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Categoria: Orçamento

Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas sem erros!

Mesmo os profissionais mais experientes podem precisar recorrer a orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas. A complexidade do instrumento se reflete nos mais de 50 erros frequentes listados no Manual do TCU, lançado em 2014.

A planilha, em si, é simples. Mas, justamente por essa percepção, ela pode se tornar uma armadilha, capaz de prejudicar todas as etapas envolvidas na prestação do serviço de construção civil licitado.

Cientes da importância que a eficiência desse instrumento tem para o sucesso das obras públicas, criamos um material para facilitar e reduzir os riscos de erro na sua construção. Continue a leitura e confira como ele vai te ajudar!

Por que a planilha orçamentária de obras públicas não deve ser subestimada?

A planilha orçamentária está atrelada a outros instrumentos e procedimentos centrais para as licitações de obras públicas. Portanto, sua elaboração é interdependente do conhecimento e efetividade dos demais elementos.

Além disso, a legislação tem passado por várias mudanças, exigindo constante atualização. O presente momento soma a peculiaridade da convivência entre a nova lei de licitação e dispositivos anteriores, parcialmente vigentes até 2023.

Ademais, o setor de construção civil responde às normativas das instâncias federal, estadual e municipal. Diante dessa complexidade, o auxílio de orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas centralizadas, adequadas e atualizadas, previne complicações administrativas e jurídicas decorrentes de erros nesta atividade.

6 erros que o apoio de orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas podem evitar

A falta de precisão e suficiência dos dados orçamentários lançados na planilha para obras públicas é o que a maioria dos erros recorrentes neste documento têm em comum.

Falhas dessa natureza são passíveis de penalidades em variados níveis, uma vez que prejudicam a aplicação correta do dinheiro público, dentre outros prejuízos. Veja alguns exemplos desses equívocos a seguir. 

1. Quantificação inadequada de materiais e serviços na licitação

Ocorre quando a projeção de quantidades de materiais e serviços é omitida ou inconsistente em relação às previsões reais do projeto básico ou executivo.

2. Superestimativa de serviços sem justificativa

A ideia de que ‘é melhor sobrar do que faltar’ não cabe na elaboração dos instrumentos públicos. Não se admite que as planilhas orçamentárias superestimem o quantitativo de serviços sem justificativa plausível.

3. Falta de critério na estrutura da planilha orçamentária

Além de dados precisos e projeções factíveis, a planilha orçamentária deve ser estruturada por algum critério, como a ordem de execução dos serviços. Isto é fundamental para que ela seja capaz de apoiar a gestão e fiscalização de todas as etapas da construção.

4. Pesquisa inadequada de preços

Dentre as orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas, o modo de contratação, de pagamento e da formação de preços são assuntos frequentes. Por mais que o orçamento seja uma previsão, é importante que suas projeções tenham base na realidade e atendam aos requisitos legais.

5. Tratar a administração local como vários serviços na planilha

Não incluir a administração local no orçamento é um erro. Todavia, incluí-la seguindo a mesma lógica dos demais serviços também é. O setor administrativo deve ser orçado por composição de custo unitária específica.

6. Consumar aditivos sem planilhas demonstrativas

Atualizações e mudanças relacionadas ao que foi definido por contrato, projetos, planilha orçamentária e demais documentos relacionados às obras públicas precisam ser justificadas e detalhadas em instrumentos adicionais. Afinal, documentos rasurados e acordos verbais têm frágil validade legal.

Como as orientações para elaboração orçamentária de obras públicas podem ajudar?

O que você achou desses erros? Assim como as outras dezenas de falhas listadas, muitos deles poderiam ser evitados. Processos bem definidos e fundamentados nas orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas contribuem para a elaboração de um documento adequado e correto.

Mas, então, o que acontece para que tantos profissionais não se apoiem em recursos capazes de ajudá-los? Uma das dificuldades consiste na segmentação, diversidade e volume de dispositivos legais, reguladores e orientadores.

Fora isso, muitos materiais governamentais de apoio, que organizam tópicos importantes de interesse da construção civil no setor público, contam com lenta atualização. Ainda, há quem nem saiba como procurar ou encontrar tais materiais.

Essa complicação acaba submetendo o exercício de serviços de engenharia no poder público à pior face da burocracia, dificultando o trabalho de servidores e agentes privados envolvidos.

O Kit de materiais que vamos disponibilizar aqui foi criado para ajudar a superar estes problemas. Ele reúne e facilita a consulta às orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas, com base em materiais oficiais e atualizados.

Acesse o nosso kit de orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas!

Analisando os erros frequentes nos orçamentos das construções públicas, percebemos um problema paralelo ao descumprimento das normas:

  • a necessidade do suporte de tecnologias, para maior agilidade e precisão nas atividades de elaboração;
  • a dificuldade de gerir os documentos e processos relacionados à orçamentação de obras públicas. 

Diante disso, desenvolvemos dois materiais complementares e práticos. Neles, você encontra informações legais, metodológicas e tecnológicas atualizadas que vão te ajudar a alcançar mais qualidade e agilidade na produção das planilhas orçamentárias.

Acesse o KIT: Guia tech-legislativo + Infográfico: Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas.

Você conhece todas as funcionalidades de um sistema ERP?

O uso de um ERP na construção civil tem sido uma solução eficiente para os empreendedores melhorarem continuamente seus serviços, atendendo às crescentes demandas que surgem na área e reduzindo os custos, mas sem comprometer o tempo e a qualidade na entrega.

Por ser um setor que trabalha com dados precisos, comprometendo-se diante de qualquer erro na base de cálculo, um bom sistema para construtora é aliado fundamental na redução de riscos. No entanto, a escolha do ERP deve ser feita com cuidado, considerando as particularidades da empresa. 

Nesse artigo vamos te ajudar a entender melhor as funcionalidades e especificidades de um ERP para construção civil, assim como o que você considera para fazer uma boa escolha de sistema para a sua construtora. Continue essa leitura! 

O que é um ERP?

ERP (Enterprise Resource Planning) consiste em um sistema de gestão integrada, que tem por objetivo auxiliar a empresa a melhorar processos internos. Para isso, a plataforma ERP centraliza as informações do negócio e promove a integração dos setores, tornando a gestão mais prática e eficiente.

Uma das diversas vantagens do sistema é a eliminação da duplicidade de dados, que dá ao gestor uma visão mais precisa do seu empreendimento, favorável às tomadas de decisão mais acertadas.

Além disso, o ERP ajuda na padronização e automatização de alguns processos, reduzindo o tempo despendido na resolução de demandas, contribuindo, portanto, para uma gestão mais eficaz.

Todos os ERPs são iguais?

Assim como os negócios são diferentes, os ERPs também são. A tecnologia dos sistemas de gestão integrada é variável nas funcionalidades, modo de operação e qualidade do que oferecem.

Mas, além disso, existem sistemas que são desenvolvidos pensando nas necessidades de nichos específicos. Esse é o caso, por exemplo, de um ERP especializado na área da construção civil.

No entanto, podemos perceber que existem outros modelos de ERP, como por exemplo:

1. ERP legado 

Esse tipo de ERP já foi bastante utilizado no mercado, e não é à toa que foi um dos primeiros a serem criados. No entanto, pelas demandas atuais, ele acabou ficando completamente obsoleto, já que não atendia mais às expectativas e necessidades dos negócios. 

Por esse motivo, optar por um ERP legado pode acabar “engessando” os processos. Isso porque, com a necessidade de integrar novos modelos para otimizar atividades, iremos empacar esse tipo de sistema de gestão, uma vez que ele não comporta integração com outros sistemas mais modernos. 

2. ERP engessado 

Trata-se de um ERP bem mais barato, se formos comparar com os novos modelos de mercado. Entretanto, por ser engessado, como o próprio nome diz, ele não garante processos funcionais. Caso a sua construtora deseje crescer em tamanho, por exemplo, o ERP engessado não é o mais indicado.

Isso porque ele irá focar apenas nos processos atuais do negócio. Caso a empresa perceba a necessidade de implementar e adotar novos recursos, ela estará limitada, uma vez que esse tipo de ERP não se encaixa com processos, tecnologias e implementações mais atuais. 

3. ERP para Omnichannel

Mais indicados para atendimento direto, como é o caso de e-commerces, por exemplo, o modelo de ERP tipo omnichannel costuma ser o mais indicado. Para segmentos que possuem estabelecimentos físicos, precisam obter novos jeitos de emitir boletos e notas fiscais, controle sobre comissões, e etc, ele pode ser de grande valia.

