Você conhece todas as funcionalidades de um sistema ERP?

O uso de um ERP na construção civil tem sido uma solução eficiente para os empreendedores melhorarem continuamente seus serviços, atendendo às crescentes demandas que surgem na área e reduzindo os custos, mas sem comprometer o tempo e a qualidade na entrega.

Por ser um setor que trabalha com dados precisos, comprometendo-se diante de qualquer erro na base de cálculo, um bom sistema para construtora é aliado fundamental na redução de riscos. No entanto, a escolha do ERP deve ser feita com cuidado, considerando as particularidades da empresa. 

Nesse artigo vamos te ajudar a entender melhor as funcionalidades e especificidades de um ERP para construção civil, assim como o que você considera para fazer uma boa escolha de sistema para a sua construtora. Continue essa leitura! 

O que é um ERP?

ERP (Enterprise Resource Planning) consiste em um sistema de gestão integrada, que tem por objetivo auxiliar a empresa a melhorar processos internos. Para isso, a plataforma ERP centraliza as informações do negócio e promove a integração dos setores, tornando a gestão mais prática e eficiente.

Uma das diversas vantagens do sistema é a eliminação da duplicidade de dados, que dá ao gestor uma visão mais precisa do seu empreendimento, favorável às tomadas de decisão mais acertadas.

Além disso, o ERP ajuda na padronização e automatização de alguns processos, reduzindo o tempo despendido na resolução de demandas, contribuindo, portanto, para uma gestão mais eficaz.

Todos os ERPs são iguais?

Assim como os negócios são diferentes, os ERPs também são. A tecnologia dos sistemas de gestão integrada é variável nas funcionalidades, modo de operação e qualidade do que oferecem.

Mas, além disso, existem sistemas que são desenvolvidos pensando nas necessidades de nichos específicos. Esse é o caso, por exemplo, de um ERP especializado na área da construção civil.

No entanto, podemos perceber que existem outros modelos de ERP, como por exemplo:

1. ERP legado 

Esse tipo de ERP já foi bastante utilizado no mercado, e não é à toa que foi um dos primeiros a serem criados. No entanto, pelas demandas atuais, ele acabou ficando completamente obsoleto, já que não atendia mais às expectativas e necessidades dos negócios. 

Por esse motivo, optar por um ERP legado pode acabar “engessando” os processos. Isso porque, com a necessidade de integrar novos modelos para otimizar atividades, iremos empacar esse tipo de sistema de gestão, uma vez que ele não comporta integração com outros sistemas mais modernos. 

2. ERP engessado 

Trata-se de um ERP bem mais barato, se formos comparar com os novos modelos de mercado. Entretanto, por ser engessado, como o próprio nome diz, ele não garante processos funcionais. Caso a sua construtora deseje crescer em tamanho, por exemplo, o ERP engessado não é o mais indicado.

Isso porque ele irá focar apenas nos processos atuais do negócio. Caso a empresa perceba a necessidade de implementar e adotar novos recursos, ela estará limitada, uma vez que esse tipo de ERP não se encaixa com processos, tecnologias e implementações mais atuais. 

3. ERP para Omnichannel

Mais indicados para atendimento direto, como é o caso de e-commerces, por exemplo, o modelo de ERP tipo omnichannel costuma ser o mais indicado. Para segmentos que possuem estabelecimentos físicos, precisam obter novos jeitos de emitir boletos e notas fiscais, controle sobre comissões, e etc, ele pode ser de grande valia.

4. ERPs gratuitos 

Para quem busca custo-benefício, muitos gestores tendem a investir em sistemas de gestão gratuitos. No entanto, aquilo que sai barato, pode acabar sendo caro lá na frente. Grande parte dos negócios que optam por sistemas ERPs gratuitos, acabam precisando  de mais dinheiro para investir em consultoria, já que essas ferramentas não oferecem suporte.
Dessa forma, esses profissionais acabam migrando para softwares de gestão pagos.

Como entender de qual sistema para construtora eu preciso?

Existem diferentes tipos de sistema para construtora, que podem ser mais abrangentes ou focar em aspectos mais específicos do negócio, como o orçamentário ou o desempenho de pessoas e equipamentos.

Todos eles têm o seu lugar. Entender qual é o melhor sistema para a sua construtora vai depender de quais são os gargalos com os quais ela lida no momento.

Não só para grandes construtoras, mas principalmente para elas, o ERP para construção civil tem o diferencial de ser uma solução mais completa. A partir da integração promovida por ele, toda a cadeia de produção se conecta, favorecendo uma visão completa do negócio e a comunicação entre os setores.

Portanto, os dois principais pontos para definir o melhor sistema para uma construtora dizem respeito à especialidade do software e, em seguida, ao quanto ele atende às demandas específicas do empreendimento. Com isso em mente, podemos listar algumas reflexões que ajudam a alcançar essa compreensão.

1. Avaliar as necessidades da construtora

O primeiro passo é identificar os pontos críticos e de maior fragilidade na rotina. Ao mapear os principais desafios que a construtora enfrenta, é possível orientar a busca por um sistema que contemple tal realidade.

2. Escolher sistemas fáceis e práticos

É importante considerar que o sistema para uma construtora, provavelmente, será manuseado por diferentes colaboradores. Assim, uma interface intuitiva e de fácil compreensão são relevantes para que a otimização dos processos seja alcançada, portanto, deverão contar para a sua escolha.

3. Optar por sistemas em nuvem

Os sistemas que operam na nuvem são mais práticos por permitirem o acesso remoto e simultâneo, resultando em maior flexibilidade de uso. Paralelamente, eles oferecem maior segurança para os dados e processos, evitando, por exemplo, a perda de informações devido a problemas na máquina. 

4. Realizar testes

Antes de adquirir um sistema para a construtora que você gerencia, experimente as alternativas e as funcionalidades para tomar uma decisão mais segura sobre qual ferramenta atende ao seu negócio. Alguns serviços disponibilizam teste gratuito, o que traz maior segurança para o investimento posterior no software. 

5. Priorize sistemas específicos para construção civil

Quanto mais específico for o sistema que a sua empresa adotar, melhor ele vai se encaixar às necessidades do seu empreendimento. Isso é particularmente verdade no caso de um setor como o da construção civil, que tem diferenciais consideráveis em relação a outros tipos de negócio.

Conheça as funcionalidades do 90 Compor ERP: feito por especialistas!

