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Categoria: Suprimentos

Drywall : Características, aplicação e vantagens da estrutura na construção civil

drywall

A construção civil é uma área que está sempre em busca de inovações para tornar os processos mais eficientes, econômicos e sustentáveis. O drywall, também conhecido como gesso acartonado, é uma dessas inovações que vem ganhando destaque nas construções modernas. 

Neste artigo, exploraremos o que é o drywall, para que ele serve, suas principais características, vantagens e desvantagens, a vida útil do sistema, e concluiremos destacando seu papel significativo na construção civil contemporânea.

O que é Drywall?

O termo “drywall” refere-se a um sistema construtivo moderno que revolucionou a forma como encaramos a construção de estruturas internas. Essa tecnologia inovadora consiste em placas de gesso, também conhecidas como placas de drywall, revestidas por papel-cartão, as quais são fixadas em estruturas metálicas. 

A palavra “drywall” é, na verdade, uma tradução literal do inglês, onde “dry” significa “seco” e “wall” se traduz como “parede”. Esse nome reflete a principal característica desse método construtivo: a ausência de processos úmidos, como o uso de argamassa, comuns em métodos tradicionais.

Para que ele serve?

O drywall possui diversas aplicações na construção civil, sendo utilizado para a criação de paredes, forros e até mesmo elementos decorativos. Sua versatilidade permite a criação de estruturas complexas e divisões internas em ambientes residenciais, comerciais e industriais. Além disso, o drywall é frequentemente empregado para a execução rápida e eficiente de reformas, devido à facilidade de instalação e desmontagem das estruturas.

Vejamos mais de perto como o drywall se destaca em diferentes utilizações:

Divisões internas e paredes: uma das aplicações mais comuns do drywall é na formação de paredes internas em residências, escritórios e estabelecimentos comerciais. Sua leveza e facilidade de instalação tornam possível criar divisões de ambientes de maneira rápida e sem os transtornos associados aos métodos tradicionais;

Forros e rebaixamento de tetos: o drywall é frequentemente utilizado para criar forros e rebaixamento de tetos, proporcionando um acabamento suave e uniforme. Essa aplicação não apenas confere um visual moderno aos espaços, mas também oferece a vantagem adicional de facilitar a instalação de sistemas elétricos e de iluminação embutida;

Elementos decorativos: a maleabilidade do drywall possibilita a criação de elementos decorativos personalizados, como sancas, nichos e detalhes arquitetônicos complexos. Essa flexibilidade permite que os designers e arquitetos explorem e expressem sua criatividade de maneiras que seriam desafiadoras com métodos construtivos mais tradicionais;

Revestimentos acústicos: devido à sua composição e capacidade de receber materiais isolantes, o drywall é frequentemente empregado na criação de sistemas de revestimento acústico. Isso é especialmente valioso em ambientes onde o controle do som é essencial, como estúdios, salas de home theater e escritórios;

Rapid Wall Replacement em reformas: a capacidade do drywall de ser instalado e desmontado rapidamente torna-o ideal para reformas e atualizações de espaços existentes. Essa característica permite alterações estruturais sem os transtornos prolongados associados a métodos construtivos convencionais.

Em resumo, o drywall serve como uma solução construtiva multifuncional, adaptando-se a uma variedade de necessidades e oferecendo benefícios significativos em termos de eficiência, estética e praticidade. 

Principais características do sistema drywall

  • Leveza: o drywall é notavelmente mais leve em comparação com a alvenaria convencional, facilitando o transporte e a manipulação durante a construção;
  • Versatilidade: a flexibilidade do drywall permite a criação de formas variadas, atendendo às necessidades arquitetônicas mais exigentes;
  • Isolamento térmico e acústico: o sistema é eficaz na criação de ambientes com isolamento térmico e acústico, proporcionando conforto aos ocupantes;
  • Rapidez na execução: A instalação do drywall é rápida, contribuindo para a agilidade na conclusão das obras.

Vantagens em utilizar a estrutura

Sustentabilidade

A sustentabilidade é uma consideração essencial na evolução da construção civil, e o drywall emerge como uma opção que atende a esse imperativo de maneira notável. Sua abordagem construtiva, centrada na eficiência e no respeito ao meio ambiente, destaca-se em diversos aspectos sustentáveis, como menor impacto ambiental, redução de resíduos, eficiência energética, menor consumo de água, entre outros.

Dessa forma, a produção do drywall consome menos recursos naturais em comparação com materiais tradicionais, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

Economia de espaço 

A capacidade do drywall de manter sua resistência estrutural com paredes mais finas é um diferencial significativo. Isso se traduz em mais espaço disponível, especialmente em ambientes onde cada centímetro conta, como em apartamentos pequenos, escritórios compactos e áreas comerciais de alta demanda.

A natureza leve do drywall também é particularmente benéfica para projetos, pois minimiza as cargas estruturais sobre a fundação do edifício. Essa vantagem busca otimizar o espaço vertical dos empreendimentos, como em construções mais altas, onde a redução de peso é uma consideração essencial.

Facilidade de manutenção

Uma das principais vantagens do drywall é a sua capacidade de ser facilmente acessado para reparos ou modificações. Seja para ajustes em instalações elétricas, hidráulicas ou mesmo para a incorporação de novos elementos, as placas de drywall podem ser removidas e recolocadas com relativa facilidade, minimizando a necessidade de demolição e reconstrução.

Danos pontuais, como furos ou rachaduras, também podem ser reparados de forma rápida e não invasiva no drywall. A substituição de uma placa danificada ou a aplicação de massa corrida são processos ágeis, evitando longos períodos de inatividade em comparação com métodos tradicionais de reparo.

Custo-Benefício 

Comparado a métodos construtivos tradicionais, como a alvenaria convencional, o drywall frequentemente resulta em custos iniciais significativamente menores. A facilidade de instalação, aliada ao menor tempo de construção, contribui para a redução de despesas com mão de obra e materiais, tornando-o uma escolha atrativa para construtores e investidores.

O custo-benefício também é visto na utilização de materiais, minimizando o desperdício comum em métodos construtivos mais tradicionais. A capacidade de cortar as placas no local conforme necessário reduz os custos associados a materiais excedentes, contribuindo para uma gestão mais precisa do orçamento.

Desvantagens do Drywall

Embora o drywall apresente uma variedade de vantagens, é essencial considerar também suas desvantagens para uma avaliação completa e equilibrada. Embora seja uma opção construtiva notavelmente versátil, o drywall pode não ser a escolha ideal em todas as situações. Abaixo, destacamos algumas desvantagens associadas ao uso do drywall na construção civil:

  • Sensibilidade à umidade: o drywall é sensível à umidade, o que pode resultar em danos significativos se for exposto a ambientes úmidos por períodos prolongados. Em áreas propensas à umidade, como banheiros e cozinhas, é crucial adotar precauções adicionais ou considerar outras alternativas resistentes à água;
  • Impacto na isolação acústica: embora o drywall seja eficaz no isolamento acústico quando usado corretamente, em algumas situações, sua performance pode ser inferior à de materiais mais densos, como concreto. Em ambientes que demandam um alto nível de isolamento acústico, pode ser necessário considerar estratégias adicionais;
  • Custo inicial comparativo em alguns casos: geralmente mais econômico em muitas situações, em alguns casos específicos, o drywall pode ter um custo inicial comparativo maior, dependendo da complexidade da instalação, da necessidade de tratamentos especiais (como resistência à umidade) e das características específicas do projeto;
  • Dificuldade em ambientes com elevada carga de trabalho: em áreas de tráfego intenso ou onde há uma alta carga de trabalho nas paredes, como em ambientes comerciais movimentados, o drywall pode ser mais suscetível a danos por impacto, sendo necessário considerar soluções adicionais de reforço ou proteção;
  • Limitações na ancoragem de elementos pesados: a fixação de elementos muito pesados, como prateleiras extremamente carregadas ou equipamentos pesados, pode ser desafiadora no drywall padrão. Em tais casos, pode ser necessário utilizar reforços estruturais ou métodos de ancoragem especiais;
  • Incompatibilidade com ambientes externos: o drywall é projetado especificamente para ambientes internos. Sua sensibilidade à umidade e falta de resistência às condições climáticas tornam-no inadequado para uso externo, limitando sua aplicação a áreas internas.

Qual a vida útil do drywall?

A vida útil do drywall depende de diversos fatores, incluindo as condições ambientais, a manutenção adequada e o tipo de aplicação. Em ambientes internos, o drywall bem instalado e mantido pode ter uma vida útil significativa, proporcionando durabilidade e estabilidade ao longo dos anos.

Em síntese, o drywall é uma solução inovadora que apresenta características únicas, vantagens notáveis e algumas limitações. Sua aplicação na construção civil reflete a busca constante por métodos construtivos mais eficientes e sustentáveis. Ao considerar a leveza, versatilidade e economia que o drywall proporciona, torna-se evidente o papel essencial desse sistema na moldagem dos espaços contemporâneos.

