esse profissional diz respeito à elaboração de um bom planejamento tributário.

Um dos principais motivos para criar um bom planejamento tributário é o fato de que ele pode gerar altos ganhos para o negócio, reduzir os custos e ainda trazer melhores resultados.

Se bem efetuado, de preferência com auxílio de um contador, o planejamento tributário pode ajudar a empresa a reduzir a carga de impostos, taxas e contribuições devidas, permitindo à companhia mais competitividade no mercado.

O que é um planejamento tributário?

Sempre que um novo ano está começando, a empresa deve fazer um planejamento de todas as suas atividades, incluindo aquelas que são relacionadas ao pagamento de impostos e outros tributos. Resumindo: trata-se da preparação da empresa para gerenciar todas as obrigações fiscais que ela tem com o fisco. E o ideal é que cada área da empresa realize suas ações com base em um bom planejamento.

Uma boa gestão tributária tem como objetivo encontrar meios contábeis e fiscais para reduzir o valor pago a título de tributos sobre cada operação ou produto. Conhecida como elisão fiscal e diferente do termo evasão fiscal, é uma das responsabilidades da Contabilidade.

A contabilidade é responsável por fazer um registro efetivo e permanente das operações da empresa e um importante para a gestão tributária, já que é responsável por fornecer os dados atualizados necessários para que o planejamento tributário seja realizado.

Motivos para ter um bom planejamento tributário

Um bom planejamento tributário impacta diretamente no sucesso da empresa. Confira alguns pontos abaixo:

  • Redução dos custos do negócio, sem que haja interferência na qualidade do produto ou serviço prestado;
  • Controle do fluxo de caixa, já que o pagamento de tributos pode ser feito de várias maneiras após o recebimento de uma venda;
  • Eliminação de pagamentos de tributos desnecessários;
  • Escolha adequada do regime tributário;
  • Maior competitividade da empresa no mercado;
  • Redução de riscos de atuações fiscais;
  • Aproveitamento de incentivos fiscais.

Consequências de não ter um bom planejamento tributário

Em contrapartida, a ausência de planejamento tributário também pode ocasionar sérios danos às empresas. Veja alguns destaques negativos:

  • Prejuízo Financeiro: o erro de um contador na elaboração de um planejamento financeiro pode gerar uma elevada carga tributária, com altos impostos pagos pela empresa e provocar prejuízo.
  • Erro de Gestão Financeira: um dos principais fatores que leva as empresas ao fracasso e à falência.
  • Descontrole no Fluxo de Caixa: quando o planejamento tributário não é feito de forma correta, não se tem a previsão sobre as contas da companhia.
  • Abusos de Mecanismos Legais: algumas empresas abusam de brechas para realizar o planejamento financeiro. Mesmo não sendo ilícito, a fiscalização enxerga que o planejamento foi abusivo e feito para que os tributos não sejam pagos.

Para que a sua empresa tenha um planejamento tributário eficiente e estratégico, é preciso que exista uma equipe responsável por esse trabalho, não formada somente por contadores, mas também por outros profissionais que entendam do negócio e do ramo de atividade da empresa.

Vantagens de um bom planejamento financeiro:

Dependendo do regime tributário em que a sua empresa está enquadrada, os benefícios da gestão tributária são diferentes. Isso significa que você precisa conhecer os regimes para compreender os benefícios da elisão fiscal. Confira a seguir os regimes vigentes:

Simples Nacional: o Simples Nacional é um regime tributário que une os principais tributos e contribuições existentes no país, em sua grande maioria, administrados pela Receita Federal, mais o ICMS (de âmbito dos Estados e DF) e o ISS (de âmbito dos municípios). É norteado pela Lei Complementar (LC) 123/2006 e encontra-se em vigor desde 01/07/2007.

Estão inclusos os tributos: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), Programa Integração Social (PIS), Cofins, IPI, Contribuição Previdenciária Patronal (CPP), Imposto Sobre Serviços (ISS) e ICMS.

Lucro Presumido: Regime tributário que impõe uma margem de lucro prefixada para o IRPJ e a CSLL a fim de simplificar a apuração desses impostos. As margens de lucro são de aproximadamente 8% para atividades da indústria e de 32% para as de serviços. No entanto, existem exceções.

Nele, o cálculo do PIS e do Cofins é feito de forma cumulativa, o que significa que as compras feitas pela organização não causam abatimento dos impostos. A alíquota é de 3,65% sobre o faturamento.