Entre as opções de ERP construtora direcionadas para a construção civil, o 90 Compor ERP desponta como a ferramenta mais completa e especializada para otimizar a gestão das construtoras. Ele conta com os seguintes módulos:

1. Financeiro

Compreende funções de tesouraria, contas a pagar, fluxo de caixa, dentre outros, gerenciando a movimentação financeira da empresa de maneira integrada.

2. Controladoria

Oferece uma visão clara dos custos e receitas da construtora, além de análise de resultados personalizada de acordo com as necessidades da empresa.

3. Faturamento

Solução que emite notas fiscais com inserção automática no banco de dados governamental, integrando com a Receita Federal e diversas prefeituras.

4. Suprimentos

Promove um controle de compras e materiais integrado com os demais módulos e alinhado com padrões internacionais de qualidade.

5. Business Intelligence

Elabora análises precisas, com base em dados reais, de maneira prática e de fácil visualização, conferindo maior confiança para as tomadas de decisão da gestão.

6. Incorporação

Facilita o controle de vendas, contando com correções automáticas, emissão de boletos, gestão de unidades e renegociação de dívidas.

7. Fiscal e Contábil

Ferramenta fundamental para a gestão tributária, auxilia no cumprimento de prazos das obrigações fiscais, contábeis e apuração de impostos.

8. Gestão de obras (GEOB)

O GEOB promove o controle efetivo de cada obra, fornecendo o controle da produção, medição, contrato com clientes, dentre outras facilidades.

9. Mobile

O 90 Compor ERP ainda conta com a versão mobile, para facilitar ainda mais a missão da gestão das construtoras, compreendendo funcionalidades essenciais que poderão ser executadas com agilidade e segurança.

Outros sistemas da 90TI para construção civil

A 90TI oferece mais duas soluções em sistemas para construtora, que podem ser complementares ao ERP engenharia ou, em alguns casos, apresentarem-se como solução mais conveniente para algumas empreendedoras. Saiba mais sobre elas a seguir!

90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras

No controle de Orçamento e Planejamento de Obras, o 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras  traz funcionalidades que otimizam a gestão financeira da construtora, tais como: planilhas editáveis, atualização de custos de serviços e insumos conforme a precificação dos principais órgãos e integração com o BIM.

90 Compor Manutenção de equipamentos

O 90 Compor Manutenção de Equipamentos auxilia no controle do desempenho do maquinário, atuando de maneira preventiva e agilizando a resposta às necessidades de manutenção.

Entre as funcionalidades, temos: controle do aluguel de máquinas, do consumo de combustível, das horas trabalhadas, entre outros aspectos que ajudam a garantir uma vida útil maior aos equipamentos da obra.

Menos planilha. Mais planejamento e organização

Talvez um dos maiores gargalos da gestão de uma empresa de construção civil seja a quantidade de planilhas para gerenciar e atualizar. Planilhas orçamentárias, de equipamento, de materiais, de escala de trabalho. Todas são importantes para a rotina da obra, mas acabam onerando o tempo de trabalho e acumulando o risco de erros no preenchimento e controle manual.

Com um sistema ERP para construtora, grande parte do tempo que se gasta preenchendo e atualizando planilhas manualmente é economizado a partir das funções da ferramenta.

Isso aumenta a produtividade da equipe, que poderá se dedicar a questões mais complexas do trabalho, otimizando a mão de obra e o tempo de serviço. Enquanto isso, o sistema ERP garante a segurança dos dados, bem como o cruzamento destes, o que possibilita uma visão macro e detalhada das atividades da construtora.

Viu como as inovações da 90TI poderão transformar a sua gestão de obras? Veja o resumo de nosso sistema ERP abaixo e entre em contato conosco para começar a mudança agora mesmo!

Veja todos os benefícios de um ERP para construção civil neste infográfico

PIX: tudo sobre o novo meio de pagamentos instantâneos

PIX

Criado para substituir o TED e o DOC, o PIX já está funcionando desde o dia 16 de novembro. Veja detalhes!

O PIX chegou para mudar a maneira como os meios de pagamento acontecem no Brasil inteiro. Desde segunda-feira (16 de novembro) o novo método de pagamento on-line criado pelo Banco Central está ativo. Desde 2018, o Banco Central vinha estudando uma forma de implementar um sistema de pagamentos como alternativa para o TED, DOC, para pagamentos por boletos e transações com dinheiro.

Tem dúvidas sobre como vai funcionar o PIX? Preparamos um guia com tudo o que você precisa saber sobre esse novo método de pagamentos!

O que é PIX?

O PIX é um novo meio criado pelo Banco Central para facilitar e agilizar o processo de pagamento em transações financeiras. As grandes diferenças são a rapidez e a disponibilidade deste meio de pagamento: enquanto hoje existem restrições de dias e horários para enviar quantias através de TED e DOC e realizar pagamentos de contas, o PIX permitirá que elas sejam realizadas a qualquer dia e horário.

Com o PIX, as transações e pagamentos serão realizados em 10 segundos, de qualquer instituição, a qualquer dia e horário, ou seja, teremos pagamentos instantâneos entre duas contas, sem intermediários, inclusive entre instituições diferentes.

Segundo o Banco Central, o PIX tem por objetivo: aumentar a velocidade com que os pagamentos e transferências são feitos e recebidos; aumentar a competitividade e eficiência do mercado; baixar o custo; segurança; promover a inclusão financeira e preencher as lacunas existentes nos meios de pagamento disponíveis atualmente.

Como surgiu o PIX?

O PIX, uma criação do Banco Central, surgiu em 19 de fevereiro de 2020 como solução para revolucionar o sistema de pagamentos nacional. O projeto foi iniciado em 2018 e estará ativo a partir de novembro deste ano.

Como o novo modelo de pagamento funciona?

Diferente das modalidades de DOC e TED, o PIX funcionará todos os dias do ano, 24 horas por dia, de forma instantânea. Dessa forma, as transações poderão ser feitas do modo tradicional com número de celular, e-mail, CNPJ, CPF ou com a leitura do QR Code. Em suma será possível utilizá-lo nas transações entre:

  • Duas pessoas;
  • Uma pessoa e uma empresa ou estabelecimento comercial;
  • Duas empresas ou estabelecimentos comerciais;
  • Uma pessoa e órgãos do governo.

Este último ponto abre até a possibilidade de usar o PIX como ferramenta de pagamento de impostos e taxas obrigatórias.

Quais transações posso fazer com o PIX?

Para fazer uma transferência ou pagamento, será preciso acessar o aplicativo do seu banco e selecionar a opção PIX.

O PIX não é um aplicativo, ele aparecerá como uma opção dentro do próprio aplicativo do banco, assim como aparece quando quer fazer TED ou DOC. Depois, o consumidor tem a opção de escolher como deseja identificar o destinatário: Chave PIX, QR Code, NFC ou dados bancários.