4. ERPs gratuitos 

Para quem busca custo-benefício, muitos gestores tendem a investir em sistemas de gestão gratuitos. No entanto, aquilo que sai barato, pode acabar sendo caro lá na frente. Grande parte dos negócios que optam por sistemas ERPs gratuitos, acabam precisando  de mais dinheiro para investir em consultoria, já que essas ferramentas não oferecem suporte.
Dessa forma, esses profissionais acabam migrando para softwares de gestão pagos.

Como entender de qual sistema para construtora eu preciso?

Existem diferentes tipos de sistema para construtora, que podem ser mais abrangentes ou focar em aspectos mais específicos do negócio, como o orçamentário ou o desempenho de pessoas e equipamentos.

Todos eles têm o seu lugar. Entender qual é o melhor sistema para a sua construtora vai depender de quais são os gargalos com os quais ela lida no momento.

Não só para grandes construtoras, mas principalmente para elas, o ERP para construção civil tem o diferencial de ser uma solução mais completa. A partir da integração promovida por ele, toda a cadeia de produção se conecta, favorecendo uma visão completa do negócio e a comunicação entre os setores.

Portanto, os dois principais pontos para definir o melhor sistema para uma construtora dizem respeito à especialidade do software e, em seguida, ao quanto ele atende às demandas específicas do empreendimento. Com isso em mente, podemos listar algumas reflexões que ajudam a alcançar essa compreensão.

1. Avaliar as necessidades da construtora

O primeiro passo é identificar os pontos críticos e de maior fragilidade na rotina. Ao mapear os principais desafios que a construtora enfrenta, é possível orientar a busca por um sistema que contemple tal realidade.

2. Escolher sistemas fáceis e práticos

É importante considerar que o sistema para uma construtora, provavelmente, será manuseado por diferentes colaboradores. Assim, uma interface intuitiva e de fácil compreensão são relevantes para que a otimização dos processos seja alcançada, portanto, deverão contar para a sua escolha.

3. Optar por sistemas em nuvem

Os sistemas que operam na nuvem são mais práticos por permitirem o acesso remoto e simultâneo, resultando em maior flexibilidade de uso. Paralelamente, eles oferecem maior segurança para os dados e processos, evitando, por exemplo, a perda de informações devido a problemas na máquina. 

4. Realizar testes

Antes de adquirir um sistema para a construtora que você gerencia, experimente as alternativas e as funcionalidades para tomar uma decisão mais segura sobre qual ferramenta atende ao seu negócio. Alguns serviços disponibilizam teste gratuito, o que traz maior segurança para o investimento posterior no software. 

5. Priorize sistemas específicos para construção civil

Quanto mais específico for o sistema que a sua empresa adotar, melhor ele vai se encaixar às necessidades do seu empreendimento. Isso é particularmente verdade no caso de um setor como o da construção civil, que tem diferenciais consideráveis em relação a outros tipos de negócio.

Conheça as funcionalidades do 90 Compor ERP: feito por especialistas!

Entre as opções de ERP construtora direcionadas para a construção civil, o 90 Compor ERP desponta como a ferramenta mais completa e especializada para otimizar a gestão das construtoras. Ele conta com os seguintes módulos:

1. Financeiro

Compreende funções de tesouraria, contas a pagar, fluxo de caixa, dentre outros, gerenciando a movimentação financeira da empresa de maneira integrada.

2. Controladoria

Oferece uma visão clara dos custos e receitas da construtora, além de análise de resultados personalizada de acordo com as necessidades da empresa.

3. Faturamento

Solução que emite notas fiscais com inserção automática no banco de dados governamental, integrando com a Receita Federal e diversas prefeituras.

4. Suprimentos

Promove um controle de compras e materiais integrado com os demais módulos e alinhado com padrões internacionais de qualidade.

5. Business Intelligence

Elabora análises precisas, com base em dados reais, de maneira prática e de fácil visualização, conferindo maior confiança para as tomadas de decisão da gestão.

6. Incorporação

Facilita o controle de vendas, contando com correções automáticas, emissão de boletos, gestão de unidades e renegociação de dívidas.

7. Fiscal e Contábil

Ferramenta fundamental para a gestão tributária, auxilia no cumprimento de prazos das obrigações fiscais, contábeis e apuração de impostos.

8. Gestão de obras (GEOB)

O GEOB promove o controle efetivo de cada obra, fornecendo o controle da produção, medição, contrato com clientes, dentre outras facilidades.

9. Mobile

O 90 Compor ERP ainda conta com a versão mobile, para facilitar ainda mais a missão da gestão das construtoras, compreendendo funcionalidades essenciais que poderão ser executadas com agilidade e segurança.

Outros sistemas da 90TI para construção civil

A 90TI oferece mais duas soluções em sistemas para construtora, que podem ser complementares ao ERP engenharia ou, em alguns casos, apresentarem-se como solução mais conveniente para algumas empreendedoras. Saiba mais sobre elas a seguir!

90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras

No controle de Orçamento e Planejamento de Obras, o 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras  traz funcionalidades que otimizam a gestão financeira da construtora, tais como: planilhas editáveis, atualização de custos de serviços e insumos conforme a precificação dos principais órgãos e integração com o BIM.

90 Compor Manutenção de equipamentos

O 90 Compor Manutenção de Equipamentos auxilia no controle do desempenho do maquinário, atuando de maneira preventiva e agilizando a resposta às necessidades de manutenção.

Entre as funcionalidades, temos: controle do aluguel de máquinas, do consumo de combustível, das horas trabalhadas, entre outros aspectos que ajudam a garantir uma vida útil maior aos equipamentos da obra.

Menos planilha. Mais planejamento e organização

Talvez um dos maiores gargalos da gestão de uma empresa de construção civil seja a quantidade de planilhas para gerenciar e atualizar. Planilhas orçamentárias, de equipamento, de materiais, de escala de trabalho. Todas são importantes para a rotina da obra, mas acabam onerando o tempo de trabalho e acumulando o risco de erros no preenchimento e controle manual.

Com um sistema ERP para construtora, grande parte do tempo que se gasta preenchendo e atualizando planilhas manualmente é economizado a partir das funções da ferramenta.

Isso aumenta a produtividade da equipe, que poderá se dedicar a questões mais complexas do trabalho, otimizando a mão de obra e o tempo de serviço. Enquanto isso, o sistema ERP garante a segurança dos dados, bem como o cruzamento destes, o que possibilita uma visão macro e detalhada das atividades da construtora.

Viu como as inovações da 90TI poderão transformar a sua gestão de obras? Veja o resumo de nosso sistema ERP abaixo e entre em contato conosco para começar a mudança agora mesmo!

Veja todos os benefícios de um ERP para construção civil neste infográfico

Como criar um bom orçamento de obra

orçamento de obra

Não há como fazer um bom planejamento sem primeiro fazer um bom orçamento de obra, não é mesmo? E isso vale para tudo, desde nosso planejamento financeiro pessoal até os planejamentos mais complexos e elaborados, como é o caso das grandes obras presentes na construção civil

Dessa forma, o orçamento é uma ferramenta essencial para a gestão de obras e não há como fazer uma gestão eficiente se ele estiver inconsistente ou incorreto. Por isso, ao ser criado, ele precisa contemplar todos os detalhes da obra e de todos os departamentos.

Assim, pode ser um grande desafio considerar tudo que está previsto no projeto, sem perder de vista questões importantes como, por exemplo, recursos humanos, logística, preço e qualidade. 

Neste artigo vamos falar sobre o que é um orçamento de obra, a diferença dele para orçamentação e dar orientações e dicas sobre como fazer um orçamento detalhado. Você verá que ele é uma ferramenta estratégica que contribui para que a empresa cumpra o que foi planejado e obtenha os melhores resultados. 

O que é um orçamento de obra?

O orçamento de obra é uma das mais importantes e imprescindíveis ferramentas de gestão. Ao mesmo tempo em que ele é uma imagem do financeiro da obra, ele é também um mapa detalhado que dá direcionamento para a criação de planejamentos estratégicos com alto índice de decisão.

Ele nos diz quanto a obra vale e, apesar de ser uma estimativa,  ele deve ser feito sobre bases muito sólidas e informações muito consistentes. Por meio do orçamento de obra, é possível fazer uma previsão de custos do início à finalização do empreendimento.

Assim, da mesma forma que ele prevê e auxilia no controle dos custos, ele também permite a previsão dos lucros. É possível, por exemplo, aumentar o lucro agregado de uma obra a partir de alguns ajustes para reduzir custos e desperdícios. Dessa forma, como o orçamento nos mostra onde e como os recursos estão alocados, realizar estes ajustes se torna uma tarefa muito mais fácil.

