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Tag: construção civil

Aluguel de equipamentos na construção civil é mais vantajoso?

Aluguel de equipamentos

Tendência, aluguel de equipamentos reduz gastos de grandes construtores e autônomos

A circulação de máquinas é uma das primeiras imagens que vem à cabeça quando fala- se em canteiro de obra. A execução de um projeto de construção civil exige a utilização de diversos tipos de equipamentos. Elevadores, andaimes, retroescavadeiras, máquinas grandes e pequenas, motorizados ou não. Para utilizar tantos instrumentos em uma obra, a construtora tem a opção de comprar ou fazer o aluguel de equipamentos. Entretanto, você sabe quais as vantagens e desvantagens dessas alternativas?

O aluguel de equipamentos para obras é uma boa alternativa tanto para as construtoras quanto para profissionais autônomos. Isso porque o aluguel apresenta-se como uma medida prática, segura e muitas vezes vantajosas, já que além de otimizar os trabalhos nos canteiros de obra, a medida ainda possibilita a redução de gastos com mão de obra.

Vantagens e desvantagens do aluguel de equipamentos

Além das vantagens citadas, pode-se também apontar como características positivas da locação:

  • Economia;
  • Equipamentos novos e modernos;
  • Produtividade;
  • Garantia;
  • Sem custo de manutenção;
  • Transporte fácil.

Todavia, é válido ressaltar que além dos pontos positivos, a locação de máquinas também conta com desvantagens. Mesmo considerada uma prática comum nas construtoras, a medida exige certos cuidados, já que envolve questões como finanças, produtividade e cuidado ao longo da utilização do equipamento. Pode-se citar entre as desvantagens do aluguel de máquinas:

  • É preciso obedecer às regras e limites impostos pela locadora;
  • Aluguel de equipamentos a longo prazo pode alcançar um valor maior que a compra efetiva;
  • O equipamento não será propriedade da empresa;
  • Existe a possibilidade de pagar mais impostos.

Compra do próprio maquinário

No caso da compra de equipamentos, é importante destacar que uma boa análise financeira é essencial para os escritórios de construção civil, pois além da compra efetiva, é preciso considerar os gastos com a manutenção das máquinas.

Entre as vantagens de uma construtora adquirir os próprios equipamentos, destaca-se que a compra, em muitos casos, pode ser vista como um investimento, já que o preço do aluguel a longo prazo pode ser maior que o valor da compra. Além disso, enxerga- se como vantagem a estrutura de trabalho própria criada pela construtora. Outro ponto positivo em adquirir o próprio equipamento está no aprimoramento e melhor conhecimento técnico do maquinário por parte dos funcionários.

O engenheiro mecânico Marco Túllio Miraglia ressalta que “a aquisição vale a pena se for para utilização a longo prazo, com uma equipe preparada para lidar com a manutenção, além de contar com estoque de peças e almoxarifado”. Miraglia ainda diz ser preciso levar em consideração o tempo da obra, pois adquirir um equipamento que será utilizado apenas por seis meses pode não ser uma medida vantajosa financeiramente.

Seja na compra ou locação de equipamentos, é importante levar em conta o cálculo de custo da máquina, que é uma variável que orienta a decisão da construtora. A 90Ti destacou alguns passo para esse cálculo no artigo intitulado “Como fazer o controle do custo hora/máquina na construção civil?”.

Custo de manutenção

O valor gasto em manutenção da máquina deve ser levado em consideração para entender o custo real do equipamento. Tal custo é analisado por meio da divisão entre o valor total gasto com manutenção pela quantidade de horas úteis de um ano. É válido ressaltar que um plano anual para é essencial.

Valor residual

Ao longo do tempo de utilização, as máquinas de obras depreciam, mas não perdem totalmente o valor de mercado. Mesmo depois de alcançar o tempo de vida útil, os equipamentos mantêm um certo valor de revenda.

Esse valor, de acordo com estimativas, varia de 10% a 20% do valor pago na compra. Sendo assim, hipoteticamente, se uma escavadeira custou R$100 mil, o valor residual que ela adquire no fim da vida útil pode ser entre R$ 10 mil e R$20 mil.

Estimativa de custo de energia

É de conhecimento que boa parte das máquinas de um canteiro de obra necessita de energia para funcionar, por isso a estimativa desse custo é crucial. Para chegar a tal estimativa basta multiplicar a potência da máquina pelo valor do KW/h.