O objetivo será simplificar e agilizar o processo, já que não será preciso informar agência, CPF e outros dados como funciona com a TED.

As transações do PIX poderão ser feitas do modo tradicional com número de celular, e-mail, CNPJ ou CPF, ou com a leitura do QR Code.

QR Code

No caso do PIX, a pessoa ou empresa que vai receber o pagamento deve apresentar o QR Code para quem vai pagar, que pode ser lido por qualquer smartphone. Há dois tipos de códigos QR, segundo o Banco Central:

QR Code estático: será possível definir um valor fixo e usar o mesmo código várias vezes. Usado para transferência entre duas pessoas.

QR Code dinâmico: o código dinâmico pode ser usado para pagamento de compras e transações comerciais, já que permitirá incluir informações exclusivas de cada transação.

Chave PIX

As chaves PIX são apelidos utilizados para a identificação da conta do recebedor. Assim, ao invés do usuário informar o banco, CPF, nome completo, número a agência e da conta, basta informar uma das chaves do recebedor
Poderão ser adicionadas quatro tipos de chaves PIX a uma conta: CPF ou CNPJ, e-mail, número de telefone celular ou a chamada chave aleatória.

Quem poderá utilizá-lo?

Qualquer pessoa física ou jurídica que tenha conta em uma das instituições financeiras cadastradas para operar com o PIX poderá utilizar o sistema de pagamentos.

Para Utilizar o PIX o cliente deverá informar qual chave vai querer usar. Ela funcionará como código identificador do usuário dentro do sistema para receber e enviar quantias.

O cadastro no PIX é obrigatório? Para pessoas físicas e empresas não financeiras, o cadastro não é obrigatório.

Quais instituições financeiras o oferecerão?

Bancos ou aplicativos de carteiras digitais com mais de 500 mil contas são obrigados a ofertarem o PIX.

Como é o funcionamento das chaves PIX?

São uma forma de identificar o usuário dentro do sistema. Cada pessoa física poderá ter até cinco chaves por conta da sua titularidade, e cada pessoa jurídica até 20 chaves.

Não será possível cadastrar a mesma chave para contas diferente, uma vez que o código vai funcionar como o endereço de entrega dos valores.

Quanto custará cada transferência?

O PIX será gratuito para pessoas físicas, seja para a transferência ou pagamentos em estabelecimentos.
Os valores cobrados não terão interferência do Banco Central.

Para lojistas, quando receber pagamento via PIX será sujeito a taxas bem menores dos que as que são cobradas atualmente. As instituições financeiras que vão decidir quanto cobrar e os estabelecimentos poderão escolher as taxas que julgam mais justas para operar.

Para os bancos e fintechs, o custo será de 0,01 centavo a cada 10 transações, apenas para ressarcimento dos valores necessários para manter a operação.

O que esperar do PIX na área da Construção Civil?

Como é uma ferramenta que ainda não está disponível para uso, não é possível determinar, nesse momento, um limite que os avanços nos pagamentos instantâneos podem trazer para o setor. Mas quais são as principais facilidades que podemos esperar?

  • Agilidade no processo de pagamento: A maioria das empresas usa ciclos fiscais para pagar funcionários e prestadores de serviços. Utilizando o novo método de pagamentos, o setor financeiro das empresas não enfrentará mais esse tipo de problema. Basta agendar os pagamentos para o dia determinado no mês, não importando se é um dia útil ou não.
  • Estrutura de pagamento descomplicada: quanto mais fácil é realizar pagamentos, mais fácil fica para comprar e vender.
  • Integração entre pagamentos de gestão e sistemas, será mais fácil e simples e incluirá: cotação de preços e controle de orçamentos; controle de custos no canteiro de obras;

Como você pôde conferir, são muitas as novidades em relação ao PIX. O novo método de pagamento do Banco Central chegou para revolucionar o modo como fazemos pagamentos e transferências.

Aqui no blog da 90 você confere diversos conteúdos sobre a área da engenharia. Não deixe de conferir!

 

Desoneração da folha de pagamento: informações importantes

Muitos setores produtivos do país convivem com uma realidade similar: o desafio em produzir mais, com investimentos menores, e por meio de mais competitividade entre as empresas. E o governo tem trabalhado nisso em múltiplas frentes, sendo a desoneração da folha de pagamento um deles — mas que conta com pouco conhecimento dos empresários.

No entanto, vale a pena entender o que é a desoneração da folha de pagamento e como ela pode ter ampla participação no crescimento das empresas do setor. E é para agregar esse tipo de conhecimento que elaboramos este post.

Confira, e aprenda conosco o que é a desoneração da folha de pagamento, como funciona e algumas informações a respeito dela!

O que é a desoneração da folha de pagamento?

Em resumo, a desoneração da folha de pagamento é um instrumento cujo uso que pode se traduzir na redução de custos para as empresas. E como isso acontece?

Simples: o significado de desoneração está atrelado à redução de encargos. Ou seja, visando uma maneira de reduzir a carga tributária de alguma maneira — algo que já vem há tempos como um dos principais motivos de preocupação para a administração de empresas de engenharia.

Com isso, o Governo Federal investiu em uma proposta, no ano de 2011, que buscava transformar a maneira de tributar as empresas. No caso da desoneração da folha de pagamento, isso surgiu por meio da substituição no modo de realizar a contribuição patronal por algum outro tributo — um que incida no faturamento bruto da empresa.

O que é receita bruta?

Antes de continuarmos, uma breve explicação a respeito da receita bruta: trata-se da soma de todas as receitas obtidas por meio de vendas de ou a partir da prestação de algum serviço. Só que, ao basear-se na receita bruta, alguns valores são excluídos, como:

  • Qualquer venda que tenha sido cancelada, já que isso exclui a existência de receita;
  • Descontos aplicados por meio de ofertas e promoções que reduzem o faturamento;
  • Taxas e impostos pertinentes à emissão de uma nota fiscal, como ICMS ou mesmo o IPI;
  • Receitas de exportação.

Explicado isso, podemos nos estender às alíquotas da desoneração da folha de pagamento. Antigamente, elas variavam de 1 a 2%, mas podem chegar a 4,5% com as últimas mudanças nos valores. Isso permite aos empresários a conclusão de que a desoneração da folha de pagamento é uma redução parcial na carga tributária.