De forma geral, um orçamento de obra contempla todas as etapas e atividades do projeto. Ele apresenta previsões precisas sobre quais recursos são necessários para a realização da obra, como por exemplo, os gastos com materiais, equipamentos, recursos humanos e demais insumos.

Além disso, quando bem planejado, ele permite o controle correto dos recursos financeiros da empresa, fazendo com que ela seja mais rentável e tenha mais credibilidade junto ao mercado de construção civil. Tudo isso aumenta o poder de negociação da empresa junto a seus fornecedores e a torna mais competitiva em concorrências e licitações, em obras privadas ou públicas. 

Orçamento de obra versus Orçamentação

Explicando de forma simples, a orçamentação é o processo de levantamento, análise e definição dos custos de uma obra e o orçamento é o resultado deste processo.

Portanto, quando um gestor ou profissional orçamentista está fazendo o levantamento de tudo o que será necessário para que a obra aconteça, será preciso fazer a previsão dos recursos e custos. Assim, o orçamento é a finalização, ou seja, a integração de todas estas informações em um único documento. 

A partir da orçamentação podemos ter três tipos diferentes de orçamentos:

Estimativa de custos – é uma avaliação feita a partir da comparação entre projetos similares ou de índices genéricos, como por exemplo, o custo unitário por metro quadrado construído. Nestes casos uma das referências mais utilizadas é o CUB (Custo Unitário Básico de Construção).

Orçamento preliminar – É uma previsão mais detalhada que a estimativa de custos. Para fazê-lo são usados alguns dados quantitativos. Ele é feito após o anteprojeto e antes do desenvolvimento de projetos básicos.  

Orçamento analítico – É o orçamento mais detalhado, pois faz previsões considerando os custos diretos e indiretos, valores unitários de insumos, produtos e serviços, para cada etapa da obra. Geralmente, este tipo de orçamento é feito a partir de projetos básicos, pois eles contemplam informações quantitativas importantes e mais precisas.

Como fazer um orçamento de obra?

Antes de mais nada, é importante poder contar com a contribuição e participação de todas as áreas da empresa. Não há como organizar um orçamento preciso sem que todos os departamentos estejam envolvidos neste processo, apresentando dados,  percepções e necessidades. Este conjunto completo de informações é que permitirá que nenhum detalhe seja esquecido.

Existem muitas soluções tecnológicas para geração de orçamento de obra, como por exemplo o 90 Compor ERP. Conhecer e utilizar o BIM (Building Information Modeling), também contribui muito para que os orçamentos sejam cada vez mais precisos. No entanto, paralelo ao uso destes sistemas, é preciso conhecer todas as etapas e procedimentos essenciais para criação do orçamento de obra.Veja a seguir algumas etapas que precisam ser cumpridas e que contribuem para a criação do orçamento.

1.Desenvolva o projeto executivo

O projeto executivo é o detalhamento de tudo o que é necessário para a realização da obra. Este não é um projeto novo, mas um aprofundamento do projeto básico, com informações muito mais específicas e minuciosas de cada etapa. Ele deve conter informações claras e precisas sobre:

Cronogramas – Previsão do tempo necessário para execução das etapas do projeto e prazo de entrega dos serviços.

Relação de materiais e equipamentos – Detalhamento descritivo e quantitativo de todos os materiais e equipamentos que serão utilizados para que a obra aconteça.

Cotações e negociações – Junto à relação dos materiais e equipamentos é necessário anexar os orçamentos e negociações feitas junto aos fornecedores de serviços, com o máximo de detalhamento possível.

Plantas baixas – Deve conter todas as especificações do projeto, com informações e desenhos detalhados.

Especificações técnicas –  São informações sobre a instalação, montagem e execução da obra. Estas especificações devem estar dentro dos padrões de qualidade exigidos pelas normas da ABNT. O documento deve ser construído considerando estas normas para evitar que o projeto executivo perca sua validade e impeça a obtenção de alvarás e licenças para realização da obra.

Dessa forma, quando a empresa está participando de licitações, públicas ou privadas, estes cuidados devem ser redobrados para evitar inconsistências, por exemplo, em desenho incorretos e cálculos. Além disso, em caso de obras públicas, estes erros podem levar a ações judiciais contra a construtora e os profissionais responsáveis pelo projeto.

2. Orçamento de obra: desenvolva o memorial descritivo

O memorial descritivo é um documento público, exigido por lei e registrado em cartório, que  traz a descrição detalhada de tudo que será utilizado no projeto. Por ser um documento aberto à consultas, ele permite que os consumidores finais consigam visualizar como será o empreendimento quando estiver finalizado. Assim, é possível saber exatamente em que está investindo.

Considerando que podem haver problemas na entrega e nos prazos, o memorial funciona como uma segurança a mais para eles. Ele traz mais credibilidade para a construtora, mais segurança para o cliente na hora da compra e melhora a relação e a confiança entre eles.

O memorial descritivo é um documento de consulta que permite o gerenciamento da execução da obra. Ele é um guia para que ela seja feita de acordo com a planta aprovada do projeto, desde as fundações até os materiais utilizados nos acabamentos finais, como jardins, vidros, cerâmicas, etc.

De forma resumida, em um memorial descritivo não pode faltar:

  • Informações sobre a obra, como nome e tipo de construção.
  • Informações sobre proprietário e localização, como o nome dele e dos profissionais responsáveis e seus respectivos registros (CREA), CNPJ, dados para fiscalização, e onde a obra estará alocada.
  • Detalhamento sobre tudo que foi projetado para cada etapa de execução da obra, como parte elétrica e hidráulica, alvenaria e acabamentos.
  • Relação de tipos e quantidades de materiais utilizados na alvenaria, número de andares e medidas. Descrição minuciosa de todos os materiais utilizados no acabamento, como tipos de pisos, cerâmicas, azulejos, torneiras, vidros, etc.
  • Especificação das normas que definiram os cálculos, como a NBR 6118 para estruturas de concreto, a NBR 7480 para construção de  concreto armado, a NBR 8800 para a execução de estruturas de aço de edifícios, etc.
  • Objetivo do projeto, como por exemplo, ser uma referência em segurança, uso de tecnologia e sustentabilidade. 

3.Calcule os custos, diretos e indiretos

É uma etapa estratégica na construção do orçamento de obra. Através da composição dos custos primários encontramos os custos diretos da obra. Por isso, é preciso analisar o projeto para verificar quais serviços serão executados, qual será a mão de obra necessária, quais materiais e equipamentos serão utilizados. Todos os quantitativos devem ser averiguados.

Da mesma forma, é preciso levantar todos os custos indiretos, que são compostos pelos gastos com energia, água, transporte, materiais de escritório, segurança e outras situações ou condições que podem de alguma forma impactar negativamente a realização da obra, causando atrasos e gastos extras.

4.Não esqueça os impostos e taxas

É uma das etapas da orçamentação que precisa de mais atenção. Erros ou negligência nos cálculos de impostos e taxas podem comprometer bastante o orçamento e trazer problemas, como multas e punições. Como nossa carga tributária é bastante alta, todo cuidado é importante.

5.Acrescente o lucro

O cálculo do lucro é feito, basicamente, a partir da diferença entre o faturamento e os custos. No entanto, calcular os lucros em construção civil nem sempre é uma tarefa fácil, pois existem diversos fatores que interferem nos resultados finais. 

No caso de obras podem ocorrer imprevistos e atrasos que podem trazer impactos negativos. Além disso, é preciso levar em consideração as características próprias da obra, o mercado e os níveis de competitividade enfrentados. 

Um bom ERP para construção civil contribui muito para que estes cálculos sejam feitos com mais segurança e assertividade, pois conseguem analisar um número maior de informações e variáveis.

4 dicas para desenvolver um orçamento de obra de qualidade

1.Use tabelas referenciais

Para evitar diferenças nos cálculos finais, fique atento aos custos unitários específicos de cada item durante a orçamentação. Isso evitará orçamentos inflados com compra de itens em quantidades inadequadas que resultarão em sobra ou falta destes itens.

Uma boa solução é utilizar tecnologia especializada para realizar um controle mais rigoroso de quantidades, encontrar possíveis duplicidades de itens orçados e evitar gastos desnecessários. 

2.Compare valores de prestadores de serviço

Entenda como valor não apenas o preço, mas as vantagens e benefícios que a empresa tem ao contratar prestadores de serviços. Ao fazer este levantamento, considere itens como produtividade, tempo de entrega da atividade e qualidade. Ao focarmos apenas no preço, o “barato pode sair caro”. 