A compreensão equilibrada entre as vantagens e desvantagens, aliada à manutenção adequada, contribuirá para a maximização dos benefícios do drywall ao longo do tempo, consolidando seu lugar como uma alternativa valiosa na construção civil moderna.

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Como ter um melhor controle de materiais na construção civil?

A execução de uma obra requer a compra de diversos itens, que irão compor desde a sua estrutura até o acabamento. Principalmente para construtoras que trabalham com mais de um empreendimento, o controle de materiais é fundamental para evitar a falta ou excesso deles.

A ineficiência desse controle pode gerar desperdício, atrasos na entrega, diferença na qualidade ou estética de certos componentes, entre outros problemas. Ainda existe o cuidado necessário na aquisição de equipamentos e ferramentas, que podem demandar novas compras para reposição.

O controle de materiais é apenas uma entre diversas atividades que demandam acompanhamento dos responsáveis pela obra. Fica difícil fazer isso sem a ajuda de métodos e ferramentas auxiliares, concorda?

Para ajudar, separamos algumas dicas úteis para um controle de materiais eficiente. Confira e evite problemas!

O impacto do controle de materiais nos diferentes processos de uma construção

A gestão dos materiais necessários para uma construção precisam ser considerados desde o planejamento da obra. É fundamental, portanto, que o controle de materiais receba a atenção necessária em todas as etapas e processos. No momento de planejar, o orçamento deverá conter todos os insumos necessários, da maneira mais precisa possível.

Essa precisão é importante porque não é apenas a falta de um material que gera problemas, mas também o excesso. Mais do que isso, é fundamental planejar o armazenamento dos produtos ou alinhar-se com os fornecedores para uma entrega seriada de acordo com o cronograma de construção.

Isso ajuda a evitar desperdícios. Por outro lado, é fundamental lidar com fornecedores de confiança para impedir atrasos no cronograma, o que acarretaria em demora na entrega ao cliente e outros problemas decorrentes disso.

Sendo assim, o controle de materiais envolve processos incorporados no planejamento, orçamento e cronograma, além de processos próprios, como compras, controle de estoque, armazenamento e logística. Cada um desses momentos deve ser considerado nos custos a serem repassados ao cliente.

4 Benefícios de um controle de materiais eficiente na construção civil

O controle de materiais extrapola a prevenção de prejuízos e problemas. Ele poderá proporcionar vantagens e diferenciais para a construtora caso seja encarado de maneira estratégica. Veja alguns exemplos dos benefícios de profissionalizar essa atividade:

1. Maior poder de negociação com fornecedores

Todo fornecedor gosta de receber um pedido grande e organizado. Com um orçamento devidamente elaborado, é possível conseguir melhores preços para os materiais, sem precisar comprar a mais ou comprometer a qualidade.

Isso acontece simplesmente porque com um controle de materiais adequado é possível fazer pesquisas mais refinadas e atrair fornecedores que preferem ter empresas bem estruturadas como clientes.

2. Vantagens por antecipação da compra

Quando a compra dos itens é programada com antecedência, é possível conseguir melhores preços com alguns fornecedores. Alguns estabelecimentos fazem isso, por exemplo, porque economizam com armazenamento, planejando a compra direto para a entrega ao cliente.

Essa alternativa também pode oferecer um frete mais barato e, no final, gerar uma economia considerável. Talvez não seja algo interessante para todos os materiais, mas pode ser uma opção para os que não serão utilizados no início da obra.

3. Evita problemas de armazenamento

Quando se faz um bom controle de materiais fica mais fácil organizar e gerenciar o local de armazenamento. Esse é um fator de muito impacto no orçamento, pois geralmente estes locais são alugados ou demandam manutenção. Além disso, há certos materiais que precisam de cuidados específicos. A gestão dos materiais auxiliará na organização das necessidades de armazenamento, evitando prejuízos.

4. Qualificar as próximas compras de materiais

Se o controle de materiais favorece a obra para o qual ele foi realizado, ele não para por aí. Os dados que ele produz podem auxiliar na otimização de futuros orçamentos e gerenciamento de insumos para obras futuras.

É possível, por exemplo, rever se o uso de certos materiais e métodos construtivos foram interessantes, ou se poderiam ser substituídos por alternativas melhores. Igualmente, ele ajuda a avaliar a viabilidade de permanecer negociando com um fornecedor ou buscar por outros.

Enfim, semelhante a outros dados, cada controle ajudará a tomar decisões melhores e mais acertadas na próxima construção.

Dicas para fazer um controle de materiais com qualidade

Se você ainda não faz o controle de materiais em sua rotina, é hora de começar. Mas, talvez você faça e não esteja alcançando os resultados esperados com essa atividade. Em todo caso, as dicas a seguir vão te ajudar a gerenciar os insumos da obra com mais eficiência. Vamos lá!

O controle dos materiais começa antes da compra

Como já observamos, é preciso pensar na gestão dos insumos desde o planejamento e orçamento. Essa etapa te ajudará a organizar os próximos passos com maior facilidade. Em cada momento, registre e atualize os dados dos materiais com todas as informações que forem pertinentes.

Monitore as compras, as entregas e o estoque

Quando de posse dos materiais, o primeiro passo é fazer uma vistoria atenta de tudo o que estiver no estoque. Anote a quantidade, a marca, a data de chegada, entre outros pontos, para ter total controle.

Caso as entregas sejam fracionadas, repita esse processo em cada recebimento, organizando os produtos de acordo com o status de compra, entrega, localização e o que mais for útil para ter clareza da situação de cada material.

Providencie armazenamento adequado para cada material

Destinar locais adequados para armazenamento das matérias primas é algo a ser feito antes da entrega dos produtos. Em caso de transporte, este também precisará ser planejado de acordo com as propriedades de cada produto.

Alguns materiais, por exemplo, precisam ficar abrigados da chuva. Outros não podem permanecer expostos ao sol. Há ainda os que demandam cuidado no manuseio. Cada detalhe deve ser considerado para evitar perdas.

Atenção à logística do estoque armazenado

Obviamente, os materiais armazenados precisarão ser utilizados em algum momento na construção. Para evitar problemas e atrasos, é importante assegurar a facilidade de localização dos materiais, assim como o espaço suficiente para circulação de acordo com o método de retirada de cada um.

Se a areia, por exemplo, precisar ser retirada com o trator, é necessário ter espaço disponível para que a máquina transite. A falta de atenção aos aspectos logísticos do estoque de materiais poderá resultar em lentidão no progresso da obra ou mesmo em danos a equipamentos, materiais e, em situações extremas, maior risco de acidentes.

Registre e atualize os dados de controle

Para a fluidez das etapas, é preciso que o controle de materiais seja atualizado com agilidade, incluindo todas as entradas e saídas, em planilhas configuradas para oferecer uma visão clara do uso dos produtos.

Esse monitoramento permite identificar desperdícios e imprevistos em tempo de corrigir o que estiver inadequado ou criar planos para lidar com situações inesperadas. Essa etapa é fundamental para prevenir problemas que resultem no atraso da entrega da obra e outros prejuízos.

Automatize os processos administrativos da construção

O controle de materiais feito manualmente é trabalhoso, demorado e sujeito a muitos erros. Uma das razões é que a atividade quase sempre divide a atenção do responsável com várias outras. Fora isso, qualquer tarefa repetitiva e minuciosa é cansativa para a mente humana.

Esse e outros processos podem ser melhor executados por meio da automatização, utilizando, por exemplo, softwares ou ERPs. Além de maior precisão, com um sistema inteligente é possível ter atualizações em tempo real e variáveis mais amplas para previsão de cenários.

O uso da tecnologia para automatização de processos burocráticos, na construção civil, é um investimento com retorno certo nos resultados. Toda construtora que deseja crescer, aumentar o rendimento e se destacar no mercado, precisa organizar os seus processos de maneira excepcional.

O controle de materiais, como você já sabe, é apenas um desses elementos importantes. Na construção civil não temos meio termo: cada atividade interfere nas outras e, consequentemente, no resultado final. Buscar o auxílio da tecnologia é uma resposta adequada à complexidade desse mercado.

Uma resposta ainda mais adequada é utilizar sistemas criados especificamente para a engenharia civil, como os softwares da 90TI. São soluções diferentes, para atender às necessidades de informatização das diversas construtoras. Saiba mais sobre a 90Ti e suas soluções!

Entenda para que serve o memorial descritivo na construção civil!

memorial descritivo

O memorial descritivo possui um papel significativo para a construção civil, pois, além de ser  obrigatório — de acordo com a Lei 4.591/64 —, esse documento público é composto por um detalhamento aprofundado de todas as partes do empreendimento imobiliário.

Por causa disso, o memorial descritivo (que deve ser registrado em cartório) é essencial para validar que a construtora ou incorporadora trabalha com transparência, dando mais segurança em relação à entrega do imóvel, sobretudo os que são vendidos ainda na planta.

Por estas razões, contar com o memorial descritivo é algo necessário e importante, principalmente sob a ótica do consumidor, uma vez que lhe oferece mais segurança e garantias. 

Além disso, por ser um documento que deve estar em constante atualização, deixa todos os envolvidos na obra a par do projeto.