Lucro Real: as empresas podem optar pelo Lucro Real ou outro regime tributário. Porém, algumas atividades são obrigadas a adotá-lo. Entre as organizações que devem ser obrigatoriamente de Lucro Real estão as instituições financeiras e qualquer empresa que tenha receita bruta anual acima do limite de R$ 78 milhões.

Nesse caso, o cálculo do PIS e do Cofins é feito na base de 9,25% sobre o faturamento, sendo um regime não cumulativo. Por outro lado, a empresa pode descontar créditos em algumas operações de compra, como os insumos e alguns serviços.

Conclusão

O sucesso da implantação de um planejamento tributário está intimamente atrelado à adoção de ferramentas modernas. Elas são primordiais para automatizar uma série de processos, tornando-os mais rápidos e, sobretudo, precisos. Por isso, não hesite em utilizar um sistema de gestão que facilite o cotidiano operacional do seu empreendimento. O 90 Compor ERP é o software que pode auxiliar você e a sua empresa! Entre em contato com a nossa equipe e saiba mais!

Abraço e até o próximo conteúdo!

Como a depreciação dos equipamentos pode afetar o imposto de renda da sua empresa?

depreciação de equipamentos

A partir do momento que você adquire um equipamento, ele começa a perder valor. E isso acontece mesmo se ele não estiver sendo utilizado. Essa depreciação dos equipamentos acontece tanto devido ao desgaste provocado pelo uso ou mesmo pelo modelo, principalmente quando temos um maquinário novo e uma versão atualizada.

A depreciação dos equipamentos é uma importante norteadora na sustentabilidade financeira de qualquer empresa. Na contabilidade empresarial, essa depreciação é registrada como um percentual do valor contábil do bem que é descontado ao longo do tempo, de acordo com sua expectativa de vida útil.

Ela se aplica nos bens que compõem o ativo da empresa, que foram adquiridos para serem usados por mais de um ano.

Existem 4 principais categorias em que cada ativo pode se encaixar para calcularmos o tempo total de depreciação:

5 anos: equipamentos leves, como computadores, carros, caminhões leves, bens utilizados na construção civil etc.;
10 anos: equipamentos pesados, alguns tipos de ferramental etc.;
10 anos: móveis, eletrodomésticos etc.;
25 anos: edifícios.

A importância da Depreciação de Equipamentos

Quando uma empresa adquire um bem, é de suma importância para o gestor conhecer o cálculo de depreciação do equipamento. Isso facilita a precificação dos serviços prestados ao cliente e fará com que a empresa recupere todo o valor do investimento para a compra de novos equipamentos no futuro.

Como contabilizar a Depreciação?

Quando o bem adquirido é empregado diretamente na produção, sua taxa é contabilizada como custo. Já a depreciação dos bens que não são usados na produção é contabilizada como despesa.

A contabilização da depreciação dos equipamentos é importante por dois motivos:

  • Aumentar o controle sobre finanças e riscos;
  • Impacto direto no cálculo dos impostos.

Para fins tributários, a depreciação dos equipamentos deve ser registrada no balanço das empresas de acordo com as regras e os limites estabelecidos na legislação fiscal. Quem determina a vida útil de cada bem é a Receita Federal. Além disso, existe uma tabela na qual é possível encontrar as taxas de depreciação referentes à vida útil econômica de vários itens, para fins contábeis e fiscais.

A depreciação pode começar a ser contada a partir da instalação do bem e, ao final do período de vida útil, não poderá ultrapassar o custo de aquisição do ativo.

Razões para a depreciação dos equipamentos

O desgaste natural dos maquinários, quebras, oxidação, entre outros, são algumas das razões da depreciação. Além da obsolescência, que pode ser:

Econômica: quando há mudança da oferta e da demanda ou alteração no uso;
Física: quando há perda de valor causada por danos físicos não relacionados ao uso, como o caso de oxidação.
Operacional: surgimentos de novas máquinas, com novos lançamentos inovadores, como o caso dos computadores.

Para calcular a depreciação de um bem ou equipamento, podemos utilizar dois métodos diferentes:

  • Linear: esse método contabiliza, como despesa ou custo, a depreciação a cada ano, correspondendo a um mesmo valor.
  • Acelerado: quando uma empresa atua com mais de um turno, de modo que o equipamento é muito utilizado.

Portanto, você viu como é importante para uma empresa ter um sistema de gestão para controle patrimonial, pois além de demonstrar o controle físico dos bens do Ativo Imobilizado, a Gestão requer também o controle a nível de valores.