Um software de gestão é fundamental nestes momentos, pois pode entregar relatórios completos, com um histórico dos valores pagos a prestadores de serviços em outras obras e os resultados obtidos. Isto é essencial para uma tomada de decisão segura e mais estratégica.

3. Equilibre qualidade e preço dos materiais de construção

Fazer isso nem sempre é uma tarefa fácil, mas equalizar bem essa relação é fundamental para a definição de um bom orçamento de obra. Qualidade e durabilidade podem favorecer o aumento da produtividade e atender melhor às expectativas dos clientes. Por isso, o fator preço pode ser adequado ao que foi definido como meta, mesmo que em um primeiro momento pareça “caro”

Uma boa solução tecnológica especializada em construção civil pode ajudar a calcular exatamente o que a empresa precisa, sem perdas de qualquer tipo ou gastos adicionais desnecessários. 

4.Planeje a logística e o armazenamento

Quando a logística e o armazenamento não são planejados cuidadosamente, o prejuízo pode vir através de perdas financeiras com materiais expostos a condições inadequadas ou até mesmo de funcionários parados, aguardando materiais ou equipamentos, impactando em sua produtividade.

Um software de gestão pode contribuir para que tudo funcione perfeitamente na obra. Além de evitar sustos e prejuízos, eles trazem mais tranquilidade e qualidade para a execução destas atividades. 

Otimize a criação de seu orçamento de obra

Poder contar com informações detalhadas e precisas na hora de desenvolver um orçamento de obra é fundamental. Soluções tecnológicas podem fornecer estas informações com mais agilidade, segurança e assertividade, fazendo com que a orçamentação seja algo mais simples de fazer. 

softwares de gestão que promovem o gerenciamento de dados integrados de todos os departamentos da empresa. Por isso, eles contribuem para a geração de relatórios mais detalhados e minuciosos, um levantamento de dados mais preciso, um melhor controle financeiro e  uma melhor eficiência em todos os processos de gestão. 

Tudo isso traz um embasamento mais sólido para as tomadas de decisão e contribui para a criação de um orçamento de obra mais rigoroso, com um custo justo e adequado ao contexto da obra. O resultado é uma entrega com mais qualidade e executada no tempo planejado.

Quando for criar seu próximo orçamento de obra, conte a tecnologia do  90 Compor Orçamento de Obras para otimizar este processo e ampliar a visão de gestão de sua empresa. Acesse nosso link e agende uma demonstração.

Como a Lei 8666 impacta no trabalho do orçamentista?

Para conseguir um orçamento de uma obra é comum que seja feita uma grande pesquisa de custos na intenção de encontrar a melhor oportunidade. Essa ação é frequente quando o projeto é encomendado por uma só pessoa. Entretanto, quando a construção é para o poder público, é preciso ficar atento à Lei 8666, de junho de 1993

Diferentemente de um empreendimento particular, onde se tem mais flexibilidade de compras, quando a obra é pública há uma série de regras que devem ser cumpridas. A intenção é garantir a lisura de todo o processo. Para que, dessa forma, seja possível obter todas as contratações das obras por meio de licitações. 

Claro que, para que tudo ocorra bem, é preciso que essas licitações tenham regras claras que, nesse caso, são estabelecidas pela Lei 8666. Em suma, essa legislação visa atender ao requisito do art. 37, XXI da Constituição da República Federativa do Brasil, que determina que a contratação de obras, compras e serviços seja feita por licitação. 

Quer saber como esse processo todo funciona e compreender a Lei 8666? Então prossiga com a leitura que nós vamos te ajudar!

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O que é a Lei 8666?

A Lei 8666 é uma norma que foi promulgada pelo ex-presidente Itamar Franco, mais precisamente em junho de 1993. Ela dita as regras sobre os contratos e as licitações feitas por instituições públicas. 

Assim, para a empresa ou as construtoras que pretendem prestar serviço para escolas, hospitais públicos, bancos estaduais e demais órgãos públicos, a Lei 8666 precisa ser vista como uma grande cartilha. Afinal, se a construtora não estiver preparada para atender a todas as normativas, poderá perder grandes oportunidades de negócio. Afinal, a Lei 8666 rege tal prática em órgãos:

  • dos estados;
  • dos municípios;
  • do Distrito Federal.

Em suma, de instituições que têm grande demanda de mão de obra. Por fim, além das licitações, a Lei 8666 também aborda temas como, por exemplo:

  • alienação;
  • concessões;
  • permissões de bens públicos.

Por que o orçamentista deve conhecer a Lei 8666?

Cabe ao orçamentista interpretar o projeto, visitar o local da obra, se necessário, fazer a cotação de preços dos insumos e definir quanto será cobrado pela obra completa. Embora todo esse trabalho seja padronizado dentro da construtora, é fato que quando a intenção for prestar serviço para o poder público, pode ser necessária uma adaptação.

Em suma, nesse caso a incorporadora precisará se adequar às regras da Lei 8666 e participar da licitação. Afinal, é por meio desse processo que a empresa que prestará o serviço será “escolhida”. Dessa forma, quem fizer a proposta mais vantajosa para a instituição fecha o contrato. 

O orçamentista precisa conhecer a Lei 8666 para que possa compreender as regras que as instituições públicas precisam seguir para poder contratar uma construtora. Assim, poderá adequar o seu trabalho e se preparar para participar da licitação. 

Sem contar que ao compreender o processo, o orçamentista consegue fazer os ajustes necessários para que a incorporadora se torne mais competitiva no processo licitatório. 

Por que é necessário licitar?

A licitação não é uma opção da instituição pública, mas sim uma regra determinada pela Constituição da República Federativa do Brasil. Em suma, o Estado assume obrigações perante a sociedade e cabe aos que trabalham nele garantir a melhor utilização do dinheiro.

Portanto, por meio da licitação, além da empresa garantir que o processo será legalizado e de acordo com as regras determinadas na Lei 8666, ela oficializará que está gastando o menor valor possível para o melhor trabalho terceirizado.

Quais são as fases da licitação?

A licitação requer uma série de passos que devem ser seguidos antes de comprar um bem ou contratar um serviço de terceiros. Quase todas as relações comerciais de uma instituição pública são feitas por meio de licitação. 

A exceção acontece em casos que levam à necessidade da contratação de serviços emergenciais como, por exemplo, quando há um desastre natural e a prefeitura precisa contratar mão de obra especializada para socorrer os municípios. Nesse e em outros casos emergenciais, é possível fazer a contratação sem a realização da licitação e, evidentemente,de forma legal.

No entanto, no caso de uma obra qualquer, como a reforma de uma escola ou a construção de um hospital, é preciso que a instituição realize uma licitação. Em suma, uma licitação é um conjunto de procedimentos que visa dar a oportunidade das empresas se candidatarem, igualmente, à prestação de serviço ou venda. 

Como as propostas são realizadas de forma sigilosa e só são abertas depois que o prazo de entrega de novas propostas termina, um concorrente não sabe o que o outro ofereceu. Assim, além de conseguir a contratação de acordo com a melhor proposta, as regras estabelecidas pela Lei 8666 garantem a isonomia do processo. 

Em suma, a licitação pode ser dividida em duas fases macro. A interna e a externa. Saiba mais sobre elas a seguir.

Fase interna da licitação

Essa etapa é feita antes mesmo da publicação do processo licitatório. A instituição pública avalia a possibilidade de pluralidade de participantes, bem como se há tempo hábil para a realização da licitação e quais são as especificações do que será licitado.

Por exemplo, se for uma licitação para a compra de ração para gado de leite, é possível colocar nas regras da licitação não só o tamanho da saca ou a constituição do alimento, mas também  a marca da ração. Já no caso de reforma, além do que será feito, a instituição poderá determinar algum padrão de material que precise ser usado.

Em hospitais, por exemplo, há especificações muito peculiares quanto ao que é usado no piso ou nas paredes. Afinal, além da parte estética e da durabilidade, é preciso considerar também a fácil higienização, possibilidade de descontaminação com produtos abrasivos, entre outros. 

Assim, esses detalhes deverão ser discutidos pela instituição antes da publicação do documento informando a abertura da licitação. Por fim, ainda na fase interna é elaborado o edital. 

Fase externa da licitação

Nessa fase há a publicação do edital de licitação e, posteriormente, ocorreram as seguintes etapas: 

  • habilitação;
  • julgamento da proposta;
  • homologação;
  • adjudicação.