Já que este é um documento essencial na engenharia civil, hoje vamos entender melhor o conceito de memorial descritivo, explicar como fazê-lo e apontar as facilidades que o documento pode oferecer aos envolvidos. Confira!

O que é o memorial descritivo?

Como dito na introdução, o memorial descritivo é uma etapa anterior à execução da obra: trata-se de um documento público e exigido por lei, que deve ser elaborado como um verdadeiro descritivo detalhado de tudo o que irá compor aquele projeto.

Com ele, a construtora consegue estabelecer um traço de seriedade em sua obra, tendo-a pronta no papel, primeiramente, provando os meios para a viabilidade do empreendimento. É, portanto, um material que fornece mais segurança ao consumidor final.

Especialmente porque as obras são passíveis de atrasos e de outros problemas na entrega. Por isso, o memorial ajuda a trazer mais confiança na relação entre o cliente e a construtora e a reduzir a resistência criada por casos de entregas prometidas que nunca foram concretizadas, ou ainda fora dos padrões esperados pelos consumidores.

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Qual a importância do memorial descritivo?

Além dessa segurança prometida ao consumidor, o memorial descritivo também é uma espécie de “bússola” para a execução da obra. Afinal de contas, por meio dele é que ocorre o gerenciamento da execução de obras.

Disponível para consulta, o documento permite que sejam analisados os detalhes do projeto, para que todos possam visualizar como ficará o empreendimento quando finalizado. 

Vale apontar, inclusive, o desafio que é a elaboração do memorial descritivo, tendo em vista que ele deve seguir todos os padrões de qualidade já exigidos pela indústria e pela ABNT.

Quais informações devem estar presentes?

O memorial descritivo precisa ter todas as informações sobre a obra. 

Dessa forma, o imóvel deve ser descrito de forma bem detalhada e o documento tem que ser registrado em cartório.

Essa descrição deve ser seguida à risca, ou seja, a obra tem que transcorrer exatamente como informado, inclusive, a entrega deve respeitar fielmente a data registrada no memorial. 

Portanto, isso significa que o memorial deve ser descrito exatamente como a planta aprovada do projeto, sobretudo com todo o material que será utilizado para a construção do imóvel, desde a fundação até os acabamentos finais. 

Diante da exigência por lei em elaborar o memorial descritivo, é hora de colocar em prática os conhecimentos. Para isso, o documento deverá conter os seguintes tópicos e respectivas informações a respeito do empreendimento:

  •  objeto do projeto imobiliário;
  •  as especificações do empreendimento;
  •  a escritura na qual a obra será executada;
  •  o nome do proprietário;
  •  a localização (o endereço) de onde o projeto ficará alocado;
  •  zona de uso, com detalhamento a respeito da área total a ser construída;
  •  a negativa de débito emitida pela prefeitura, bem como a aprovação para início da obra;
  •  os nomes e respectivos CREA e CAU dos profissionais responsáveis pela obra;
  •  as instalações e devidas proteções para a execução do projeto;
  •  tópicos relativos à movimentação de terra, drenagem, impermeabilização, fundação, estrutura e especificações técnicas do empreendimento;
  •  serviços preliminares;
  •  os tipos de cobertura e de alvenaria utilizados;
  •  descritivo dos vidros, pisos, forros, esquadrias e revestimentos considerados para o projeto;
  •  apontamentos a respeito das instalações elétricas e hidráulicas;
  •  materiais usados para compor os metais, louças e pinturas do empreendimento;
  •  realizações de limpeza e verificação final da obra;
  •  cuidados com relação à ocorrência de incêndios;
  •  baixas decorrentes do projeto;
  •  Considerações finais.     

Por que o memorial descritivo é importante?

O memorial descritivo é importante sob quatro principais aspectos. Veja abaixo: 

1. Para as vendas e imagem da empresa

Elaborar e manter o memorial descritivo atualizado é um desafio comum. No entanto, muitas vezes esse documento é deixado de lado, o que pode gerar um grande problema. 

Por ser um material exigido por lei e por comprovar que o imóvel existe e está regularizado, deixá-lo de lado pode comprometer muito a imagem da construtora. Dessa forma, a empresa pode ganhar uma reputação de falta de seriedade e não confiável, o que impacta diretamente em seu valor executivo.  

Isso também  pode causar queda nas vendas, além de outros tipos de prejuízos financeiros. 

2. Para segurança dos clientes

Quantas vezes já ouvimos sobre consumidores serem lesados por fraudes ao comprar imóveis na planta sem que tenham algum tipo de garantia?

Para evitar esse tipo de problema é que existe o memorial descritivo. Aliás, pelo documento o cliente pode também verificar as marcas dos materiais que serão utilizados no acabamento. Assim também não corre o risco de pagar caro por algo e receber um imóvel com materiais de baixa qualidade, por exemplo. 

3. Para o andamento da obra

O memorial descritivo é um documento que auxilia bastante os profissionais nos processos mais práticos e operacionais da obra. Ele ajuda com o orçamento, com o cronograma físico-financeiro e demais etapas que os engenheiros precisam de informações sobre o projeto. 

4. Como proteção à construtora/incorporadora

Assim como o cliente pode se precaver de receber seu imóvel com materiais de baixa qualidade, conforme demos o exemplo anteriormente, a construtora ou incorporadora também pode se proteger de ações legais. 

Como está tudo detalhado no memorial, quando receber o imóvel o cliente não poderá entrar com algum tipo de ação na justiça, sob alegação de problemas com a entrega (desde que esteja tudo certo, é claro).

Existe relação entre o memorial descritivo e a NBR 15575?

Com base no que vimos acima, o memorial descritivo deve seguir uma série de conceitos e normas estabelecidos no setor de construção civil. Entre eles, as diretrizes estipuladas para garantir conforto, segurança e resistência às obras, e presentes na Norma de Desempenho de Edificações Habitacionais: a NBR 15575.

Em vigor desde julho de 2013, a NBR 15575 assumiu um papel importante na construção civil. Afinal, as construtoras e seus respectivos empreendimentos passaram a encontrar obrigatoriedade na adequação às exigências deste documento.

Na norma constam objetivos, parâmetros mínimos e limites estabelecidos para que a obra se traduza em solidez, conforto e segurança aos proprietários. Isso, claro, a partir de edificações concluídas após a NBR 15575 entrar em vigor — obras anteriores a isso permanecem de acordo com as estipulações até então seguidas pelas construtoras.

Daí a relação com o memorial descritivo: por meio da NBR 15575 as empresas conseguem equilibrar os objetivos de seus projetos de acordo com os parâmetros estabelecidos na norma de desempenho.

Como fazer um memorial descritivo?

Para que você tenha uma ideia, veja 6 principais passos para fazer um memorial descritivo:

1. Dados da obra

Na primeira página deve constar os principais dados, como o nome do projeto, que é definido pelo tipo de obra. Aliás, esse tipo também define o modelo de memorial que deverá ser criado (leia sobre os tipos de memoriais no tópico seguinte). 

2. Informações sobre proprietário e localização da obra

Também na primeira página deverá ter a identificação da empresa responsável (com CNPJ), assim como o nome dos profissionais, com seu número de registro no CREA. Além disso, há outra informação que precisa constar, que são os dados para fiscalização.

Da mesma forma, precisa constar onde está localizada a construção. Já o estudo do terreno e demais informações como relevo, irrigação e outros fatores, são informados no miolo do memorial.

3. Etapas da construção detalhadas

Tudo tem que estar anexado ao memorial: informações sobre alvenaria, acabamentos, hidráulica, elétrica etc.  Tudo que foi projetado deve constar no documento. 

4. Alvenaria e acabamentos

A especificação da alvenaria nada mais é do que listar quantidades e tipos de materiais. Da mesma forma, detalhes como: qual será o pé direito, quantos andares terá a obra, se terá elevador etc. 

Entretanto, a etapa dos acabamentos é a mais delicada. Tudo precisa ser especificado de forma minuciosa. Imagine se isso não for feito e a obra tiver no orçamento um chão de ardósia e o cliente exigir que seja de mármore? Se tudo estiver devidamente registrado, esse tipo de problema não ocorrerá. 

5. As normas que definem os cálculos

Existem muitas normas voltadas à construção civil. E para que projetos sejam aprovados, os insumos não podem ser insuficientes. Por isso, o cálculo deve ser o mais exato possível. 

Dentre algumas normas para esse segmento estão:

  •   NBR 6118: orienta projetos de estruturas de concreto;
  •   NBR 7480: relacionada a barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado;
  •   NBR 8800: orienta projetos e execução de estruturas de aço de edifícios.

6. Objetivo do projeto

O projeto deve ter um objetivo claro e uma meta atingível, ou seja, não adianta estipular algo que não será cumprido. Exemplos de objetivos:

  • ser uma construção ecológica e sustentável;
  • construir uma residência popular mais econômica;
  • ser o prédio mais envidraçado da cidade etc.

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Quais são os tipos de memorial?