E vale não apenas para empresas do ramo de construção civil, mas em todos os setores da economia, embora a sua atuação seja mais presente em setores:

  • Da construção civil;
  • De obras de infraestrutura;
  • De transporte rodoviário — tanto aquele que lida com o transporte de passageiros quanto o ferroviário e também o metroviário;
  • De comunicação.

Como funciona a desoneração da folha de pagamento?

Como dissemos, a ideia geral consiste em reduzir os custos e movimentar a economia do país. Só que os resultados dos últimos anos não se configurou naquilo que o Governo Federal esperava e, assim, o benefício quase foi extinto também no setor de construção civil.

Agora, ele se configura como uma alternativa opcional para o empreendedor — basta verificar se a empresa em questão consta no CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas), como as seguintes:

  • 412 — Construção de edifícios;
  • 421 — construção de rodovias e ferrovias, de urbanização e de túneis e pontes, viadutos etc;
  • 422 — obras de infraestrutura para energia elétrica, telecomunicações, água, esgoto, e transporte por dutos;
  • 429 — demais obras de infraestrutura;
  • 431 — demolição, terraplanagem, perfuração, sondagem e demais obras de preparação de terrenos;
  • 432 — instalações elétricas, hidráulicas e outras instalações em construções;
  • 433 — obras de acabamento;
  • 439 — outros serviços especializados.

Com base nisso, o empreendedor deve verificar se o seu negócio está enquadrado na forma de fiscalização CNAE acima descrita.

Quando o empreendedor se beneficia da desoneração da folha de pagamento?

Opcional, a desoneração da folha de pagamento pode ser de grande auxílio para as empresas do setor de construção civil quando:

  • Sua folha de pagamento possui como representatividade valores acima de 22,5% do total de serviços da empresa;
  • Em casos nos quais uma empresa dispõe de uma folha de pagamento com representatividade significativa de administrativos e pró-labore;
  • Quando ocorre a retenção de valores para que aconteça uma compensação com a folha de pagamento.

Quando não vale a pena optar por realizá-la?

Embora seja útil em diversos cenários, o empreendedor deve se atentar também às situações em que a desoneração da folha de pagamento não se mostra tão benéfica, como:

Situações nas quais uma empresa do setor de construção civil terceirize toda a sua mão de obra;

  • No cenário anterior, também podemos apontar empresas cuja folha de pagamento da equipe administrativa seja muito pequena;
  • Quando as empresas do setor são incorporadoras e também construtoras. Nesses casos, observa-se o fato de que a contribuição substitutiva incide também sobre toda receita que é gerada por meio da comercialização dos imóveis, e não apenas sobre a venda de serviços;
  • Empreendimentos que façam uso da contratação de empreitadas mistas. Ou seja: contratos públicos, por exemplo, que também fornecem os materiais, pois aí a receita bruta também valida o investimento direcionado para o uso dos equipamentos e os respectivos materiais.

Por isso — e especialmente por conta das recente mudanças, no papel, a respeito da desoneração da folha de pagamento — é tão importante observar quais são as situações ideais para optar ou não por essa modalidade fornecida pelo Governo Federal.

Em contrapartida, você pode manter os seus conhecimentos atualizados sobre o setor de construção civil e obter informações qualitativas para uma melhor tomada de decisão sobre o seu empreendimento conosco!

Para isso, convidamos você a seguir-nos em nossas redes sociais e ficar sempre sabendo em primeira mão mais dicas e novidades sobre o mercado de construção civil!

Como calcular o custo de transporte de materiais na obra?

Quando falamos a respeito do transporte de materiais na Engenharia Civil, podemos notar que a questão é pouco explorada pelos empreendedores, o que se traduz em possíveis prejuízos, atrasos na obra e em uma logística pouco otimizada. Acontece que isso se deve ao fato de que as pessoas passam a conhecer pouco sobre o assunto, quando essa etapa constante e importante em um canteiro de obras deve ser muito bem pensada.

Como você pode trabalhar esse aspecto de maneira positiva, aprendendo como calcular o custo de transporte de materiais na obra? Acompanhe!

Como o transporte se relaciona com a logística?

O transporte de materiais, nada mais é, do que uma longa relação de custos para as empresas. No entanto, dar pouca atenção a isso pode converter rapidamente os pontos negativos que mencionamos acima.

Por isso, o transporte de materiais deve ser assunto constante da pauta em sua empresa, principalmente porque ele se relaciona diretamente com a logística. Com ele, você consegue planejar, com mais facilidade, cada etapa de sua obra, cumprindo com eficiência os prazos.

Além disso, o transporte de materiais corresponde a cerca de 60% de suas despesas com logística. Daí o quanto ela pode ajudar a economizar gastos ou arcar com prejuízos.

Dessa maneira, é possível planejar o transporte de materiais com as etapas de sua obra e, ainda, pensar em como otimizar os trajetos e a necessidade de diversos tipos de materiais para reduzir os custos, as idas e vindas e o risco de perder um material alocado incorretamente.

Analisando o transporte de materiais com o estoque

Em primeiro lugar, é fundamental ter uma boa relação com os seus fornecedores. Assim, você aprende a dominar com facilidade o processo logístico entre a gestão de estoque e o transporte de materiais. Afinal de contas, quando interligados, esses fatores ajudam a fazer com que determinados materiais só saiam para transporte quando necessários no canteiro de obras.

Além disso, o planejamento ajuda a pensar nas idas e vindas de maneira estratégica, para evitar custos a mais em decorrência da falta de planos sobre isso. Consequentemente, o seu próprio estoque é trabalhado com mais precisão e eficiência, sem acumular materiais desnecessariamente.

Entretanto, tudo deve estar interligado e não devem faltar informações para a sua efetiva tomada de decisão. Ainda falaremos sobre o impacto da escolha de modais, mas antes, entenderemos como o transporte de materiais também é crucial para desenvolver um exemplar atendimento ao cliente.

O transporte e sua relação com o serviço ao cliente

Primeiramente, vale mencionar que o serviço ao cliente é determinante para o desenvolvimento de sua empresa. Na Engenharia Civil, isso se traduz em projetos de qualidade, com materiais de ponta e sem nenhum dano. Sem falar no cumprimento de prazos, que é uma das grandes preocupações de empreendedores do setor.

Agora, consideremos que aliar a logística com o transporte de materiais tem tudo para gerar uma experiência de compra memorável para os seus clientes. Isso porque as etapas bem planejadas e conduzidas são fundamentais para criar uma construção coesa, imune a riscos e erros, bem como a prejuízos que reduzem o seu lucro e atrasam a entrega para os clientes.