Habilitação

É quando quem quer participar da licitação apresenta os documentos iniciais. Uma vez que isso seja feito, a instituição que abriu a licitação vai averiguar para ter a certeza de que os interessados têm as qualificações necessárias para realizar o trabalho ou entregar o produto licitado. 

Externa – julgamento

Nessa fase, o envelope com as propostas dos participantes da licitação é aberto. A instituição que abriu a licitação faz a avaliação das propostas e considera não apenas os valores, mas também se todos os itens solicitados no edital foram considerados.

Caso uma ou mais propostas estejam em desacordo com o edital de licitação elas serão desclassificadas. Na sequência, é feito o julgamento de acordo com o que foi estabelecido no edital. Em alguns casos, vence quem der o menor preço. Em outros, quem provar que tem a melhor técnica, por exemplo. Tudo depende do edital.  

Fase externa – homologação

Uma vez que a proposta vencedora tenha sido determinada, é feita a homologação e adjudicado o objeto da licitação. Nessa fase é preciso considerar o art. 43 da lei 8.666.

A importância da Lei 8666

Todo bem público deve ser usado corretamente, de forma que seja garantido a prestação de serviço de qualidade. Ao mesmo tempo, deve ser pago um valor justo por ela. Por outro lado, é preciso garantir que grandes ou pequenos contratos possam ser fixados com qualquer empresa prestadora de serviço que esteja apta para tal trabalho. Ou seja, é necessário garantir que a concorrência seja feita de forma transparente, honesta e livre de favorecimentos. 

Afinal, o gasto tem que ser feito visando o melhor uso possível do dinheiro público. Para isso, é preciso ter a certeza de que não haverá favorecimento de determinada instituição porque atende a interesses pessoais de quem está organizando a licitação, por exemplo.

A Lei 8666 ajuda a evitar que o famoso “jeitinho” na hora da contratação seja evitado. Afinal, as propostas são entregues lacradas e abertas juntas. Não há como burlar ou favorecer um ou outro participante.

Mas não é só isso. Com uma licitação bem realizada há a publicação de um edital detalhado. Assim, com tudo devidamente discriminado antes mesmo do orçamento ser feito, as partes têm mais segurança. Afinal, se por um lado o prestador de serviço não poderá descumprir uma obrigação documentada no edital, por outro o contratante não poderá exigir mais do que foi acordado. 

Por fim, é válido lembrar que, muitas vezes, as licitações feitas pelo poder público giram em torno de um valor alto. Assim, acabam atraindo muitos interessados. Isso pode aumentar as chances de tentativa de burlar o processo para favorecer determinada empresa prestadora de serviço. Com a licitação e as regras determinadas na lei 8666, isso acaba sendo coibido, dando mais transparência e garantindo a lisura do processo. 

  • O impacto da Lei 8666 na previsão orçamentária

Um orçamento bem realizado pode garantir que a construtora consiga vencer a licitação. Por outro lado, quando mal realizado também pode levar a incorporadora a um bom prejuízo.

Como nas licitações tudo é muito bem determinado no edital, cabe ao orçamentista ficar atento a cada detalhe. Assim, pode ofertar um valor justo, competitivo, mas que também consiga dar o lucro que a construtora visa. 

Assim, erros no orçamento devido a uma irregularidade não prevista por conta da Lei 8.666/93, pode afetar o preço da obra em questão. Dessa forma, é preciso ter uma atenção especial com a legislação vigente, para evitar prejuízos. 

Conclusão

Participar de licitações públicas é uma maneira de uma empresa conseguir realizar grandes obras e, consequentemente, ter um bom lucro. Entretanto, antes de começar a enviar propostas, é essencial que os responsáveis  conheçam os termos da Lei 8666. Assim, poderão realizar uma proposta que, ao mesmo tempo, seja competitiva, rentável e livre de erros. 

Para isso, é preciso considerar cada detalhe da construção. Aproveite que chegou até aqui e baixe o e-book: 90TI agora e otimize o trabalho na hora de compor o orçamento de obras.

Até a próxima!

Orçamento de construção civil: 8 dicas para tornar esse processo mais fácil e ágil

Orçamento de construção civil

Você sabe: um orçamento de construção civil exige atenção para englobar todos os custos, desde a concepção do projeto, até a obra pronta e finalizada.

Esse documento é parte fundamental da gestão de obras. Afinal, embasa a negociação dos serviços da construtora com o cliente, ajuda na previsão de lucros, garante sucesso na concorrência de obras de empresas privadas e até em licitações de obras públicas.

Queremos ajudar sua empresa a elaborar um bom orçamento, por isso, listamos informações e dicas para que você não perca nenhum detalhe.

Confira a íntegra do artigo!

Por que elaborar um ótimo orçamento de construção civil?

Um orçamento de construção civil bem elaborado reúne os gastos de cada etapa e atividade da obra. Assim, tanto a gestão financeira da construtora quanto o gestor de obras têm uma visão panorâmica do projeto e conseguem prever gastos, imprevistos, valor total a ser desembolsado e até a margem de lucro.

Algumas construtoras se arriscam a fazer um projeto sem um orçamento completo. Isso pode ser considerado até um descuido fiscal e contábil

Um bom orçamento garante um planejamento de obra mais assertivo, permite a criação de uma base de composições e insumos, gera um controle maior do dinheiro no canteiro de obras, garante maior rentabilidade nas vendas, e o ponto mais importante: resulta em credibilidade e confiança no mercado de construção civil e engenharia.

4 erros comuns no orçamento de construção civil

É claro que a elaboração do orçamento é suscetível a erros, alguns são bem comuns e podem ser corrigidos imediatamente. Os erros mais recorrentes são:

1 – Não adequar os métodos usados na construção

Algumas empresas costumam importar métodos construtivos, mas não fazem as adaptações necessárias para a execução da obra. As adaptações costumam aumentar o custo total da obra e também podem diminuir a qualidade do serviço. Por isso, é importante colocar a adequação no orçamento.

2 – Não atualizar a precificação

O preço dos materiais de construção é bastante volátil. Portanto, não inserir preços atualizados ou até não prever a variação dos preços ao longo do projeto pode acarretar em divergências no relatório final.

3 – Negligenciar os custos indiretos 

Taxas, custos administrativos, impostos, entre outros valores são chamados de custos indiretos. Eles precisam ser incluídos no orçamento.

4 – Esquecer impostos

O cálculo errado do imposto pode comprometer o projeto da obra, e o não pagamento pode levar a cobranças judiciais ou até mesmo ao fechamento do canteiro de obras.

Outros erros como: não realizar visitas de campo para conhecer melhor o local onde será realizada a obra, desconsiderar as leis trabalhistas por região, esquecer valores de frete e descarga dos materiais comprados e não fazer curva ABC são outros erros muito recorrentes na hora de elaborar um orçamento.

Princípios básicos de um ótimo orçamento

Um bom orçamento precisa ter os três princípios mais importantes para elaboração, sendo eles: aproximação, especificidade e temporalidade. Entenda melhor o que significa cada um destes termos!

Aproximação – se baseia em previsões de custo. Todo orçamento é uma aproximação, uma estimativa de todos os gastos do orçamento. O bom orçamento constitui em pesquisa, cálculos e outros métodos que fornecem um preço aproximado ao preço real de um projeto. Quanto mais atenção e olhar criterioso, menor a possibilidade de margem de erro.

Especificidade – o local e a cidade onde o projeto será construído, condições do terreno e as políticas da construtora, bem como políticas do cliente, são especificidades que alteram o orçamento de uma obra para a outra.

Temporalidade – por se tratar de valores, os orçamentos acompanham a inflação e as tendências do mercado. Por isso, pode ficar desatualizado depois de um certo tempo. Atenção na hora da precificação é essencial.

8 dicas para melhorar o orçamento da obra de construção civil

1 – Padronização do orçamento de construção civil

Cada obra possui  particularidades, necessidades e desafios. Ter um arquivo de orçamento padrão pode ser muito comum também em algumas construtoras, mas é necessário um olhar atencioso para automatizar o orçamento. Assim, a sua empresa terá maiores chances de sucesso no negócio. 

2 – Crie um roteiro para o orçamento

Peça para os responsáveis de cada área criar um passo a passo para cotar os preços e verificar cada elemento que possa agilizar os processos.

Um roteiro eficiente garante que todos os detalhes sejam lembrados e reduz as chances de erros. É ideal também que o orçamento seja feito por uma equipe de pessoas, revisando os preços e analisando o projeto como um todo.

3 – Estudo de viabilidade

Antes de elaborar um orçamento, faça um estudo de custos do mercado e potencial de lucratividade da obra. Esses critérios são utilizados para o estudo de viabilidade, além de identificar impostos, documentações e licitações necessárias para dar andamento no projeto.