Como dissemos acima, há um tipo de memorial para cada empreendimento. Então conheça quais são e em quais tipos de obras são usados:

  • residencial: contém de forma detalhada todas as informações de obras para uso estritamente residenciais, como apartamentos e casas;
  • comercial: é igual ao residencial, mas destinado ao detalhamento de construções para uso comercial, como lojas, lanchonetes, supermercados etc.;
  • para execução de piscina: se a obra for de construção, colocação ou reforma de piscinas, ela deve ter um memorial somente para essa finalidade;
  • memorial de desmembramento: voltado ao desmembramento de lotes ou terrenos;
  • de unificação: este memorial vai na contramão do anterior, deve ser usado quando dois ou mais lotes ou terrenos foram unificados; 
  • de residência para demolição: quando um imóvel for demolido, é preciso de um memorial com todos os detalhes do processo; 
  • memorial descritivo de tanque séptico e fossa: este memorial é normalmente em forma de desenhos, para situações em que não há disponibilidade de uso da rede pública de esgoto. 

Qual é a relevância do memorial descritivo para a construtora e seus clientes?

Com um memorial descritivo em mãos, qualquer pessoa pode atestar algumas questões pertinentes à obra, como:

  • o cumprimento da construtora com relação às normas técnicas exigidas;
  •  os detalhes referentes aos padrões de qualidade;
  •   as especificações de todo material e equipamento utilizados para compor o projeto;
  •   as marcas usadas de cada material, conferindo qualidade e segurança à obra.

Para as construtoras, é um documento que também funciona como uma verdadeira cartilha. Com ele, o projeto sai do papel e assume, gradativamente, volume e forma no canteiro de obras. Além disso, é uma evidência daquilo que foi acordado com os consumidores.

Ou seja: é um documento cheio de promessas e expectativas do qual eles podem colocar a sua confiança à prova. Cumpri-los significa um desenvolvimento positivo da marca aos olhos do mercado e do seu consumidor.

Inclusive, o memorial descritivo é um documento de evidências para os clientes. Traz conforto, segurança e atesta os direitos que ele terá para exigir ao longo da obra — bem como quando finalizado. Trata-se, portanto, de um documento fundamental para todos os envolvidos.

Você certamente já conseguiu notar a importância do memorial de um projeto. Afinal, ele se traduz como todo o projeto descrito, indicando como deverá ficar após finalizado. Isso permite avaliar, por exemplo, os melhores caminhos para a entrega do produto final, além de otimizar e reduzir os  custos na obra.

Quer conhecer mais a respeito da relevância do memorial descritivo, e como as empresas podem elaborá-lo para estabelecer um relacionamento de qualidade com os clientes? Então, entre em contato conosco!

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As vantagens e desvantagens do steel frame

O concreto armado é um dos mais utilizados na construção em nosso país. Mas, nossa questão é: tendo em vista a forte popularização do steel frame, o concreto armado ainda seria a melhor opção?

Em uma época de muitas iniciativas sustentáveis, é importante que as empresas saibam como dar novas perspectivas aos seus projetos. O steel frame desempenha esse papel com mais qualidade que o concreto armado, por exemplo. E isso não é tudo!

Quais são os diferenciais — e os aspectos a serem levados em consideração — ao usar esse material? Continue a leitura conosco e entenda o que é o steel frame e quais são as suas vantagens e desvantagens!

O que é o steel frame?

A industrialização revolucionou por completo a arquitetura das cidades. O wood frame (madeira) foi prontamente substituído pelo concreto por conta de sua durabilidade, resistência e possibilidades de expandir o imaginário arquitetônico e da engenharia civil.

Só que, meados do século 20 e, no período da Segunda Guerra Mundial, as estruturas em aço vingaram como um poderoso instrumento. Não apenas na indústria bélica norte-americana, mas na construção também.

Ali, o termo steel frame começou a se consolidar. Isso porque o excedente de aço após a Segunda Guerra Mundial foi direcionado para a construção civil, sendo um dos materiais mais presentes na arquitetura estadunidense.

Afinal, o que seria o steel frame?

Também conhecido como light steel frame, trata-se de um sistema industrializado composto pela formação de estruturas com perfis de aço galvanizado. Para isso, conta-se com um fechamento à base de placas — tanto de madeira quanto de drywall, ou com o popular fechamento de cimento. Assim, sua formação é baseada em:

  • fechamento externo;
  • isolantes termo-acústicos;
  • fechamento interno.

Nisso, podemos apontar alguns diferenciais que não se observa em outros modelos de construção. Um exemplo é a limpeza do canteiro de obras: o steel frame abdica do uso de água, o que estimula o conceito de construção seca para os projetos de sua empresa. Não à toa, muitos profissionais do setor rotulam dessa maneira esse sistema construtivo.

Diferenciais do steel frame

Ainda, o steel frame é a melhor alternativa para construções nos quesitos:

  • precisão no sistema;
  • cálculos quantitativos — na hora de pensar quais os recursos que serão utilizados;
  • execução da obra, facilitando a composição.

Além disso, a geração de resíduos é nula, praticamente. Vale adiantar que o despejo de concreto — o popular entulho — está entre as principais formas de poluição do país.

Mas, até aqui, falamos precariamente a respeito dessas vantagens. Logo abaixo, nós explicaremos detalhadamente quais são as vantagens em optar pelo steel frame!

Quais são as vantagens em usar o steel frame na construção?

A seguir, vamos listá-las em tópicos, explicando um pouquinho melhor os motivos pelos quais muitos empreendedores têm usado o steel frame em suas construções:

  • a tecnologia é mais avançada, sendo que os seus materiais de acabamento e de características técnicas passam por um rigoroso processo de controle de qualidade;
  • tanto em produtos quanto como base de matéria-prima, o aço é um dos materiais de maior resistência e controle de sua qualidade, o que agrega valor à construção;
  • melhor desempenho em sua estrutura, em parte por conta de sua precisão dimensional;
  • facilidade em obter os perfis, pois são características em abundância na produção da indústria metalúrgica;
  • a longevidade do aço é também mencionada como um diferencial, pois o processo acima mencionado de fechamento confere totais condições de sobrevida à estrutura;
  • o processo de montagem também é bastante celebrado, sendo mais fácil de montá-lo, manuseá-lo e transportá-lo, já que são mais leves do que os materiais tradicionais;
  • o uso de recursos naturais é minimizado, bem como o desperdício e o despejo incorreto de resíduos — que, por sinal, também é significativamente menor;
  • o seu perfil perfurado também facilita processos de acabamento da estrutura, como as instalações hidráulicas e elétricas;
  • facilidade para a execução das ligações;
  • o tempo de obra também é acelerado;
  • estamos falando de um material incombustível e reciclável;
  • mais flexibilidade, o que expande a criatividade dos arquitetos para projetarem os seus futuros trabalhos.

É claro que isso tudo deve ser levado em consideração com cautela, porque existem também alguns fatores que precisam ser observados. Apresentaremos o outro lado da moeda logo abaixo.

Quais são as desvantagens do steel frame?

Ao realizar um projeto, confira se os seus planos condizem com as seguintes limitações, tendo em vista que elas podem inviabilizar o uso do steel frame. São elas:

  • o material, por ser mais leve, configura-se mais viável em projetos de menor porte, como edificações com até 5 andares;
  • internamente, o acabamento também não pode depender de materiais igualmente leves. Com isso, revestimentos mais pesados não são considerados, pois podem danificar a estrutura;
  • a mão de obra especializada ainda não é abundante no país;
  • o serviço, por ser escasso de profissionais habilitados para manusear o steel frame, ainda é um pouco caro, o que inviabiliza a redução de custos no canteiro de obras, no fim das contas.

Vale destacar, entretanto, que a lista de vantagens é maior do que os pontos de atenção, no uso do steel frame. Por isso, pode ser um material a ser considerado em determinados tipos de projetos, até que o seu uso se popularize mais.

Até lá, que tal curtir a nossa página no Facebook? Assim, você fica por dentro, em primeira mão, de outras novidades do setor de construção civil para aplicar na sua empresa!

Saiba o que é importante computar em uma planilha de controle de estoque

Uma eficiente administração de empresas conta com um monitoramento preciso a respeito de toda movimentação que acontece na empresa e no canteiro de obras. Afinal, uma empreiteira ou construtora convive com uma atribulada rotina interna e externa. Daí a Daí a necessidade em contar com soluções que ajudem na gestão, como a planilha de controle de estoque.

Sua relevância se dá pelo princípio básico de ter sempre à mão a quantidade certa de materiais para a composição de um projeto, sem imprevistos. Só que, por outro lado, o estoque abastecido é só uma parte do processo, já que estamos falando também de um investimento para o seu negócio.

E é por isso que vamos ver, neste post, o que deve figurar em sua planilha de controle de estoque, como fazê-la e as vantagens nisso. Acompanhe!

A importância em ter uma planilha de controle de estoque

A planilha de controle de estoque ajuda as empresas a identificarem o fluxo ideal de materiais a serem armazenados e utilizados em curto e médio prazo. Com isso, seu planejamento é mais eficiente e livre de desperdícios e até mesmo prejuízos com negociações pouco vantajosas.