A maneira com a qual a sua empresa lida com as características referentes ao transporte, reflete-se na qualidade do serviço prestado quando uma construção é entregue. Por isso, entenderemos um pouco mais sobre o modal de transporte, para você entender como ele pode ajudar a reduzir custos e, ainda, a manter o cronograma de sua obra em dia.

A escolha do modal de transporte

Existem, essencialmente, 5 modais de transporte:

  1. Aéreo;
  2. Dutoviário;
  3. Ferroviário;
  4. Hidroviário (também conhecido, por muitos, como aquaviário);
  5. Rodoviário.

Cada um deles possui as suas características e vantagens. Mas em geral, você deve compreender como esses modais se encaixam em sua logística, por meio da quilometragem do sistema escolhido, a capacidade de volume de carga, a natureza da composição de cada um desses tráfegos e o próprio desempenho (agilidade) deles.

Tudo isso é somado, também, à confiabilidade de cada modal, sendo importante verificar a confiabilidade do serviço e, principalmente, a integridade dos materiais. Primeiramente, observe o custo de cada tipo de transporte e o tempo de entrega de cada um — podendo variar o fornecedor de acordo com os materiais necessários.

Trabalhe lado a lado com a logística de suas obras

Em seguida, verifique se o transporte e armazenagem garantirão a integridade dos produtos. Uma boa maneira de lidar com isso é trabalhando lado a lado com a logística de suas obras. Assim, você aprende a reduzir custos sem impactar na qualidade de suas obras, mantém o cronograma em dia sem interferir na harmonia produtiva dos colaboradores e, ainda, gera vantagem competitiva por meio de qualidades que, para a concorrência, podem ser verdadeiras dores de cabeça ainda.

A importância do transporte em sua cadeia logística

Até aqui, vimos que o cálculo do transporte de materiais deve ser pensado com base em todos os aspectos logísticos de sua obra. O tempo que cada modal demoraria e desafios que enfrentaria para entregar o material; os custos de cada um; e o alinhamento deles com as suas necessidades, exigências e objetivos.

Não à toa falamos incessantemente, ao longo deste artigo, a respeito da logística e de um bom planejamento para alinhar o seu transporte de materiais com cada etapa do planejamento de seus projetos. Pois, como falamos, a logística bem trabalhada evita que você faça tráfegos desnecessários, permite que você aloque com qualidade os materiais e solicite-os apenas quando necessário, em alinhamento com cada etapa de sua obra. Principalmente, reduz custos extras e desperdícios que podem encarecer os projetos e reduzir a margem de lucro da sua empresa.

Portanto, calcular o custo de transporte de materiais na obra é uma tarefa em constante atualização e alinhamento com a logística de obra. Ao entender como ela funciona em todas as etapas, você aprende a lidar com o transporte como um fator estratégico para a boa condução de sua obra e não simplesmente como uma tarefa custosa.

Quer saber mais a respeito desta e outras dicas que ajudam a valorizar a sua marca com eficiência, agilidade e menos riscos às suas obras? Curta a nossa página no Facebook e saiba, em primeira mão, todas as nossas novidades e dicas!

Os 8 indicadores financeiros mais importantes na engenharia civil

Se perguntassem a você como anda a saúde financeira de sua empresa, você saberia responder com precisão? A verdade é que, quando nos baseamos apenas no faturamento, corremos sérios riscos de nos basearmos em indicadores financeiros pouco abrangentes para avaliar a situação de sua empresa. Ainda mais em um setor tão dinâmico quanto o de Engenharia Civil, a atenção aos variados indicadores financeiros pode garantir um planejamento mais assertivo e a noção sobre o que necessita de ajustes pontuais e imediatos para desenvolver o seu negócio.

Quais os 8 indicadores financeiros mais importantes na engenharia civil? Confira neste post!

Por onde começar: as visões financeira e contábil

Antes de falarmos sobre os indicadores financeiros, é bom falarmos sobre as grandes estruturas capazes de sustentar o seu negócio:

A visão financeira

É aquilo que compreende o caixa: o dinheiro que, efetivamente, entra ou sai durante a condução do seu negócio. Como exemplo, podemos apontar todo tipo de movimentação bancária.

A visão contábil

Trata-se do complemento ao que temos na visão financeira, pois retrata a situação econômica do seu empreendimento a partir do regime de competência. Um bom exemplo disso é a compra de materiais no valor de R$ 2.500, mas parcelada em 10 vezes de R$ 250.

A competência é o valor registrado em nota fiscal (R$ 2.500), enquanto as parcelas podem ser consideradas o fato gerador dessa transação e que permite uma visualização melhor da situação mês após mês. Esclarecida essa questão inicial, vamos entender como os indicadores financeiros se relacionam com a situação de sua empresa e podem contribuir com a sua tomada de decisão no dia a dia!

1. Indicadores financeiros (caixa)

Para uma boa análise de sua empresa, os indicadores financeiros que são apurados pelo regime de Caixa podem permitir a qualidade de todas as entradas e saídas de dinheiro. Portanto, a elaboração de um fluxo de caixa se torna determinante para que você consiga acompanhar as entradas, saídas e, inclusive, que possa monitorar de maneira a visualizar situações no curto, médio e longo prazo.

2. Resultado bruto (margem bruta)

O resultado bruto pode ser definido pelo cálculo do seu faturamento, menos os custos variáveis. Dessa maneira, você consegue compreender o quanto entrou em caixa após o pagamento de impostos e fornecedores, entre outros gastos. Sua importância como um dos principais indicadores financeiros, deve-se ao fato de que ele aponta a sua margem bruta (aquilo que efetivamente será da sua empresa após todos os encargos).

3. Resultado operacional (margem operacional)

Indicador financeiro que permite às empresas observarem se a atividade econômica em  irá render o resultado esperado. Isso porque, além da margem bruta que vimos anteriormente, é importante analisar se o volume de produção e as entradas compensarão para avaliar se a sua atividade está sendo saudável para a empresa — financeiramente.

Caso os custos sejam maiores do que os ganhos, o resultado pode ser desastroso, não é verdade? Por isso, o resultado operacional ajuda a antecipar muitos imprevistos. Para isso, basta subtrair as despesas operacionais do seu resultado bruto.

4. Rentabilidade

Este é o percentual de cada venda após quitadas todas as despesas — com exceção do Imposto de Renda.

Esse percentual é atingido através da divisão de vendas absolutas com o resultado operacional também absoluto. Ou seja: caso você tenha vendido R$ 500 mil em um mês, com uma margem operacional absoluta de R$ 50.000, seu indicador de rentabilidade será de 10%.