4 – Internet como ferramenta para estudos e aproximação

Faça uma pesquisa no estudo de viabilidade e também para o orçamento. Com a internet é possível fazer estimativas de valores em lojas diversas (lembrando da aproximação como princípio base) e fazer comparações de preços entre lojas. Também é possível descobrir detalhes dos editais de licitação e documentações, além de verificar o clima da região específica.

5 – Profissionais especializados

O orçamento é um documento importante e não pode ser elaborado por qualquer funcionário. Se sua equipe não tem profissionais qualificados para orçar uma obra, busque candidatos que possam ser responsáveis pela confecção do documento.

6 – Criação de índices no orçamento de construção civil

É um processo para automatizar os cálculos mais simples, como por exemplo, cálculos padrões nos serviços. Estabeleça um valor médio para materiais de escritório, por funcionários, horas por metro quadrado, criando uma base de custo da mão de obra.

7 – Acompanhe a obra em todas as etapas: do começo ao fim

Mesmo o melhor orçamento elaborado pode ter divergências com o valor final da obra. Por isso, é importante fazer um acompanhamento do começo ao fim do projeto como forma de prever custos adicionais, atrasos no prazo, entre outros imprevistos.

8 – Conte com sistema automatizado e especializado na área

Obtenha o cálculo do orçamento da obra de maneira simples, prática e inteligente com um software especializado na rotina de cálculo da construção civil. Além de otimizar essas tarefas, torna o orçamento mais escalável e ágil. Tudo o que a sua obra precisa.

Para mais informações sobre o setor de engenharia e construção civil, dicas para elaborar orçamentos e projetos, além de notícias, acompanhe nosso blog!

Além disso, aproveite e baixo a nossa planilha que vai te auxiliar em uma melhor gestão de obras, aproveite!

Produção de Equipe Mecânica: a nova rotina do 90 Compor Orçamento

produção de equipe mecânica

Rotina de cálculo de produção de equipe mecânica auxilia o trabalho dos engenheiros nos canteiros de obras

O 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras ganhou, na sua nova versão, uma rotina para cálculo de produção de equipe mecânica. Foi adotado um modelo teórico que pressupõe o conhecimento de diversas variáveis intervenientes para calcular a produção de maneira eficiente.

Essas variáveis são calculadas em função das características intrínsecas dos equipamentos utilizados em uma obra e da natureza dos serviços a serem executados.

A nova função de cálculo de produção da equipe mecânica foi disponibilizada em tela e variáveis, que foram adotadas pelo DNIT, onde é possível realizar alterações para que se chegue o mais próximo da realidade da empresa
e da eficiência da sua equipe.

Também é possível realizar a análise da memória de cálculo da produção da equipe através de relatório formatado conforme o padrão do DNIT, explica Natália Meireles, product owner na 90TI.

As composições de custo do DNIT, principalmente daqueles serviços que utilizam muitos equipamentos pesados, são elaborados em função da produção mecânica, agora presente no 90 Compor Orçamento.

E a produção da equipe mecânica, obviamente, é calculada em função da produção de cada equipamento que a compõe.

A produção das equipes mecânicas corresponde, normalmente, a de seu equipamento principal, ou líder da patrulha, o qual condiciona a atuação do conjunto de equipamentos, em função de suas diferentes
capacidades e produções.

A determinação da produção das equipes mecânicas constitui elemento fundamental para formação dos custos unitários dos serviços. O custo unitário de execução é a relação entre o custo horário de execução de determinado serviço e a produção calculada na mesma unidade de tempo.

A produção mecânica dos equipamentos pode ser determinada por métodos teóricos ou empíricos e que levam em consideração os seguintes fatores:

  • Informação de fabricantes;
  • Informações de catálogos dos equipamentos;
  • Experiência de profissionais;
  • Informações de aferições de produções de serviço no campo;
  • Critérios técnicos fundamentados em conceitos de engenharia.

Os métodos teóricos de cálculo de produção mecânica compreendem a utilização de fórmulas específicas por tipo de equipamento. As fórmulas consideram diversas variáveis intermitentes.

As principais variáveis intervenientes são:

  • capacidade;
  • velocidade;
  • tempo de ciclo;
  • consumos específicos;
  • espessura;
  • afastamento;
  • espaçamento;
  • profundidade;
  • fatores de correção, cuja finalidade é ajustar os resultados teóricos às condições reais em que os serviços são executados

O sistema do 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras utiliza esta metodologia para calcular a produção da equipe nas composições, atendendo assim as exigência do DNIT e outros órgãos em suas licitações. Entre em contato e utilize você também!

10 Vantagens do 90 Compor Orçamento em relação ao Excel

90 Compor Orçamento

Confira porque o 90 Compor Orçamento é mais completo na hora de planejar e orçar suas obras. Excel é coisa do passado?

Muitos engenheiros ainda usam o Excel para orçar e planejar suas obras. Para muitos profissionais, as planilhas do software são uma ótima ferramenta para coletar e transformar pequenas quantidades de dados. Mas, será que ele é completo mesmo?

Para começar a utilizar o Excel, o engenheiro precisa conhecer pelo menos 6 fórmulas:

  • Max e Min: = MAX (F1: F10)
  • Soma e Média: = SOMA (L1: L10)
  • Instruções SE (IF): = SE (B1 > B2, “bom” , “ruim”)
  • Somase, Count.Se, Mediase: = função (intervalo, critérios, faixa de função). = SOMA (D1: D10, “bom” , L1:L9).
  • Concatenação: = CONCAT (C1 , “”, M2)
  • E (And): = E (G1 = ” BOM ” , H2 > 5)

Muita informação pra guardar, não é?

Nos últimos anos, os engenheiros perceberam que o Excel tem algumas limitações, como as planilhas não possuírem controle de erros, escalabilidade problemática, etc. Por este motivo, começaram a buscar novos softwares de orçamento para otimizar seu trabalho e tempo.

Uma parte dessas pessoas encontraram no 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras uma ferramenta de qualidade e eficiência para produzir os seus orçamentos e relatórios.

O 90 Compor Orçamento e Planejamento de Obras foi desenvolvido para lidar com um gigantesco volume de dados. É responsável por fazer atualizações online sobre os valores que fazem parte do orçamento das obras, como as licitações, por exemplo.

Para a diretora da 90TI, Daniele Alpino, ao utilizar o sistema da empresa o engenheiro tem acesso aos bancos de dados, com valores e preços de insumo, e isso facilita o trabalho pois reduz os prazos e custos das obras.

Mas, afinal, quais são as vantagens do 90 Compor Orçamento em relação ao Excel? Confira 10 pontos essenciais:

  1. Assertividade e segurança nos cálculos: no Excel você pode esquecer de fazer uma autosoma e ter valores errados. Na solução da 90TI, não há esse risco;
  2. Planilhas disponíveis e editáveis em ferramenta WEB (similar ao conhecido Excel) e que facilitam e agilizam a elaboração do orçamento;
  3. Base de dados de referência atualizadas: o Excel não tem um banco de dados do Sinap, o 90 Compor Orçamento sim;
  4. Facilidade na composição de preços unitários: alguns itens, o engenheiro cria composições (ex: levantar uma parede) quando vai fazer um orçamento, calcula o custo de cada serviço;
  5. Rapidez no reajuste de preços e ajuste do preço final;
  6. Relatórios de órgãos públicos e gerador de relatórios;
  7. Integração simples com o acompanhamento através do ERP;
  8. Caso sua planilha já esteja em Excel, é possível reduzir significativamente o seu tempo. O 90 Compor Orçamento e Planejamento permite que uma planilha seja criada a partir de uma simples importação do Excel.
  9. Preço de custo de Serviços e Insumos sempre atualizados em conformidade com os principais Órgãos Públicos.
  10. Integração com a tecnologia BIM (Building Information Modeling – Modelagem de Informações da Construção), com plugin integrado ao Revit para atualização online dos quantitativos do orçamento.

O 90 Compor Orçamento conta com versões pagas e uma gratuita para quem deseja testar as funções do programa por um tempo determinado. Para saber mais, acesse: https://noventa.com.br/90compor/

Planilha de orçamento da obra: como fazer em 8 passos simples

orçamento da obra

Em todo novo empreendimento o desafio é o mesmo: como fazer uma planilha de orçamento da obra?

Elaborar uma planilha de orçamento da obra, na construção civil, depende de experiência, confiabilidade, eficiência, rapidez e precisão. É uma tarefa minuciosa e detalhista que desafia o profissional que trabalha com prazos cada vez mais apertados. E nem sempre o que foi previsto será o executado.