Como os custos no gerenciamento de obras levantam continuamente o sinal de alerta em empreendedores, a planilha de controle de estoque se mostra de alta relevância porque ajuda em uma série de aspectos cotidianos, como:

Controle monetário

Como cada material ou equipamento tem um custo — e eles também podem variar de acordo com cada construção —, a planilha de controle de estoque ajuda a manter os gastos sob vigília.

Assim, são poucas as surpresas que podem impactar o dia a dia de sua empresa, uma vez que as previsões já foram estabelecidas e estão sendo monitoradas.

Controle de entradas

Com um controle preciso, sua equipe sabe com antecedência a quantidade — e até mesmo a qualidade — dos materiais presentes em estoque. Quanto mais detalhado, melhor é a análise que os profissionais poderão fazer para adequá-los em cada projeto, permitindo um custeamento muito mais eficiente.

Controle de saídas

Se as entradas são controladas o mesmo deve ocorrer com cada saída. Isso ajuda a avaliar o melhor período de reposição de cada item utilizado, da mesma maneira que profissionaliza todo o processo.

Por exemplo: com um controle de saídas dá para saber quem solicitou os materiais, o quanto foi utilizado e o quanto deveria ter sido utilizado com base em projeções anteriores. Isso tudo faz com que sua empresa arque cada vez menos com desperdícios e prejuízos.

Como fazer uma planilha de controle de estoque

Para começar a elaborar a sua planilha de controle de estoque, vamos ao básico: comece pela contagem de cada material armazenado, registrando-a junto do consumo médio de cada um deles. Como mencionado, esse exercício favorece a utilização muito mais consciente de cada item, valorizando os custos finais de sua obra.

Para ajudar na visualização de como ficaria uma planilha de controle de estoque, confira abaixo algumas informações que consideramos determinantes para colher os benefícios em utilizá-la no dia a dia de sua empresa:

  • O código aplicado para o material, bem como um descritivo do produto;
  • A unidade pela qual o material pode ser mensurado — como unidade, kg ou metros, entre outras;
  • O estoque mínimo de itens para cada tipo de material;
  • As datas — entrada e saída — que devem ser continuamente atualizadas;
  • O lugar onde esse material pode ser encontrado no estoque ou almoxarifado;
  • O valor de custo — tanto de entrada quanto de saída — e o seu valor atual em estoque;
  • O custo médio — ou de determinado período — de gasto com cada item.

Viu como a planilha de controle de estoque pode agregar muito mais segurança, confiabilidade, agilidade e produtividade à sua empresa? É uma solução bastante completa, que tem tudo para otimizar o fluxo de informações e tornar o seu negócio muito mais eficiente — e sem custos desnecessários.

Atenção ao elaborar a planilha de controle de estoque

Vale adiantar que a planilha de controle de estoque foi idealizada, por muito tempo, à mão. Ou seja: dificilmente, ela era atualizada e os dados calculados obtinham a mesma precisão de uma solução digital, que é atualizada em tempo real e permite uma análise mais ampla e estratégica dos dados armazenados.

Afinal de contas, bons softwares de gestão integram as informações de sua empresa. Por exemplo: o seu estoque ou almoxarifado com relação ao inventário. Esse planejamento se torna mais estratégico, eficaz e alinhado ao dinamismo dos projetos em construção e em planejamento.

Pois, como mencionamos, uma planilha de controle de estoque ajuda a se posicionar em curto, médio e em longo prazo. Isso deixa a sua empresa mais ativa e preparada para suprir as demandas com antecedência, evitando atrasos no cumprimento do cronograma e os já citados prejuízos e desperdícios de toda ordem.

Outro ponto a se considerar é o prazo de validade de diversos materiais. Com uma solução digital a sua planilha de controle de estoque pode considerá-los, criando notificações para que você não os perca por mero detalhe que pode aumentar consideravelmente o custo de uma obra — e sem a menor necessidade disso.

O planejamento de um canteiro de obras também influencia no seu controle de estoque, pois muito do que não foi utilizado em uma pode ser deslocado de maneira logística para outro projeto — ou até mesmo devolvido para o estoque.

Diante da segunda opção, perceba também a importância em ter um controle das saídas e retornos. Assim, evita-se que você compre mais do que necessite, uma vez que nem todo o material requisitado foi usado e pode ser reaproveitado futuramente.

Deu para ter uma noção mais aprofundada do quanto uma solução ágil e integrada pode fazer toda a diferença na composição de uma planilha de controle de estoque? Agora, para que você não perca nenhuma de nossas dicas e novidades, que tal assinar a nossa newsletter? Dessa maneira, tão logo a gente tenha algum conteúdo de seu interesse, ele já estará disponível em sua caixa de e-mails!

5 motivos para usar um sistema ERP com módulos integrados

Hoje em dia, existem múltiplas soluções tecnológicas que nos ajudam a cumprir as responsabilidades diárias com mais agilidade e eficiência. Uma das principais — e de ampla popularidade no setor de Construção Civil — é o sistema ERP com módulos integrados.

Afinal de contas, na Era da Informação Digital, vivemos dias em que o tempo de resposta para os obstáculos e desafios é, basicamente, imediato. Só com o auxílio de sistemas com módulos integrados é que conseguimos visualizar o cenário, como um todo, para antecipar soluções para situações previsíveis e imprevistas. Com uma boa solução ERP, a sua empresa tem muito a lucrar com a implementação dessa alternativa tecnológica e altamente personalizável para atender às suas necessidades e alcançar os objetivos.

Quer saber mais a respeito dos motivos que devem convencer você a analisar o uso de um sistema ERP com módulos integrados? Basta seguir com a leitura deste post!

O que é um sistema ERP com módulos integrados?

Todas as empresas, independente do seu porte e segmento de atuação, já perceberam que vivemos em torno de funcionalidades tecnológicas. Ainda mais para gerar vantagens competitivas e destacar-se diante da concorrência, oferecendo serviços mais ágeis, eficazes e focados em soluções para o consumidor.

Aí a relevância de um bom gerenciamento de suas atividades se faz presente. Seja para alocar recursos, cortar custos ou avaliar a possibilidade de desenvolver novos projetos, tudo isso passa pela compilação e análise de dados, o que esbarra diretamente nas soluções propostas por um sistema ERP com módulos integrados.

ERP é a sigla em inglês para Enterprise Resource Planning. Em resumo: trata-se de um sistema de gestão empresarial.

O que um ERP promove?

Por meio do seu uso, o ERP promove a integração de todos os setores produtivos da empresa, ficando mais fácil analisar a performance dela e como cada equipe tem se comportado em busca de resultados. Como exemplo, imaginemos uma empresa que funcione com diferentes sistemas — sem a integração entre eles — para os setores do seu negócio. Pense na dificuldade em integrar as informações para verificar índices de crescimento, comparar dados de projetos anteriores ou observar oportunidades dentro do contexto administrativo da empresa. Sem falar no alto custo em adquirir softwares e respectivas licenças, suporte técnico ou o treinamento e capacitação das equipes que utilizarão sistemas incapazes de dialogar entre eles.

Por sua vez, o sistema ERP com módulos integrados une a equipe, facilita a comunicação e reduz os custos. Esses são apenas alguns exemplos que, de imediato, podemos apontar ao optar por essa solução tecnológica e versátil.

5 motivos para usar um sistema ERP com módulos integrados

1. Para integrar os departamentos e as equipes

Quanto maior uma empresa, mais difícil é manter a linearidade na comunicação entre os setores e os seus departamentos menores — e também entre setores diferentes. Empresas de pequeno porte também podem sofrer com isso, uma vez que a comunicação — por menor que seja o empreendimento — já começa com obstáculos.

Por isso, um ERP com módulos integrados faz com que os departamentos compreendam as realidades ao seu redor. Imagine, por exemplo, a facilidade que se torna o trabalho de compilação e organização dos dados quando eles já estão segmentados de acordo com o seu respectivo departamento.

Assim, a informação é adquirida com mais rapidez, os resultados podem ser comparados com melhor visualização e os colaboradores entendem melhor os desafios e o momento de cada setor. Isso se traduz em uma perspectiva mais dinâmica de sua empresa como um todo.

2. Integrar os dados de sua empresa e concentrar as informações

Como um complemento ao tópico anterior, imagine que essa integração de informações possibilitará uma visão mais estratégica interna ou externamente. É o caso, por exemplo, de um setor de marketing que consegue identificar alguma oportunidade a partir do volume de vendas de determinado produto ou serviço.

Ou internamente, quando um gerente de obras deseja montar um plano de carreira para os colaboradores, mas precisa ter uma noção mais precisa do orçamento à disposição para isso. Portanto, a integração gera um entendimento maior do dia a dia da empresa e de como os seus colaboradores podem transformar esses dados integrados em verdadeiras oportunidades de negócio.