É necessário que a depreciação faça parte da precificação para que a empresa, por meio desse cálculo, possa gerar caixa para repor bens num futuro próximo.

O controle fiscal traz resultados significativos para a empresa, uma vez que a despesa com depreciação impacta no cálculo dos impostos sobre o lucro da empresa.

Aqui na 90 TI temos a solução para você fazer toda essa gestão de maneira fácil. O 90 Compor Manutenção de Equipamentos, controle de patrimônio da 90Ti, é uma excelente ferramenta para auxílio das empresas, tanto no controle gerencial, contábil e fiscal para a depreciação. Entre em contato e saiba mais!

Até o próximo conteúdo!

PIS e COFINS: reforma deve substituir contribuições pela nova CBS

PIS e Cofins

Vistos como burocráticos, PIS e COFINS tiram o sono de empresários e contadores. Prazo para substituição ainda não está definido

Atualmente, cresceu a discussão em torno de uma reforma tributária no Brasil. Isso porque a promessa de uma proposta própria vem sendo planejada pelo Governo Federal há mais de um ano e meio. O texto inicial da proposta apresentado pelo ministro da economia, Paulo Guedes, destaca a unificação dos impostos federais PIS e COFINS, na forma de uma Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), com alíquota – percentual fixo que será aplicado para cálculo do valor de um tributo – de 12%.

A proposta gerou opiniões diversas entre membros do governo e especialistas do setor, além de gerar dúvidas na população. Afinal, os impostos irão subir ou diminuir? E o que é uma reforma tributária?

A Reforma Tributária

Uma reforma tributária é uma reformulação em todo o sistema de pagamento e cobrança de impostos e tributos, seja para aumentar ou diminuir o volume arrecadado, ou ainda aumentar ou diminuir a quantidade de impostos e tributos existentes. Ou seja, é uma mudança nas leis que determinam quais taxas, impostos e contribuições as empresas e pessoas devem pagar.

É entendido que a reforma mudaria como esses recursos devem ser usados pelo Governo Federal. De modo geral, ela diminuiria a burocracia, ajudando a estimular o crescimento da economia. Mas há muita discussão e pontos de vistas diferentes nesse assunto.

Tem quem ache que todos os impostos deveriam ser reduzidos e que o Estado deveria gastar menos. Outros pensam que o melhor é aprimorar a arrecadação que já temos justamente para garantir que o dinheiro seja destinado ao lugar certo (saúde, educação, transporte, infraestrutura etc.).

A reforma tributária defendida pelo Governo Federal acaba com o Programa de Integração Social (PIS) e com a Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (COFINS) para criar a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). O objetivo seria simplificar, facilitar e melhorar a transparência de todo o sistema tributário.

Em audiência pública remota da Comissão Mista da Reforma Tributária, secretários de fazenda criticaram a reforma apresentada por Guedes.

O Secretário da Fazenda de Pernambuco, Décio Padilha, questionou a reforma. “Como vai se analisar isoladamente a CBS? Ela não é só a fusão de PIS e Cofins. Ela tem um olhar de mais amplitude, com avanço de base tributária. A gente não está participando da CBS. É uma solução para o governo federal. Um imposto amplo é a verdadeira reforma tributária que o país precisa porque cria harmonização”, defendeu Padilha.

O que são o PIS e COFINS?

Programa Integração Social – PIS

O PIS é uma contribuição tributária realizada pelas empresas e destinada aos funcionários da iniciativa privada. É através dele que o empregado terá acesso a benefícios como seguro-desemprego e FGTS. Para ter acesso ao PIS, o trabalhador precisa ser cadastrado no programa logo no seu primeiro emprego. Esse cadastro é obrigatório e feito apenas uma vez, não importa quanto outros empregos o cidadão venha a ter. Portanto, o PIS é tanto um dever do empregador, que deve pagar esse tributo, quanto um direito do trabalhador, que pode sacar esse abono salarial.

Para ter direito aos saques de abonos do PIS, o trabalhador deve cumprir alguns requisitos, tais como:

  • Ter carteira assinada por no mínimo 5 anos;
  • Receber menos de dois salários mínimos;
  • Ter registro em carteira por pelo menos 30 dias consecutivos;
  • Esteja informado no Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS).

Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS

COFINS é um tributo federal que incide sobre empresas e pessoas jurídicas, calculado a partir de suas receitas brutas. Juntamente também é cobrado o PIS (Programas de Integração Social). Por isso, normalmente os dois impostos são mencionados como PIS/COFINS – como se fossem um tributo só. Porém, mesmo recaído sobre a mesma base de cálculo, se tratam de duas alíquotas diferentes, que apenas são somadas no momento do recolhimento e pagas ao mesmo tempo. Enquanto a COFINS é destinada à seguridade social, o PIS financia programas de integração social do empregado.

O objetivo do COFINS é custear algumas esferas básicas da seguridade social brasileira. Isto é: o que é arrecadado com o tributo é empregado em investimentos com saúde pública, a previdência social e demais programas nacionais de assistência social.

Precisam pagar a COFINS todos os contribuintes estabelecidos como pessoa jurídica – ou seja, todas as empresas legalmente constituídas e as pessoas físicas equiparadas às empresas, de acordo com regulamentação do imposto de renda.

A exceção, nesse caso, são as empresas de pequeno porte e microempresas que optam pelo sistema Simples Nacional. Criado para reduzir e desburocratizar as obrigações tributárias do pequeno empresário, o Simples reúne o recolhimento de todos os impostos em uma só cobrança – o que dispensa a aplicação de cada tributo separadamente.

Dessa forma, fique atento aos seus deveres e direitos a partir da nova Reforma Tributária. Para mais artigos, atualize suas notificações e fique ligado nas novidades do nosso blog e redes sociais.

NBR 12655: quais os cuidados na hora de transportar o concreto?

O gerenciamento de projetos é uma etapa fundamental para a boa condução das obras em construção civil. No entanto, esse trabalho é ainda mais desafiador, uma vez que todos os canteiros de obras devem seguir diretrizes básicas para garantir a segurança dos colaboradores e evitar prejuízos, desgastes e agressões à natureza.

É aí que entra toda a questão em torno da NBR 12655, que chega reformulada desde o ano de 2015. Trata-se de uma Norma Brasileira que difunde, entre outras ideias, os cuidados que os profissionais em construção civil devem ter ao transportar o concreto.

Quer saber se a sua empresa está alinhada às exigências da NBR 12655? Siga com a leitura e aprenda algumas dicas para qualificar o transporte de concreto no seu canteiro de obras!

O que é a NBR 12655?

Uma vez que toda empresa deve ter cuidado no manuseio de materiais, a NBR 12655 é um reforço a esses aspectos. Como havíamos mencionado, a nova versão da Norma Brasileira data de 2015, mas sua primeira versão é de 1996, quando a NBR 12655 ajudou a transformar o setor de construção civil no país.

Com ela, os profissionais passaram a seguir algumas normas, requisitos e diretrizes exclusivamente focados no preparo, na composição do material e no controle tecnológico de quem lida corriqueiramente com o concreto — seja ele fresco ou endurecido. Inclusive, algumas normas apontam os critérios usados para aceitar (ou não) determinados tipos de concreto em um projeto de construção. Ou seja: a NBR 12655 pode ser considerada uma ferramenta de grande valor para a boa execução e até mesmo a redução de custos exorbitantes em uma obra!

Qual é a sua importância para o setor?

Uma vez que os dados contidos na NBR 12655 promovem ideias sólidas a respeito do manuseio do concreto, o cumprimento de suas normas facilita o trabalho do engenheiro civil responsável e, ainda, contribui para que toda a equipe preste um serviço de qualidade. Para que você entenda especificamente em quais pontos a NBR 12655 participou ativamente dessas transformações do mercado, separamos os principais pontos que conferem a sua transportar o concretoimportância, que são:

  • compatibilidade atual com outras normas. Casos da NBR 6118, por exemplo, e da NBR 14931;
  • aprofundamento das tabelas relativas aos sulfetos e sulfatos;
  • requisitos de durabilidade foram revistos. Agora, também consta na NBR 12655 os cuidados relativos ao cuidado em transportar o concreto e realizar obras em regiões nas quais as áreas estão à mercê da ação de águas mais agressivas;
  • avaliação mais refinada sobre o aceitamento do concreto antes de sua utilização no canteiro de obras.

Com essas revisões, inclusões e novas avaliações, a NBR 12655 recebeu uma atenção mais dedicada. Especialmente, em um assunto de profunda relevância para a construção civil no Brasil.

Afinal de contas, o país é um grande apreciador do concreto, e utiliza-o em boa parte de suas obras. Diferentemente de outros países, que já exploram outras possibilidades com mais afinco.