Afinal de contas, se preciso das informações com agilidade, a tendência é jogar os dados um pouco para cima; se tenho mais tempo, corre-se o risco de fazer levantamentos que podem ter muitas variações, em função da inflação. Equação difícil de resolver, certo?

Por isso, é importante entender as fórmulas, acompanhar o mercado financeiro e manter uma boa comunicação com o cliente, o escritório e o canteiro de obras.

Pensando em otimizar essa tarefa, preparamos 8 dicas para ajudar você a identificar pontos importantes e elaborar uma planilha de orçamento da obra coerente e eficaz. Vamos lá!

Passo a passo para elaborar a planilha de orçamento da obra

1. Fazer o projeto

Essa parte inicial é a mais estratégica. Após receber as informações sobre o projeto, o orçamentista precisa analisar com cautela todos os itens apresentados e começar a criar a planilha de orçamentos. Esta etapa vai permear toda a obra, sendo necessário fazer ajustes e manter o canteiro de obras, escritório e cliente sempre informados das mudanças necessárias.

Um bom planejamento financeiro contempla controle eficaz e relatórios de acompanhamento, para que tudo saia conforme o previsto.

Entre as recomendações principais para elaborar a planilha de orçamento, listamos:

  • comparar valores de prestadores de serviços;
  • planejar a logística e o armazenamento dos materiais;
  • usar tabelas referenciais;
  • utilizar um software de gestão de obras.

Ainda de acordo com esse último ponto, certifique-se de utilizar um software de orçamento de obras que tenha facilidade de importar dados de uma planilha em Excel ou em TXT. Normalmente, esses arquivos para importação já contém a otimização da planilha (itens e sub-itens) e, às vezes, os quantitativos de cada item.

2. Analisar a composição de preços para cada serviço

Essa análise depende de o orçamentista pesquisar o valor unitário de cada material ou insumo.

A própria empresa pode manter e atualizar uma lista de referência com esses valores. Na verdade, essa é uma prática recomendada pelos especialistas.

Mas, caso queira utilizar um serviço já existente (gratuito ou pago), basta analisar na internet as bases disponíveis e escolher a que melhor atende ao trabalho, exemplos: SICRO (DNIT) e SINAPI (CEF).

É importante ressaltar que as composições de preços devem ser constantemente atualizadas, uma vez que é muito rápida a alteração dos procedimentos executivos e das inovações tecnológicas e de materiais.

3. Ajustar os custos

É muito comum, durante o período de obras, que o orçamentista tenha que realizar pequenos e médios ajustes na planilha de orçamento da obra, mediante fatores internos e externos.

Os custos dos serviços e de materiais podem sofrer alterações caso algum processo de contratação atrase, ou então você tenha que mudar de fornecedor por demora ou por ele não ter a quantidade suficiente de material, ou ter que comprar algum equipamento que não tenha sido previsto, etc.

Você precisa considerar também a inadimplência de prestadores de serviços e fornecedores. Em sua análise financeira, identifique cada passo para que o fluxo de caixa não fique defasado. Essas previsões podem auxiliar em uma possível gestão de crise.

Para não perder o controle, um jeito bem prático é acompanhar e monitorar o trabalho utilizando um software de gestão de obras. Ele ajudará a ter visão geral de todo o trabalho, controlar as informações e ajustar as necessidades.

4. Levante os custos indiretos e custos de acessórios

Para uma boa planilha de orçamento da obra é importante considerar, também, os custos indiretos. Ou seja: aqueles que não são assimilados, diretamente, com a execução de um projeto, como:

  • escritório;
  • automóvel;
  • mão de obra qualificada;
  • impostos e taxas.

Do contrário, a sua planilha de orçamento da obra vai ficar incompleta, sempre incompatível com os custos finais do projeto. O que afeta, diretamente, a lucratividade da empresa.

5. Insira os impostos e defina o lucro desejado

Como falamos, acima, a respeito dos lucros, convém apontar a relevância dele em uma planilha de orçamento da obra precisa e confiável.

Nessa etapa, inclusive, entra o conceito de BDI — sigla para bonificação e despesas indiretas. Pois é a partir das etapas anteriores que você consegue analisar a planilha de orçamento da obra com total convicção dos valores expressos.

Qualquer trabalho orçamentário deve considerar todos os elementos que, direta ou indiretamente, influenciam no preço final do seu projeto.

6. Calcular e aplicar o BDI

O BDI (Bonificação e Despesas Indiretas), acima citado, representa o rateio dos custos das obras não discriminados na Planilha de Quantidades e Preços Unitários (definidos como Custos Indiretos) aplicado sobre os Custos Unitários Diretos dos Serviços. É importante saber realizar o cálculo após conhecido o projeto, sua localização e com dados próprios de cada empresa.

Ele também auxilia na análise orçamentária dos lucros e na descrição do que não está ligado ao custo direto da obra. É uma taxa que é adicionada para cobrir as despesas indiretas que o construtor tem, mais o risco do empreendimento, as despesas financeiras envolvidas, os tributos incidentes na operação, eventuais despesas de comercialização e o lucro do empreendedor.

Temos um artigo que explica, na prática, como calcular a fórmula de BDI.

7. Encontrar o preço de venda

Saber determinar o preço final de um projeto na construção civil é um desafio. Isso porque a sua classificação tem interferência direta na percepção do mercado, na movimentação dos competidores do setor e na própria demanda do seu consumidor. Por isso, atenção redobrada às regras do seu nicho. Alguns fatores podem provocar mudanças no preço como a prática dos concorrentes ou a requisição dos consumidores, por isso ele deve estar sempre adequado às regras do mercado.

Alguns fatores podem ser levados em consideração:

  • custo do serviço/produto e o custo de matérias primas totais;
  • gastos variáveis, impostos, comissões e gastos com a entrega;
  • gastos fixos, ou seja, o valor que cada unidade do produto deve gerar, para que a empresa consiga pagar todas suas despesas;
  • margem de lucro.

Dessa maneira, a sua empresa vai estar mais segura e imunizada contra os imprevistos que interferem no valor final do projeto, mancham a reputação da empresa e interferem diretamente na lucratividade e no desenvolvimento de sua marca no mercado.

8. Realize o fechamento da planilha de orçamento da obra com uma revisão dos valores expressos

Para encerrar o assunto sobre a planilha de orçamento da obra, convém um exercício simples e prático, que consiste em reavaliar os pontos desenvolvidos.

Lembre-se que a dica anterior, de um software de gestão para auxiliar na produção orçamentária, se faz de grande relevância. Especialmente, no contexto mercadológico que vivemos, atualmente.

Por meio desse tipo de solução a inserção e também a revisão de valores são tarefas mais rápidas e confiáveis. Um simples investimento que se converte em resultados reais para a elaboração de uma planilha de orçamento da obra competitiva.

Por isso, não se atenha aos desafios em elaborar a planilha de orçamento da obra. Cabe à sua equipe a identificação de soluções significativas para qualificar o trabalho, além do envolvimento de sua equipe com o projeto.

Assim, é importante buscar conhecimento para adquirir mais experiência e sempre estar em contato com as principais notícias do universo da construção civil.

Fica, então, o nosso convite para você conhecer o nosso perfil do Instagram para seguir identificando informações valiosas sobre o setor de construção civil.

Custos diretos e indiretos: como evitar falhas no orçamento?

Para fazer um orçamento realmente útil, preciso e confiável é necessário contar com um orçamentista qualificado, desses que não se contentam em se acomodar em sua posição e trabalham continuamente para conhecer todas as variáveis do seu setor, como os custos diretos e indiretos.

Afinal de contas, esse conhecimento pode impactar de maneira positiva ou negativa na condução de uma obra, gerando uma série de imprevistos, até que a conta final seja fechada.

Por isso, neste post vamos falar sobre um dos principais aspectos que tendem a desviar um projeto na construção civil do seu valor inicialmente previsto: os já citados custos diretos e indiretos.

Como esse conhecimento pode ser fundamental para evitar falhas na confecção de um orçamento? Confira o que temos para mostrar!

Como os conceitos são geridos na administração e na contabilidade?

Toda empresa — independentemente do porte ou ramo de atuação — se preocupa com a sua saúde financeira. Ou seja: o saldo positivo, ao fim de um longo mês, equilibrando a renda e os respectivos custos gerados.