3. Garantir o crescimento gradativo da empresa

O presente e o futuro estão concentrados nas possibilidades que uma solução tecnológica pode trazer e, com um sistema ERP com módulos integrados, as informações dispostas na tela ajudam a gerar respostas eficientes para solucionar as situações cotidianas. Afinal, todo problema enfrentado ganha mais chances de solução quando você possui todas as informações à disposição. Algo que esse produto pode oferecer, permitindo inclusive o planejamento para identificar imprevistos e resolvê-los antes mesmo de acontecer.

4. Saber o que se passa na empresa em tempo real

Dados atualizados em tempo real e integrados para a visualização de todos, são fundamentais para observar o que tem dado certo na empresa e o que pode ser reajustado. É o mesmo princípio de outras soluções, como o marketing, cujas estratégias digitais podem ser acompanhadas em tempo real. Ao saber como as informações de sua empresa estão trazendo retornos positivos ou negativos, você consegue tomar decisões agilmente.

5. Centralizar os dados em um banco único

Por fim, saber que o seu negócio possui um banco de dados apenas para manter as informações concentradas pode trazer um grande alívio. A começar pela segurança de sua propriedade intelectual, que não fica espalhada.

Além disso, o extravio e perda de informações são reduzidos, já que o backup de dados é constante, ajudando a manter a empresa sob controle. Ou seja: segurança, agilidade e produtividade, trazendo novas perspectivas estratégicas para todos os setores de sua empresa.

Por meio de módulos integrados, o fluxo de informações é mais harmônico e prático. Inclusive, é toda a base de trabalho das soluções que a 90TI tem a oferecer. Os setores dialogam melhor, traduzindo-se em oportunidades de crescimento para a sua empresa.

Quer saber mais a respeito de uma excelente solução personalizada e cujo sistema ERP com módulos integrados pode facilitar a condução do seu negócio, rumo ao seu pleno desenvolvimento? Entre em contato com a gente!

Como evitar as patologias do concreto?

O concreto é um dos elementos de presença mais sólida — literalmente — na Engenharia Civil. Afinal, é a base e forma de grande parte dos empreendimentos da indústria de construção.

Acontece que, mesmo diante de tantas qualidades, como a sua robustez e resistência naturais, o material não é indestrutível. Pelo contrário: uma série de condições pode comprometer a qualidade do material, privando-o das vantagens que ele oferece aos futuros empreendimentos.

A isso chamamos de patologias do concreto. Tal qual as patologias que acometem os materiais orgânicos, as “enfermidades”estruturais também passam por um processo de avaliação dos sintomas e consequentes tratamentos para cada situação.

Quer entender mais o que são as patologias do concreto, suas características e o melhor tratamento para cada sintoma apresentado? Basta seguir com a leitura deste artigo!

O que é a patologia do concreto?

Como dissemos, o concreto não é infalível e, tampouco, indestrutível. Ainda mais quando avaliamos a sua relação com o tempo, que desgasta a estrutura e os materiais que fazem parte de sua constituição, como:

  • Aço;
  • Água;
  • Areia;
  • Brita;
  • Cimento.

Mas não são apenas os agentes naturais que podem impactar na integridade do concreto. Afinal, toda construção passa por influências externas diversas, como a presença de sais, gases, vapores, ácidos e mais uma série de interações que, direta ou indiretamente, podem comprometer a estrutura. Toda consequência desses elementos é o prenúncio de uma das muitas patologias do concreto que a sua construção pode ser vítima ao longo de suas construções.

Por que ocorrem as patologias de concreto?

Podendo aparecer em qualquer etapa produtiva da obra — o que levanta a importância em buscar soluções inovadoras de logística no canteiro de obras —, as patologias do concreto tendem a surgir com os seguintes aspectos:

  • Erros de planejamento ou execução da obra;
  • Erosão;
  • Materiais usados inadequadamente ou de procedência duvidosa;
  • Sinistros;
  • Estrutura inadequada;
  • Ausência ou manutenção inadequada.

No País, entretanto, as patologias do concreto têm sido relacionadas, principalmente, à execução errônea, enquanto a má avaliação de cargas e erros na condução estrutural do projeto são as causas seguintes de maior ocorrência.

Relação sintoma vs. causas

Ao observar algum sintoma de patologias do concreto, solucioná-lo é uma prioridade. Mas isso não é tudo.

Afinal de contas, da mesma maneira que tratamos nossas enfermidades, também nos preocupamos em entender as causas das patologias. Isso pode ocorrer por meio de uma avaliação dos sintomas. Quer dizer: um diagnóstico que pode ajudar, tanto na tomada de decisão mais assertiva possível para solucionar o problema, quanto para garantir que o mesmo não ocorra nos projetos seguintes.

Infiltração e outros sintomas relacionados à umidade

Vamos entender quais são os principais tipos de patologias do concreto e como solucionar esses problemas. Uma das grandes causas patológicas do concreto atende pelo nome de infiltração, uma avaria normalmente associada a instalações hidráulicas ou a algum sistema de escoamento ineficiente.

No entanto, não devemos excluir a preparação errada do concreto como fator. Por isso, a atenção deve ser redobrada neste caso, ainda mais porque as consequências da infiltração vão além de sua estética, como o prejuízo à integridade das vigas de sustentação.

Para avaliar os sintomas, observe as paredes, tetos e pisos que tendem a aparentar um aspecto granulado, bolhas, mofo e rachaduras. Quando o tom da infiltração muda para manchas alaranjadas, é hora de remediar o problema rapidamente.

Fissuras e trincas

Bastante comuns, as fissuras e trincas podem ocorrer devido a alguns fatores:

  • Solo preparado de maneira errada para receber a construção;
  • Mistura de concreto preparada sem a necessária uniformidade;
  • Agentes naturais, como terremotos.

Entretanto, a solução deve ser imediata, porque isso enfraquece o concreto e pode apenas se estender com o tempo — podendo, inclusive, levar à interdição da construção. Além disso, existem também as fissuras ativas (instável) — que podem se expandir — ou inativas — que não vão variar com o tempo. Isso ajuda a observar o melhor tratamento para cada caso, já que as fissuras ativas são as mais prejudiciais à integridade de suas construções.

Poros

Perigosa, essa patologia do concreto se traduz no comprometimento da resistência do concreto. A causa principal para isso é a má preparação do concreto. Ou seja: assim que o sintoma surgir na superfície do material, a solução deve ser ágil e assertiva, evitando que a patologia se espalhe e que prejuízos se acumulem no decorrer da obra — como a inatividade das equipes e equipamentos.

Sinais de alerta

Essas são apenas algumas das tantas patologias do concreto das quais as suas construções estão passíveis de sofrer ao longo da obra. Por isso, uma gestão alerta e uma ótima gestão de suprimentos — além de uma rotina qualitativa de manutenção preditiva — são fundamentais para evitar esse tipo de problema.

Entretanto, isso não é tudo: esse zelo deve ser estendido às equipes produtivas, uma vez que elas podem avaliar os sintomas, antes mesmo de se tornarem um problema no canteiro de obras. Para isso, é bom observar alguns sinais de alerta de que patologias do concreto podem estar se aproximando de sua obra, como:

  • Calcinação;
  • Desagregação;
  • Eflorescencia;
  • Erosão ;
  • Esfoliação do concreto;
  • Fissuras ;
  • Manchas;
  • Perda de aderência;
  • Permeabilidade;
  • Porosidade;
  • Segregação.

Daí a relevância em considerar um ambiente de trabalho focado em resultados para observarem esses sintomas e, assim, planejarem rapidamente o melhor tratamento.

Tratamentos para evitar e solucionar patologias na obra

Podemos dividir as soluções em:

Reparos superficiais

Aqueles cujos sintomas não atingiram ou ultrapassaram a cobertura das armaduras de sua construção. Existem os reparos superficiais de grandes áreas (mais comuns quando ocorre uma disgregação, erosões e desgastes) e as contaminações de grande porte, que também não chegaram às armaduras da construção.

Reparos profundos

Momento em que as patologias do concreto chegaram às armaduras da obra, aumentando os custos e o tempo de inatividade na obra.

Reparos nas armaduras

Aqui, a análise e diagnóstico se estende à integridade da armadura da construção, podendo se revelar uma verdadeira — e perigosa — dor de cabeça para a sua equipe, já que pode colocar a integridade da obra em risco.

Restou alguma dúvida ou gostaria de dar uma sugestão? Deixe o seu comentário e até a próxima!

O que é a gestão de suprimentos?

No setor de Construção Civil, a tomada de decisão pode significar lucro, otimização, prejuízos ou atrasos no cronograma. Dessa maneira, é importante conservar todo tipo de conhecimento e técnicas que permitem uma organização controlada do ambiente produtivo, de todos os processos e etapas relativas ao projeto. Neste caso, faz-se necessária a gestão de suprimentos.

Qual seria o seu conceito e aplicação para gerenciar todas as responsabilidades referentes à logística de suas obras, além do alinhamento com todos os integrantes da cadeia de produção? Confira o nosso artigo do dia para entender o que é gestão de suprimentos!

O que é a gestão de suprimentos?