Aproximação com avanços tecnológicos

Vale destacar, ainda, que a revitalização sofrida na NBR 12655 busca uma aproximação maior com esses avanços tecnológicos que já acontecem em outros lugares. O que demonstra a atenção geral, do mercado, em alinhar-se a essas transformações. Como resultado, as empresas são beneficiadas, o consumidor final é impactado positivamente e o setor, como um todo, só tende a se qualificar ainda mais.

E os cuidados essenciais para o transporte de concreto?

Agora que já vimos as mudanças previstas na NBR 12655 desde 2015, vamos avaliar algumas boas práticas que podem evitar o acúmulo de resíduos na obra por meio do manuseio correto e do transporte de concreto. Entre as principais questões que merecem a sua atenção, destacamos as seguintes:

Transporte do concreto

A seguir, algumas condições a serem observadas:

  • avalie sempre o peso do concreto que, diante de um descuido do motorista, pode dificultar o processo de frenagem, colocando o motorista e as pessoas ao redor em risco;
  • o planejamento de rota até o canteiro de obras é essencial. Especialmente para evitar subidas íngremes, o que prejudica a performance do caminhão e pode acarretar em resíduo derramado nas vias públicas;
  • caso isso não possa ser evitado, convém reduzir o volume do caminhão ou transportar o concreto em um estado mais seco, para que o produto não se derrame pelo caminho;
  • importante avaliar que o mínimo que um caminhão deve carregar é a quantidade de 3 m³, o que permite a homogeneização da mistura do concreto.

Vale destacar que ainda há outras questões a serem analisadas!

Tempo

O tempo é um grande aliado — e vilão, ao mesmo tempo — de quem vive correndo atrás do cronograma, como ocorre na construção civil. Quando falamos no transporte de concreto, inclusive, é importante observar que o prazo máximo para o trajeto deve ser concluído em até duas horas e meia — o que está previsto nas normas regulatórias do país. Nessas situações, os profissionais devem estar cientes que extrapolar esse prazo demanda atenção no uso de aditivos que ajudem a retardar o processo de endurecimento do concreto.

Limpeza

Por fim, convém observar que, na NBR 12655 e nas normas regulatórias sobre o concreto em geral, o transporte deve ser feito de maneira uniforme. Por exemplo: entregas que exigiram o uso de materiais especiais, como fibras ou isopor, devem ter o lastro do caminhão limpo após a entrega — se a entrega seguinte diferir desses produtos utilizados.

No mais, entre uma entrega e outra, a logística permite que o tempo seja otimizado e o caminhão preenchido novamente sem problemas. Além da qualidade na obra, o cumprimento desse tipo de trabalho está sob a responsabilidade da equipe de manutenção. Caso não esteja de acordo, todos os envolvidos podem ser prejudicados — inclusive o consumidor final, que perde em qualidade no empreendimento.

Quer dar um passo maior agora, para atestar a qualidade no seu canteiro de obras e o alinhamento à NBR 12655? Compartilhe este post nas suas redes sociais — e certifique-se de marcar os colegas de trabalho que farão bom uso dessas informações!

Como obter a certificação LEED?

A sustentabilidade na construção civil tem se tornado um desafio, para os empreendedores, e uma necessidade. Afinal, as alternativas têm agregado muito mais valor às empresas, na mesma proporção que promove construções com um impacto menor na natureza. Daí a importância em conhecer a certificação LEED para facilitar o alcance desse objetivo.

Caso você ainda não saiba o que é a certificação LEED e quais são os benefícios que ela tem a trazer para a sua empresa, continue com a leitura deste post!

Nos próximos tópicos, vamos explorar tudo a respeito do assunto — do seu conceito ao passo a passo para você tirar a sua certificação LEED e tornar a empresa mais sustentável. Confira!

O que é a certificação LEED?

Como obter a certificação LEED?Certificação LEED é a abreviatura para o termo em inglês Leadership in Energy and Environmental Design. Em tradução livre seria algo como liderança em energia e design ambiental.

Seu conceito foi cunhado em 1993, promovido pelo USGBC (United States Green Building Council) com o principal objetivo de agregar a sustentabilidade nos projetos de construção civil. Para tanto, boas práticas no segmento foram consideradas.

Só que, ao longo do tempo, percebeu-se que uma organização maior seria necessária para a sua aplicação harmônica. Daí a criação de uma classificação na certificação LEED, que também foi pensada para:

  • estabelecer líderes em sustentabilidade na indústria da construção;
  • compor um padrão universal de sustentabilidade no segmento;
  • compartilhar o conhecimento com todo o setor;
  • sensibilizar o consumidor e conscientizá-los a respeito da importância de construções sustentáveis;
  • agregar um novo patamar de excelência ao mercado de construção.