Custos diretos e indiretosPara tanto, existem tantas variáveis, no dia a dia corporativo, que os métodos de avaliação sejam assertivos e facilitem a tomada de decisão. Daí, a consideração nos custos diretos e indiretos, pois são dados que ajudam a avaliar o planejamento, a organização e o controle eficaz da empresa, e em todas as etapas do seu gerenciamento.

O que são custos?

Inicialmente, podemos entender o conceito de uma maneira ampla — e, certas vezes, equivocadas — sobre os custos. Afinal, há quem associe o termo às despesas da empresa.

E isso está longe de ser verdade.  Para o setor contábil, os custos são os valores associados à atividade exercida pela empresa com relação à sua produção (seja de serviço ou produto).

Assim, os custos são todos os gastos que incluam a aquisição de matéria-prima, além das cifras envolvidas com a mão de obra da empresa, os valores destinados à sua produção e também à manutenção — como a depreciação natural dos equipamentos e máquinas usados na construção civil — e também os gastos com recursos (energia elétrica, por exemplo).

É altamente relevante considerar reduzir os custos na atividade empresarial em função de uma maior lucratividade.

Quais são os custos de produção e critérios de custos para rateio?

Em primeiro lugar, vamos à definição básica de custos diretos e indiretos. Temos:

Custos diretos

Gastos relacionados, de maneira direta, ao produto, à linha de produto e ao centro de custo ou departamento, sendo incluídos diretamente no cálculo dos produtos. Como exemplo, na construção civil, podemos apontar como custo direto as matérias-primas empregadas na construção, na mão de obra e nos serviços contratados.

Custos indiretos

Por sua vez, os custos indiretos têm mais a ver com tudo aquilo que não pode ser diretamente relacionado ao valor final de um produto ou serviço utilizado. Portanto, são aqueles que operam indiretamente à condução da sua obra, como a mão de obra indireta. A mão de obra indireta é aquela que é rateada por horas/homem e os gastos com energia, baseados nessa mesma proporção de horas/máquinas, utilizadas em qualquer etapa de sua produção.

Além disso, podem ser considerados custos indiretos os gastos que não sejam diretamente associados ao produto, linha de produto, centro de custo ou departamento. Podem ser aqueles custos que precisam de taxas e outros critérios de rateio para que sejam relacionados aos itens custeados. Exemplos desse tipo de custo podem ser vistos logo abaixo:

  • Valores aplicados à prestação de algum tipo de serviço;
  • Depreciação do material de construção e outros elementos relacionados à obra;
  • Seguros;
  • Manutenção do maquinário.

Existem, ainda, outras questões a considerar, como:

O que é custo fixo?

Para aprofundar assertivamente nos conceitos de custos diretos e indiretos precisamos, também, compreender os custos fixos e variáveis.

O primeiro está amplamente associado aos investimentos feitos pela empresa, e que se repetem ao longo dos meses. Por exemplo: os custos com a folha de pagamento.

Vale observar que o custo fixo também é conhecido como “custo de estrutura”, uma vez que são gastos focados na capacidade produtiva da empresa. Isso significa, então, que os valores — ainda que mudem — são secundários, mas a atenção deve ser dada à periodicidade.

Portanto, por mais que o valor final da folha de pagamento mude, aqui e ali, ao longo de um trimestre, só a certeza de ter que arcar com ela já destaca-a como um custo fixo.

O que é custo variável?

Por sua vez, além dos custos diretos e indiretos e do acima citado, temos o custo variável. Trata-se de qualquer investimento que sofra alterações em curto prazo.

Em geral, são modificações que podem ser percebidas tanto na produção quanto nas vendas. Quer alguns exemplos do que poderia se encaixar nesse conceito? Aí vão algumas delas:

  • matérias-primas;
  • insumos de produção;
  • taxas e tributos.

São dados, como podemos perceber, que influenciam bastante a elaboração de um orçamento. Especialmente, quando a empresa passa a produzir mais e a vender em quantidades maiores, pois são dados que se modificam com base na sua capacidade de produção.

Por isso, vale a pena considerar, sim, os custos diretos e indiretos, mas não manter-se exclusivamente preso a eles. Vale observar, ainda, outra questão relevante sobre o assunto!

Volume ou produto?

Aí vai uma dica para entender os custos diretos e indiretos, e também como diferenciar um custo fixo do custo variável.

Como vimos, acima, a ideia básica para a diferenciação de ambos os custos é por meio da periodicidade. Alguns casos também pode ser avaliados com mais eficácia a partir da análise do volume ou o produto.

Assim, a quantidade, quando se torna a variante frequente na observação de um gasto, é vista como um custo variável. Agora, quando o produto é o mesmo, independentemente da quantidade produzida, atém-se à ideia de custo fixo.

Mas, para irmos além e compreender como isso tudo se aproxima da elaboração de um orçamento, e também das noções de custos diretos e indiretos, vamos entender um pouco mais sobre ambos, e as características de cada um deles.

Como diferenciar os custos diretos e indiretos?

É importante que a empresa tenha pleno conhecimento de tudo aquilo que entra e sai do seu sistema de requisições. Isso ajuda a identificar melhor o que diz respeito a um custo direto e indireto durante a condução da obra.

Entretanto, especificamente para os custos diretos, é bom contar com o auxílio de um sistema de apontamentos, que facilita analisar quais operários atuaram em cada tipo de serviço ou produto, agilizando o gerenciamento da obra. Ordens de serviço também são muito comuns no meio, pois garantem uma verificação facilitada a respeito dos custos. Mas, para calcular especificamente os custos diretos e indiretos, veremos a seguir um método prático:

Como calcular os custos diretos?

Por ser um valor relacionado ao conjunto de serviços utilizados para compor a obra — envolvendo uma série de gastos, como materiais, equipamentos e mão de obra —, o primeiro passo para avaliar os custos diretos da produção é a listagem desses custos. Depois, é preciso calcular o custo unitário de cada um desses serviços.

Após feito isso, é importante avaliar o custo unitário, tanto dos serviços — como o salário dos trabalhadores — quanto dos materiais utilizados — que pode ser feito por meio de consultas diretas com o seu fornecedor. Com todos os valores unitários apontados em sua listagem, basta multiplicá-los pelos respectivos quantitativos. Dessa maneira, obtém-se os custos de cada tipo de serviço e que, em sua totalidade, revela o subtotal dos custos diretos.

Como calcular os custos indiretos?

Tal qual vimos anteriormente, os custos indiretos podem ser considerados os serviços de apoio que complementam a execução da sua obra. Isso pode implicar, por exemplo, na construção de instalações provisórias para o canteiro de obras, como escritórios, banheiros, vestiários e refeitórios.

Consequentemente, toda essa contratação envolve outros custos, como a administração local, o consumo de recursos — como energia elétrica e água — e materiais de limpeza. Dessa maneira, isso tudo deve ser relacionado em sua planilha como custos indiretos, o que, muitas vezes, tende a dar uma dor de cabeça ao orçamentista, que acabam por não distingui-los dos custos diretos. Assim, é importante calcular o custo unitário desses serviços complementares para, então, serem multiplicados também pelos respectivos quantitativos, assim como foi feito para preencher os valores de custos diretos.

Com ambos os valores em mãos, para se ter o orçamento total da obra, é preciso calcular o BDI — Benefício e Despesas Indiretas. Este importante valor é considerado uma margem aplicada para calcular o preço de venda no comércio. Quando pensamos nesse coeficiente aplicado na construção civil, devemos levar em consideração:

  • aspectos que compõem o preço de venda no comércio;
  • rateio da Administração Central;
  • despesas Financeiras de capital de giro;
  • taxa de Risco do Empreendimento;
  • todos os tributos federais e municipais;
  • despesas comerciais;
  • lucro do empreendedor.

No setor de construção civil, o BDI costuma variar de 30% a 40% do seu custo total. Por fim, vale a recomendação ao orçamentista de que esse cálculo deve ser constantemente monitorado. Uma vez que, muitos custos, como a Administração Local, a alimentação, o EPI e a Mobilização e Desmobilização, já foram considerados custos indiretos e, por conta de modificações na legislação vigente, tornam-se custos diretos. Até por isso, falamos no início deste texto que um bom orçamentista não se atém apenas ao seu campo de atuação, devendo ser um profissional completo e em contínua atualização.

Depois do que vimos por aqui, você acha que ficou com alguma dúvida pendente a respeito dos custos diretos e indiretos? Para complementar tudo o que vimos por aqui, com uma série de outros conhecimentos e novidades que podem ser aplicados nos seus canteiros de obras, convidamos você para baixar, gratuitamente, o nosso e-book gestão de ativos na construção civil: controlando o patrimônio de forma precisa!