Interessou-se pela gestão de suprimentos para conferir mais controle sobre as suas obras? Então, vamos entender mais a respeito desse processo, cujo principal objetivo é o pensamento estratégico em trabalhar de forma integrada os diferentes fluxos de sua empresa e projetos. Isso significa alinhar as etapas de materiais, serviços e finanças, definindo-as de maneira lógica para otimizar o tempo produtivo, reduzir custos e minimizar imprevistos que prejudicam o cronograma e impactam de maneira negativa na imagem do seu negócio.

Pra que serve?

Ao trabalhar com a gestão de suprimentos, a ideia é levar em consideração as exigências do projeto para manter o nível de excelência e, ainda assim, reduzir os custos — algo que se dá pelo planejamento estratégico. Portanto, o desafio está em lidar com todas as etapas da cadeia produtiva, mantendo o controle sobre eventuais imprevistos, como uma equipe terceirizada para determinadas etapas do processo.

Como fazer uma boa gestão de suprimentos?

Em casos assim, a sua gestão deve trabalhar com todos os cenários para antecipar eventuais imprevistos, garantindo uma produção segura, controlada e qualitativa. Além disso, toda parceria desenvolvida deve ser pautada em transparência e confiança.

Por isso, trate de conhecer todos os seus fornecedores e alinhe as suas necessidades e objetivos com base no tipo de serviço oferecido por eles. Com isso, você minimiza os riscos e trabalha com um sistema de trabalho pautado em uma logística planejada e organizada, cuja gestão de suprimentos funciona de maneira harmoniosa em cada etapa da obra.

Qual é a utilidade de uma gestão de suprimentos eficaz?

Com base no que vimos até aqui, a gestão eficaz na cadeia de suprimentos permite um acompanhamento preciso em todas as etapas do processo produtivo. Isso ajuda, como já mencionamos, a reduzir custos, a agilizar os processos a torná-los mais integrados, efetivos e organizados.

Claro que, por se tratar de uma obra — o que envolve diferentes especialidades, serviços e profissionais —, exige-se muito para manter um controle gradual no processo. Por isso, é importante segmentar o trabalho de acordo com cada etapa produtiva.

Modelos de cadeia de suprimentos

Os seguintes modelos de gestão de suprimentos devem ser trabalhados, visando colher os benefícios que apontamos até aqui:

  • Planejar a previsão equilibrada entre a oferta e a demanda;
  • A busca por fornecedores de matérias-primas, ajudando a reduzir custos com intermediários;
  • A fabricação de produtos que podem agilizar processos e minimizar gastos;
  • Armazenagem (adequada) do produto, reduzindo desperdícios;
  • A entrega do produto alinhada com as etapas produtivas;
  • O feedback focado nas necessidades do consumidor.

Agora, falta apontarmos algumas dicas, de maneira que você consiga otimizar paulatinamente a gestão de suprimentos em sua empresa — o que veremos logo a seguir!

Ideias para melhorar o processo de gestão na sua empresa

Entre as principais ideias, selecionamos as seguintes para você adotar:

Análise de relevância

Para evitar a reposição de estoque que vai apenas aumentar os gastos, identifique a relevância de cada material nas regiões trabalhadas. Assim, você trabalha com quantidades mais exatas, no custo exato e de maneira mais planejada e econômica.

Logística otimizada

Já mencionada neste artigo, mas que vale o reforço: ao observar um padrão e replicá-lo em seu canteiro de obras, é possível gerar mais produtividade e reduzir custos irrelevantes e desnecessários.

Documentação e padronização de procedimentos

Além da logística, uma padronização em processos e procedimentos permite que as etapas produtivas sejam seguidas sem grandes imprevistos e problemas, uma vez que esse foi o método reconhecidamente ideal para as suas obras. Dessa maneira, ganha-se em tempo de produção, em redução de custos, em obras uniformes e seguras.

Relação transparente e de confiança com os fornecedores

Como já mencionamos, uma relação sólida com seus fornecedores faz com que eles se adaptem também às suas necessidades e demanda. Consequentemente, pode-se evitar desperdícios dos materiais e tornar o cronograma mais alinhado, garantindo uma gestão de suprimentos imune a riscos.

Previsão da demanda

Uma boa gestão de suprimentos conta com uma previsão da demanda — algo feito a partir da análise de consumo da empresa em obras anteriores. Assim, o cronograma e orçamento ficam mais precisos ao longo do tempo, garantindo uma padronização na maneira de conduzir seus novos projetos.

Otimize a rotina com um software de gestão

Hoje em dia, não dá para manter as áreas integradas e alinhadas sem o auxílio de grandes adventos tecnológicos. Na Construção Civil, não faltam possibilidades para obter uma boa gestão de suprimentos.

Principalmente com o uso de sistemas de gestão. Algo que pode trazer mais agilidade, confiabilidade nos dados e qualidade no planejamento e condução de suas obras.

Com isso tudo, você já consegue ter um direcionamento mais eficiente para criar uma gestão de suprimentos econômica, produtiva e organizada. Sem falar que o processo, como um todo, ajuda a gerar mais uniformidade aos processos e às suas obras. Qualidades que podem gerar impactos positivos na maneira com a qual o consumidor perceberá a sua marca daqui por diante.

O que achou da gestão de suprimentos? Identificou algum desafio que pode dificultar a implantação das dicas que apresentamos neste artigo? Compartilhe com a gente no campo de comentários e vamos ampliar essa discussão!

Desafios da sustentabilidade na construção civil

Hoje em dia, é impossível dissociar os avanços em construção civil sem, antes, mensurar o impacto que algumas medidas e ações podem ter no meio ambiente. Afinal, a sustentabilidade na construção civil — e mesmo em qualquer outra área — deixou de ser um diferencial de empresas ecologicamente conscientes.

Dessa forma, a sustentabilidade passou a ser algo estrutural na maioria dos projetos. Isso quando não existem leis ambientais para orientar uma construção. Isso tudo faz com que, ao aplicar as boas práticas no gerenciamento de obras, produtividade e economia sejam combinadas aos mais variados conceitos de sustentabilidade.

Mas quais seriam os grandes desafios da sustentabilidade na construção civil? Descubra abaixo!

Qual é o ciclo de vida de uma edificação?

Como ocorre em todo projeto, na construção civil também trabalhamos com ciclos de vida. Em uma edificação, isso se dá na etapa de planejamento.

No planejamento, podemos apontar toda a metodologia sustentável da obra, como o local de implantação e os objetivos funcionais e econômicos a serem aplicados e cumpridos. Em seguida, a sustentabilidade na construção civil é trabalhada por meio do impacto que a obra causará nos arredores. Assim, seguimos para o processo de atividades de manutenção e reforma, que compreendem a:

  • Reposição de componentes;
  • Conservação das superfícies, dos sistemas, equipamentos e suas devidas manutenções;
  • Ações de modernização e ampliação.

Por fim, o ciclo se encerra na etapa de demolição ou desconstrução, cujo esforço deve residir, principalmente, no cuidado em aproveitar o máximo possível de materiais e componentes.

Quais as tecnologias que minimizam os impactos ao meio ambiente?

Hoje em dia, existem muitas maneiras de minimizar o impacto ambiental antes, durante e após a realização de uma obra. Ao pensarmos em sustentabilidade na construção civil, portanto, isso pode ocorrer com:

  • Tecnologias que permitam redução no consumo de água — como a sua reutilização ou aproveitamento da água de chuva;
  • Sistemas que reduzem o consumo de energia elétrica — como timers na iluminação;
  • Fontes de energia alternativas, como painéis de energia solar.

Isso sem falar em outros projetos sustentáveis, como a coleta seletiva de lixo — reciclagem — ou a construção de ambientes verdes, com construções sombreadas à base de materiais biocompatíveis que não agridem a natureza.

Quais as formas de atestar que um material é sustentável?

Para deixar sua construção mais sustentável, é importante se atentar a alguns fatores que podem garantir mais qualidade ao resultado final de sua obra e, ainda, conferir um selo de sustentabilidade aos seus projetos. Entre os principais pontos a se atentar, destacamos:

  • Origem da matéria-prima: se provém de recursos renováveis e se é reciclada/ reciclável;
  • Processo produtivo: conferir se o material desgasta muito os recursos naturais da natureza em seu processo de produção;
  • Durabilidade: se o produto possui bom custo/benefício — por exemplo: produtos reciclados, mas de baixa vida útil, podem não ser muito sustentáveis se você tem que substituí-los continuamente;
  • Certificações: se a empresa aposta em técnicas sustentáveis, confira se os produtos contam com certificações ou selos que atestem ser um produto sustentável;
  • Toxicidade: opte por materiais atóxicos o máximo possível, pois eles impactam menos o meio ambiente — e até mesmo na saúde das pessoas.

Verificando esses pontos, uma coisa é certa: a sustentabilidade nos projetos da construção tem tudo para dar um salto qualitativo! Entenda abaixo o porquê.

Quais as entidades ligadas à sustentabilidade?