5. Margem de contribuição

Basicamente, este é um dos mais básicos indicadores financeiros, pois pode nos dizer quanto temos de receita das vendas após todos os descontos dos custos.

Entretanto, a noção básica desse indicador é a seguinte: quando a sua margem de contribuição estiver negativa, algo deve estar errado, pois não se paga custos fixos com prejuízo.

Agora, caso esteja positiva, convém usar outros indicadores financeiros, como ponto de equilíbrio — que veremos a seguir — para saber se a margem é suficiente.

6. Ponto de equilíbrio

É a partir desse indicativo que sua empresa analise a meta e se ela é suficiente para gerar — ou não — lucros.

Em outras palavras: o ponto de equilíbrio ajuda a identificarmos o quanto precisa vender para que a empresa não fique no vermelho.

Para calculá-lo, compare o seu indicador de ponto de equilíbrio com a capacidade de produzir e também de venda. Quer dizer: digamos que você precise vender 4 projetos ao longo do ano para ficar com as suas despesas e receitas em dia, mas sua capacidade de produção é de apenas 3 projetos ao ano.

Isso é uma tendência clara de que seus custos estão maiores do que a sua capacidade produtiva.

7. Lucratividade

Por falar em metas, a lucratividade ajuda a visualizar também a sua eficiência operacional, além de outros fatores. O mais interessante é que ela ajuda a nos mostrar quanto tivemos, efetivamente, de lucro ao final de cada mês.

Para analisar a lucratividade, basta observar quanto foi gerado, de receita, e o quanto foi gasto no mesmo período. A ideia é simples: reduzi ao máximo os custos (diretos ou fixos) para manter o nível de lucratividade em alta.

8. Geração de caixa

Por fim, vamos falar sobre a geração de caixa como o último de nossa lista de indicadores financeiros, pois ele está ligado à sua lucratividade.

Neste caso, entretanto, além do percentual devemos observar também o quanto está sendo guardado no fim do mês. Isso porque, ao gerar caixa todos os meses, você conta com uma margem de segurança cada vez maior contra imprevistos e tempos de baixo volume de vendas.

Assim, essa reserva pode ser determinante para garantir sobrevivência à sua empresa diante de dificuldades variadas, como uma crise econômica no País, por exemplo.

Para analisá-lo, basta atrelar a sua meta para a geração de caixa com base no que sobrou de lucro da sua empresa, após o fim do mês.

Isso demanda planejamento, mas pode ser determinante para aumentar e fazer a manutenção da saúde financeira de sua empresa.

E então, o que achou dos indicadores financeiros que apresentamos neste artigo? Qual deles realmente pode fazer a diferença para analisar a situação de sua empresa? Compartilhe conosco, no campo de comentários deste post!

Dicas para calcular a composição de preços unitários

Ter um orçamento de obra controlado prevê uma condução mais harmoniosa da obra, evitando desperdícios para uma conclusão segura dos serviços prestados. Entretanto, esse cálculo passa por muitos detalhes que devem ser levados em consideração.

Ele vai desde a contagem dos serviços prestados a, até mesmo, o consumo de combustível dos equipamentos. Mas neste post, falaremos especificamente sobre a composição de preços unitários, o que ela significa e apresentaremos também algumas dicas para calcular os preços unitários.

Deseja ter em mãos um orçamento mais eficiente e imune às novas projeções que podem encarecer o custo final da obra, reduzindo assim o lucro? Confira o nosso artigo de dia!

O que é uma composição de preços unitários?

Basicamente, a composição de preços unitários (também conhecida como CPU) se resume à atividade de relacionar todos os custos praticados durante uma obra ou após a sua execução. Antes da obra começar, o que se tem é mais um serviço de orçamento e estimativas para obter um controle mais preciso, que permita negociar preços mais vantajosos — reduzindo o custo final da obra e ampliando a margem de lucro. Nessa composição, são listados os insumos que serão utilizados para cada unidade do serviço.

Essas listagens são utilizadas por quem procura ter um controle melhor do material de construção utilizado, obtendo uma estimativa precisa a respeito dos custos envolvidos nos serviços prestados. A composição de preços unitários oferece esses valores com qualidade, sem falar que ela é a ferramenta mais utilizada quando se procura saber o que funcionou e o que não deu certo na execução da obra.

Insumos mais comuns em uma composição

Em uma análise, é possível apontar o que está coerente e o que merece reajuste nos orçamentos seguintes. Assim, é muito mais qualitativo saber quanto se está gastando em mão de obra, material e equipamento, que são os insumos mais comuns em uma composição de preços unitários.

Por que saber quanto se gasta com cada item de uma obra?

No setor de Construção Civil, planejamento é o elemento-chave para qualquer empreendimento se afastar do fracasso. Em parte, porque uma planilha de orçamento precisa de um passo a passo detalhado da construção para manter controle sobre cada etapa de uma obra ou de um projeto estrutural. Afinal, são decisões que tornam o andamento dos seus projetos mais seguros e menos passíveis de erros.

Além disso, saber quanto você gastará com mão de obra, material e equipamento confere uma posição mais cômoda para a sua empresa, para orçar diferentes tipos de serviços. Afinal, caso a sua construtora trabalhe com um padrão específico, com poucas variáveis, fica mais simples entender o valor total da obra a partir da composição de preços unitários.

Como saber a diferença entre insumos vs. serviços?

Para entender um pouco melhor o que falamos até aqui, nos aprofundaremos nesse conceito que deve ser calculado, que são os insumos e os serviços. Primeiramente os insumos, que já dissemos ser definidos em três aspectos diferentes:

  • Material: envolve todos os tipos de materiais que serão utilizados nas mais variadas etapas de produção da sua obra, como areia, cimento, pedra, barras de aço, latas de tinta e madeira;
  • Mão de obra: são os custos que envolvem a contratação de todo tipo de serviço especializado, como é o caso de pedreiros, serventes, pintores, carpinteiros, eletricistas e operadores;
  • Equipamentos: todo custo que se relaciona à aquisição ou aluguel dos mais diversos equipamentos, como rolo compactador, lixadeira, betoneira e furadeiras;

Em seguida, temos os serviços que se referem à combinação de insumos utilizados para realizar uma etapa mensurável de sua obra.

Como encaixar os preços unitários na planilha de orçamento?