Isso é praticado em múltiplas frentes, uma vez que o USGBC prevê ações focadas em construções “verdes”, no uso de ferramentas e equipamentos sustentáveis, comitês especializados e também em eventos de conscientização.

Como funciona a certificação LEED?

De maneira simplificada, a certificação LEED sinaliza um sistema de pontuação para que os interessados obtenham um valor mínimo e, consequentemente, um ranking de classificação.

Entre os aspectos considerados para a pontuação, destacamos os seguintes:

  • localização (lotes sustentáveis) e os meios de transporte;
  • o uso eficiente da água e outros recursos;
  • materiais;
  • qualidade dos ambientes de cada construção (interno e externo);
  • inovação.

Cada item acima citado se converte em uma pontuação para o empreendedor. Um exemplo disso: investir em inovações da construção civil, como a construção a seco, podem render pontos para a empresa.

Na mesma medida que soluções para a captação de água ou o uso de fontes de energia alternativa — como os painéis fotovoltaicos — rende mais pontos em outros aspectos.

Cada categoria pode gerar uma somatória que acresce à empresa um valor específico e que, com isso, gera uma classificação distinta ao empreendimento preocupado com sustentabilidade.

Quais são os selos presentes na certificação LEED?

No total, são 8 selos que os empreendimentos na construção civil podem almejar, dentro do escopo da certificação LEED. A seguir, vamos destacar quais são e, em seguida, o sistema de classificação a partir dos pontos obtidos pelo empreendimento do setor:

  • LEED NC: concedido à empresa focada na construção ou renovação de edificações;
  • LEED ND: selo oferecido às empresas que buscam o desenvolvimento de um bairro — ou mesmo uma quadra — e que tenha um objetivo residencial ou comercial;
  • LEED CS: destaque para as empresas que focam nas partes centrais e na parte envoltória de um edifício e outras edificações verticais;
  • LEED Retail NC e CI: enfoque em lojas de varejo e outros estabelecimentos comerciais;
  • LEED Healthcare: selo concedido aos empreendimentos com o propósito de atuar na área da saúde;
  • LEED EB_OM: quando melhorias em sustentabilidade são pensadas para estruturas e já existentes;
  • LEED Schools: selo focado em projetos de construção para o segmento educacional;
  • LEED CI: áreas internas e também para estruturas comerciais.

A respeito da pontuação e a devida classificação concedida às empresas, a certificação LEED estrutura da seguinte maneira:

  • Certified: 40 pontos;
  • Silver: 50 pontos;
  • Gold: 60 pontos;
  • Platinum: 80 pontos ou mais.

E então, deu para entender como funciona todo o processo estrutural da certificação LEED? Agora, é hora de compreender como ela pode ser obtida e fazer de você, empreendedor, uma das grandes referências em sustentabilidade na construção civil.

Como funciona a obtenção da certificação LEED?

Abaixo, reunimos um completo passo a passo para que o seu empreendimento figure entre as empresas de construção civil com grande apelo e cuidado com a sustentabilidade nos seus projetos. Acompanhe:

  • submeta o seu projeto para ser registrado no USGBC;
  • encaminhe uma declaração padronizada de acordo com as exigências do órgão, as plantas e memoriais descritivos (em inglês) e os cálculos promovidos par ao projeto;
  • assim que analisados os documentos, o USGBC solicita um prazo de até 40 dias para calcular a pontuação e concedê-la à empresa.

Vale adiantar que existem custos para obter a certificação LEED. O primeiro deles é a taxa para a sua própria emissão. O segundo — opcional — é a contratação de uma consultoria especializada para que a sua empresa obtenha a certificação sem imprevistos.

Com isso, a empresa se adapta às principais exigências sustentáveis, e agrega muito mais valor ao seu negócio por meio de ações focadas em menos impacto ao meio ambiente.

Convém analisar as melhores opções para gerar esse diferencial à sua empresa e, assim, criar projetos realmente memoráveis, funcionais e com o máximo de rigor no cuidado com a natureza.

E então, deu para entender o que é a certificação LEED, quais são os seus diferenciais e em quais aspectos você pode considerar a adaptação de diferenciais para o seu projeto?

Pois agora, que tal compartilhar este post nas suas redes sociais? Assim, os seus clientes, parceiros e fornecedores vão ficar a par de algumas alternativas que o seu negócio tem considerado para gerar mais valor para o consumidor final — e o meio ambiente!