Para as empresas, é importante verificar quais entidades ligadas à sustentabilidade podem contribuir — direta ou indiretamente — em seus projetos. Para isso, reunimos algumas das principais, aqui no Brasil, capazes de orientar e discutir os padrões a serem seguidos, bem como outras formas de auxiliar. São elas:

  • IDHEA — Instituto para Desenvolvimento da Habitação Ecológica;
  • ATA (Alternative Technology Association);
  • CBCS (Conselho Brasileiro da Construção Sustentável).

Vale lembrar que, diante das incertezas que podem surgir a respeito da sustentabilidade na construção civil, essas entidades têm tudo para ajudar o seu projeto a ser mais harmônico e sustentável. Sem falar que evita atrasos e erros no seu cronograma.

Qual é o papel da construção civil no desenvolvimento sustentável?

O Conselho Internacional da Construção (CIB) diz que o setor de construção civil é um dos que mais utiliza recursos naturais, além do consumo elevado de energia e da geração de resíduos — sólidos, líquidos e gasosos. Com isso, é importante que se crie uma consciência ambiental e uma agenda sustentável seja elaborada.

Assim, garante-se a redução e otimização do consumo de energia e de materiais, da mesma maneira que a questão de resíduos deve ser solucionada. Isso tudo, além de benéfico para o meio ambiente e positivo para a gestão da marca de sua empresa, também é visto com bons olhos para quem cuida do orçamento. Uma vez que reduzir o consumo e desperdício só tem a valorizar a sua obra e baratear o custo final.

O que está sendo feito para minimizar os impactos ambientais?

Muita coisa, principalmente se analisarmos tudo o que vimos até aqui. O esforço em trabalhar a sustentabilidade na construção civil pode se iniciar antes mesmo de ter uma fundação para erguer edifícios. Dessa maneira, em todas as etapas do ciclo de vida de um projeto, podemos presenciar esforços — mínimos ou grandiosos — que impactam menos o meio ambiente e poluem menos.

Mas, em essência, tudo pode se resumir na escolha de materiais que impactem minimamente a natureza — como reciclados, recicláveis e biocompatíveis. Aposte em tecnologias que reduzem o desperdício e o consumo elevado de energia e, por fim, soluções práticas para fazer com que as suas edificações despertem o interesse sustentável das pessoas.

Isso pode ser aplicado em aplicações práticas que mostram a preocupação ambiental — como a própria reutilização de água já mencionada por aqui. Isso tudo tem se mostrado tanto um desafio, como também a solução para trazer mais sustentabilidade na construção civil.

Quer saber mais sobre o assunto — entre outras soluções que agregam mais valor ao seu negócio? Curta a nossa página no Facebook!

Qual a melhor forma de ter controle do material de construção?

O controle do seu material de construção é uma preocupação presente em basicamente todas as etapas da obra. Consequentemente, o devido controle em todo o processo permite que você calcule a produtividade do maquinário com mais facilidade, trabalhe com produtos de acordo com a demanda e tenha menos imprevistos ao seguir o cronograma e cumprir prazos. Sem falar que o material de construção pode trazer uma série de imprevistos à sua obra, quando não é armazenado corretamente ou é amplamente desperdiçado.

Qual é a melhor forma de ter controle do material de construção? Confira abaixo!

1. O processo de aquisição dos materiais

Para manter os prazos em dia e garantir a quantidade ideal de material de construção em cada etapa da obra, comece por um planejamento bem alinhado entre equipes. Em especial com a equipe de suprimentos, seus fornecedores e o almoxarifado.

Assim, você se antecipa ao cronograma, prevendo a quantidade exata para cada etapa do processo e delimita o espaço para cada material de construção, de acordo com a logística programada. Sem falar que, ao adquirir o material, a checagem é fundamental para se certificar de que o cronograma está sendo seguido por todos os lados. A dica é comprar somente a quantidade necessária para cada etapa, a fim de evitar perdas.

2. O fluxo de materiais

Como você já deve saber, o planejamento é uma necessidade para garantir o equilíbrio produtivo em cada parte de uma obra. Assim, analisar o fluxo de materiais é uma obrigatoriedade que traz diversas vantagens para o cumprimento de prazos. Como a antecipação de imprevistos — ambientes inadequados para conservar seu material de construção, por exemplo. Por isso, tente analisar todo o fluxo em cada etapa, de maneira que você identifique carências e oportunidades, como:

  • O processo operacional e logístico da obra;
  • As condições do canteiro;
  • O fluxo de pessoas em contato com o material;
  • O envio e recebimento do material de construção em alinhamento com cada etapa.

Todas essas questões interferem diretamente na qualidade de suas obras. Por isso, conheça o fluxo de trabalho de ponta a ponta!

3. A redução de desperdícios de materiais

Entre os grandes mitos sobre orçamentos na construção civil, existe uma verdade irrefutável: a cultura do desperdício é um dos grandes problemas a serem administrados em qualquer obra. Inclusive, o recordista desse tipo de perda é o material de construção fornecido a granel, tanto no recebimento quanto na estocagem e no seu manuseio.

Sem falar que os materiais estão sujeitos a atividades que podem acarretar riscos de perda, mesmo que não agreguem valor à produção, como o transporte dos insumos e a remoção de entulho. Para driblar esse problema tão comum em seu canteiro de obras, uma solução eficiente é trabalhar com equipamentos que auxiliam na locomoção do material de construção, como plataformas, empilhadeiras e carrinhos.

Um processo de logística direcionado a cada etapa da obra também ajuda, pois permite que se tenha um controle mais preciso do que será enviado e em qual quantidade. Algo que facilita o seu armazenamento e manuseio.

4. Um ERP que auxilie na logística da obra

Aliar as vantagens competitivas da tecnologia de um sistema de ERP é fundamental, pois permite a integração de todos os sistemas utilizados. Consequentemente, existe agilidade no cumprimento de tarefas e uma impactante redução em inconsistências e erros humanos, como de digitação e cálculos. Isso ajuda a padronizar procedimentos, o que deixa a sua obra alinhada e imune a erros contornáveis — especialmente no que diz respeito aos materiais de construção.

5. As consequências do armazenamento inadequado

Abaixo, selecionamos algumas consequências comuns à cultura do desperdício de material de construção:

  • Areia e brita: o solo sem a pavimentação adequada pode contaminar o material;
  • Cimento e cal: perdem sua eficácia em contato com umidade;
  • Esquadrias: riscos e outras avarias dimensionais;
  • Louças: riscos e danos em geral;
  • Madeira: deterioração quando em contato com a umidade;
  • Tijolos e blocos: quebras em excesso;
  • Tintas: armazenamento inadequado, que compromete a qualidade das tintas;
  • Telhas: quebras em excesso;
  • Tubos de PVC: exposição prolongada à luz solar, causando danos à sua estrutura.

Por isso, foque em aprender a melhor maneira de armazenar seu material de construção, para aumentar a produtividade de suas obras e, ao mesmo tempo, minimizar os riscos.

6. Armazenamento correto do material de construção

Mencionamos que os materiais a granel, como areia, cimento e argamassa, possuem os maiores riscos de desperdício em uma obra. Entretanto, os cuidados devem se estender a todos os produtos, visando aliar eficiência, precisão e economia nos seus projetos. O que nos leva às dicas de armazenamento abaixo:

Areia e brita

Pavimente o local onde será acomodada a areia e cubra-o com lona ou estruturas de zinco. Lembrando que esse material deve ser mantido longe da umidade.

Cimento e cal

Mantenha-os também em ambiente fechado e longe de umidade. Isso significa colocar os sacos em áreas cobertas, cerca de 30 cm de distância das paredes e sobre estrados de madeira.

Madeira

Utilizada para formas, a madeira não pode ser empilhada de maneira volumosa, valendo seguir as instruções do fabricante. Use as normas de tabicamento, nas quais as ripas são colocadas de maneira que o ar possa circular entre as peças.

Telhas

A cerâmica pode ficar em local arejado e aberto, desde que possua cobertura. Além do mais, as telhas devem ser mantidas longe de atividades, evitando que as peças sejam danificadas acidentalmente.

Louças

Mantidas nas embalagens até que sejam necessárias. Fortaleça a proteção com camadas de papel ou plástico, para que todo contato seja evitado.

Tijolos e blocos

Podem ser mantidos em espaço aberto, desde com cobertura de lona plástica. Além disso, devem ser empilhados, seguindo o princípio de amarração, em que ocorre uma variação no sentido dos blocos. Isso ajuda a manter as pilhas estáveis.

Esquadrias

Mantenha-as em suas embalagens e em áreas fechadas e cobertas. Assim, elas ficarão livres de umidade e poeira.

Tubos de PVC

Mantenha os tubos e conexões longe do contato com o sol. Ou seja: em espaços fechados, organizados por bitolas.

Tintas

Leve-as ao canteiro de obras somente quando necessário. Antes disso, mantenha suas tintas no almoxarifado ou depósito, longe de qualquer material inflamável.

O que achou de nossas dicas de armazenamento, bem como a atenção séria a ser dada no seu material de construção? Para ajudar ainda mais na harmonia de suas obras, curta a nossa página no Facebook e fique sempre por dentro de outras dicas e novidades que podem tornar os seus projetos muito mais econômicos, produtivos e agilizados!