Sendo a planilha de orçamento da obra um dos itens mais importantes da sua profissão e que norteia todas as partes envolvidas a respeito dos custos de cada projeto. Para encaixar a composição de preços unitários na planilha de orçamento da obra, é preciso identificar cada etapa na planilha da seguinte maneira:

  • Código: estabelece um parâmetro para identificar, tanto os serviços quanto os insumos;
  • Descrição: é o campo em que você apresentará a descrição do serviço ou do insumo utilizado (convém ser detalhado aqui, para facilitar a leitura geral do documento);
  • Unidade: cada serviço e insumo utilizados, como m², m³, kg, m², um (usado para materiais) e h (hora de máquina) para os equipamentos utilizados;
  • Classe: em qual categoria está inserido o insumo em questão, como MOD (para mão de obra), MAT (para material) e SER (para indicar serviço). Esses indicadores podem mudar e serem acrescidos outros, afinal, um aspecto importante é ter fluidez e compreensão na leitura;
  • Coeficiente: aqui está representada a incidência de cada insumo utilizado e necessário na execução de uma unidade do serviço — por exemplo: para 1 m² de alvenaria, é necessária a utilização de 0,64 hora do serviço de pedreiro;
  • Preço unitário: corresponde ao custo unitário de cada um dos insumos utilizados na composição total;
  • Preço total: aqui estão relacionados os custos totais de cada insumo, o qual se revela a partir da multiplicação do preço unitário pelo coeficiente de consumo — a somatória dessa coluna indica o total sem o acréscimo das taxas;
  • Mão de obra: é a somatória dos custos relacionados à mão de obra, bem como à hora/máquina dos equipamentos utilizados na composição.

Com isso, fica muito mais fácil identificar, em sua planilha de orçamento da obra, todos os elementos da composição de preços unitários.

Como retirar informações valiosas da composição de preços?

Por fim, falaremos a respeito da relevância de se observar atentamente a composição de preços unitários — que nada mais é do que uma conclusão do que vimos neste artigo até aqui. Afinal de contas, a partir de uma composição de preços unitários bem elaborada, é possível identificar uma série de indicadores essenciais para conduzir com total precisão a obra, como:

  • O pedido de materiais dos serviços a ser orçado;
  • O cálculo do tempo das atividades da obra;
  • Se o preço do empreiteiro está de acordo com o que a sua empresa costuma receber do contrato.

Sem falar na eficiência e facilidade em analisar os custos para os próximos projetos, como adiantamos anteriormente. Por isso, aprenda a lidar com a composição de preços unitários, em sua rotina e transforme por completo a qualidade dos serviços prestados em sua empresa!

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Como fazer o fluxo de caixa para construção civil?

Imagine que a sua construtora precise comprar os insumos para a obra, mas o orçamento reservado para essa finalidade esteja “zerado” no caixa. O repasse de valor da financiadora só chegará em cinco dias e há outras despesas básicas para serem quitadas, por exemplo. Nesse cenário, você tem duas possibilidades: ou o dinheiro será retirado de outro centro de custo ou a tarefa terá de ser atrasada. Já deu para perceber a “dor de cabeça” que isso pode gerar, né? Imprevistos dessa natureza só se concretizam caso você ainda não tenha implementado o fluxo de caixa como uma etapa do planejamento financeiro da empresa.

Isso porque ele é um simples (e poderoso) instrumento de controle que ajuda a informar sua empresa a respeito de toda a movimentação de capital dentro do seu negócio. Dessa forma, você terá uma maneira de verificar toda entrada e saída de recursos monetários em um período de tempo. Essa duração pode ser diária, semanal… A partir dele, é possível organizar os gastos e recebimentos da construtora. O melhor de tudo é que um fluxo de caixa bem implementado fornece dados que ajudam você a tomar decisões sobre quando deve reduzir os gastos e investir, por exemplo.

Implementar esse mecanismo permite lançar previsões de pagamento de curtíssimo, curto, médio e longo prazo. Assim, é possível prever, por exemplo, a antecipação de compra de alguns insumos (tendo em vista o preço, a logística e outros fatores que ajudarão a otimizar a vida de sua empresa). Analisando dessa forma, em um primeiro momento, pode até parecer milagre, mas esse procedimento devolve o controle de gestão para as suas mãos. Até por render esses tipos de resultados, há quem pense que implementá-lo é um desafio e tanto. Mas, perceba que não!

O que é preciso para implantar um fluxo de caixa na construção civil?

É importante reforçar que não há um único modelo para instituí-lo. De qualquer modo, independente do formato, há quatro categorias que precisam ser estruturadas para obter um rigoroso fluxo de caixa em sua construtora:

#1 Recebimento: é criada para controlar a entrada de dinheiro em caixa (desde os valores das financiadoras, dos próprios clientes, etc). Nessa categoria, é importante incluir todas as formas de recebimento. Um exemplo é o valor transferido pelo banco (a partir de pagamentos de boletos).

#2 Pagamentos: serve para controlar todo e qualquer item que represente a saída de recursos financeiros do caixa. Lembre-se dos fornecedores, de eventuais parcelas de empréstimo para pagamento de maquinários, folha de pagamento, contador, impostos devidos e as despesas de infraestrutura (contas de luz, água e telefone).

#3 Saldo: esse dado representa a diferença entre as duas categorias acima. Ele serve exatamente para ter uma ideia clara sobre a saúde financeira de sua construtora. Com isso, é possível saber, por exemplo, se é o melhor momento para fazer compras antecipadas e a economia real que essa atitude pode trazer à sua empresa.

#4 Diagrama de Fluxo de Caixa (DFC): as entradas e saídas de dinheiro da sua  empresa devem ser representadas no Diagrama de Fluxo de Caixa. No eixo horizontal deve ser apresentado o tempo, com uma divisão em períodos unitários e no eixo vertical as entradas ou saídas do caixa da empresa.

Especialistas da área financeira recomendam que a projeção do fluxo de caixa deve ocorrer por um período de, pelo menos, três meses. Ou seja: você precisa no mínimo desse tempo para ter relativa segurança para controlar a movimentação financeira. Tendo em mãos todas as entradas (valores recebidos) e saídas (pagamentos realizados) é possível calcular o saldo (diferença entre os dois).

Levando em conta essas variantes você estará preparado para decidir sobre várias questões, dentre elas:

  • Avaliar a possibilidade de fazer investimentos;
  • Verificar a viabilidade de antecipar compras;
  • Reduzir custos a partir de melhores contratos;
  • Planejar expansão de suas operações.

Dica importante: para fazer esse levantamento e obter um raio-x da saúde financeira de sua obra, há softwares inteligentes disponíveis no mercado, desenvolvidos por especialistas que entendem dos desafios da construção civil. Em sistemas de gestão com essas funcionalidades é possível, por exemplo, integrar os dados financeiros com as outras informações da construtora, facilitando a tomada de decisão.

Por isso, tão importante quanto decidir fazer o controle por fluxo de caixa é a maneira como você vai executá-lo. Depender só de planilhas, que precisam ser preenchidas e ter seus arquivos atualizados frequentemente seria um bom negócio caso a tecnologia não houvesse avançado. Dessa maneira, avalie as soluções presentes no mercado, preferencialmente, aquelas que são focadas nos desafios do seu setor.

Ao seguir essas dicas, aquele problema que colocamos no primeiro parágrafo ficará apenas na sua memória! Experimente as vantagens que a gestão orientada por fluxo de caixa poderá trazer para você. Se ficou com alguma dúvida, escreva nos comentários quais são elas que estaremos sempre dispostos a respondê-las.

O que fazer com o fim do emissor gratuito de Nota Fiscal Eletrônica?

Parecia tão longe, mas a descontinuação do emissor de Nota Fiscal Eletrônica (NFe) já está às portas: em 1º de janeiro de 2017, a Secretaria da Fazenda (SEFAZ) de São Paulo não disponibilizará mais o sistema gratuito de emissão de NFe. Isso demanda a atenção de empresas que usam a solução, em funcionamento desde 2006, quando iniciou o processo de digitalização de documentos fiscais eletrônicos. Na prática, isso quer dizer o seguinte:

  • A SEFAZ não fará mais as atualizações do emissor de NFe
  • Sem os ajustes, a ferramenta poderá não mais atender às exigências legais
  • Não haverá possibilidade de novos usuários aderirem ao sistema gratuito

Mas você pode estar se perguntando: “Por que mesmo houve essa decisão?”. A gente explica! A partir desses três pontos, o próprio órgão passou a recomendar que os usuários migrem para outras opções. A decisão, aliás, foi tomada levando em conta esse movimento que já vinha ocorrendo por parte de algumas corporações. Segundo nota publicada pelo Fisco Paulista, a maior parte dos contribuintes já deixou de utilizar o emissor gratuito, optando por soluções próprias, incorporadas e personalizadas aos próprios sistemas de gestão.

Traduzindo em números, isso representa que mais de 90% das empresas que utilizavam o sistema passaram a adotar emissores próprios. Chega a 96 o percentual de organizações que já está usando outras soluções para gerar o Conhecimento de Transporte Eletrônico (CTe). Diante de um quadro desse, não fazia mais sentido que a SEFAZ investisse na criação, divulgação e atualizações do emissor, justamente porque a ferramenta foi caindo em desuso.

Lógico que se a ferramenta passou a ser menos utilizada não quer dizer que a emissão digital de documentos fiscais diminuiu. Representa mesmo uma migração de plataformas para executar essa importante etapa e, assim, melhorar o controle de documentos fiscais e evitar falhas que possam tornar a empresa vulnerável a autuações pela Receita Federal. Um ponto importante que explica essa migração é o surgimento de soluções tecnológicas especializadas, que podem ser incorporadas ao ERP das empresas.

Diante disso, é preciso que sua empresa tome essas providências:

#1 Buscar soluções no mercado que façam a emissão de documentos fiscais

Há várias soluções gratuitas no mercado que fazem emissão de NFe e CTe. Faça um comparativo entre elas, considerando o tempo de atuação no mercado, avaliando as empresas que já aderiram a ela e até a facilidade de uso da ferramenta. Certifique-se também sobre a robustez da solução e da segurança de informações que são armazenadas nela. Essa busca precisa ser imediata para que sua empresa já se adeque à nova solução e não fique vulnerável a falhas decorrentes de implantações repentinas.

#2 Opte por soluções que promovam a integração de dados

Ao procurar essas soluções, opte por sistemas mais completos e integrados, que podem ser incorporados ao sistema de gestão já vigente em sua corporação. Caso não o tenha, é importante considerar essa escolha, tendo em vista os benefícios que uma ferramenta dessa pode oferecer. Um software com esses recursos é capaz de emitir os documentos fiscais, realizar o faturamento e balanço contábil, controle de compras, fluxo de caixa, apuração de impostos, administração de pessoa (como registro de ponto dos colaboradores internos), inventário, estoque, contas a receber, entre outras vantagens.

#3 Certifique-se de que a ferramenta emita relatórios

Outro benefício que essa mudança pode trazer à sua empresa é a adesão a um software de gestão que entregue relatórios gerenciais capazes de possibilitar um olhar ainda mais estratégico para sua organização, favorecendo a tomada de decisão que aumente a produtividade, reduza riscos jurídicos e otimize o tempo dos colaboradores de sua empresa.

Benefícios imediatos para empresa

Se você levar em conta as recomendações anteriores, ao buscar um sistema de gestão especializado em documentos fiscais, sua empresa poderá contar com vantagens incríveis e dar mais agilidade e segurança não só ao processo de emissão de NFe e CTe, mas principalmente a outros procedimentos internos que demandam tempo e energia da sua equipe de trabalho. Ao dar mais tranquilidade para a realização das etapas, seu time pode ficar mais focado nas questões estratégicas, melhorando o desempenho da empresa.

Só para se ter uma ideia, um sistema ERP especializado permite a realização de um eficiente e detalhado gerenciamento de cada passo da movimentação financeira da empresa, controlando todas as etapas do processo com total interação de dados. Na tesouraria, por exemplo, as funções de contas a pagar e a receber passam a ser controladas com muito mais facilidade, possibilitando um olhar mais rígido sobre o fluxo de caixa.

Veja só cinco benefícios que sua empresa ganha ao aderir a uma solução com esses recursos:

  • Fluxo de Caixa tratado por categorias
  • Integração com bancos para liquidação automática de títulos de fornecedores
  • Rotina completa para gerenciamento de custos, receitas e despesas das obras e administração com apropriação através de um plano de contas financeiro, cadastro de local, que pode ser subdividido em centros de custo
  • Controle de bancos e caixas (demonstrativo dos extratos bancários)
  • Controle de recebimentos de clientes integrado ao módulo de Gerenciamento de Obras

DICA IMPORTANTE: muitas vezes você já pode até dispor de uma solução tecnológica, mas os módulos contratados (ou mesmo gratuitos) não possuem essa funcionalidade e recursos que mencionamos há pouco. Não se preocupe: de um modo muito facilitado, você pode realizar upgrades na plataforma que permitem acesso a ferramentas que ajudam a conquistar esse benefícios.

Ficou com alguma dúvida? Nesse link você poderá contactar um representante para esclarecer eventuais questões e desafios pelos quais sua empresa passa. Pode ter certeza: a tecnologia certa poderá render frutos que você nem imagina. Até o próximo post!