Teoria da Central de Equipamentos

Ainda na relação entre compra e aluguel de máquinas, a Central de Equipamentos é um víeis adotado por alguns escritórios de construção civil que consiste no aluguel de um equipamento pertencente à construtora para a obra. Essa medida é vista como uma transferência de custo interna, ou seja, a construtora repassa para a obra os custos de manutenção da máquina, já que a iniciativa não tem fins lucrativos. A medida também é uma forma da empresa identificar o quanto vale a pena manter o equipamento.

Seja qual for a escolha da construtora – compra ou aluguel de equipamentos – é sempre importante levar em consideração o plano financeiro do escritório e a demanda de cada obra ou projeto, visando sempre a melhor entrega para o cliente.

Com o 90 Compor Manutenção de Equipamentos, é possível fazer toda a gestão dos equipamentos com facilidade e precisão. Entre em contato agora mesmo e conheça a solução mais completa do mercado!

Balanço da Construção Civil em 2020: confira análise da Sinduscon-MG

balanço da construção

Sindicato apresenta balanço da construção civil no ano em que a pandemia do Coronavírus prejudicou diversos mercados

A construção civil começou o ano de 2020 com a expectativa de crescer entre 2% e 3%. Inúmeros fatores ajudariam no resultado positivo: a aprovação da reforma da previdência, taxa de juros no menor patamar da série histórica, expectativa da realização de novas reformas (tributária e administrativa), incremento do financiamento imobiliário e a inflação sobre controle são apenas alguns dos mais importantes. Mas o balanço da construção civil feito pela Sinduscon mostra o contrário.

Em março desse ano, a pandemia provocada pelo novo Coronavírus chegou de forma avassaladora, com abalo à saúde pública e gerando uma forte crise na economia global. O Brasil ainda se recuperava da crise anterior ocorrida entre 2014 e 2016. Com o avanço da nova doença, as projeções passaram a ser muito pessimistas, com recuo de 11% nas atividades da construção.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, o Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou, no auge da crise, retração de cerca de 9%. Porém, mesmo com a crise que afetou vários setores, aumentando a taxa de desemprego, a construção civil continuou com suas obras. Com boas práticas e os protocolos necessários, o setor gerou empregos, preservou vidas e continuou com a sua atividade produtiva.

Balanço da construção civil em Minas Gerais

A construção civil mineira teve um grande destaque em 2020: o estado foi o maior gerador de empregos com carteiras assinadas do setor no país. A Sinduscon-MG fez um balanço da área no ano de 2020 e também o que
esperar para 2021.

  •  Taxa de juros em menor patamar, o que facilitou a aquisição de imóveis;
  • Um novo significado da casa própria para as famílias
  • A utilização de novos protocolos para preservar a saúde dos funcionários;
  • Rápida adaptação nas vendas dos imóveis online;
  • No primeiro trimestre de 2020 sofreu uma queda e retração de 8,1% no segundo e o PIB da construção civil cresceu 5,6% no 3º trimestre;
  • Em avaliação feita por empresários do setor, o patamar das atividades de outubro é maior do que ano passado;
  • De janeiro a outubro/2020 a Construção Civil gerou 138.059 novos postos de trabalho com carteira assinada no País, conforme os  dados do novo Caged, divulgados pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.
  • De janeiro a outubro/2020 a Construção Civil mineira gerou 30.956 novos postos de trabalho com carteira assinada, conforme os dados do novo Caged, divulgados pela Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.
  • O número de trabalhadores com carteira assinada na Construção Civil no País cresceu 6,4% de janeiro a outubro/2020. Isso significa que, enquanto no final do ano passado o setor possuía 2,167 milhões de trabalhadores, esse número passou para 2,305 milhões em outubro/20.

Quanto ao financiamento de imóveis em 2020

Nos primeiros dez meses de 2020, os empréstimos destinados à aquisição e construção de imóveis, com recursos do SBPE, totalizaram R$92,67 bilhões, o que correspondeu a um incremento de 48,8% em relação a igual período de 2019 (R$62,258 bilhões).

O volume de financiamento de janeiro a outubro deste ano já superou o valor total financiado em 2019 (R$78,702 bilhões). Além disso, o valor financiado em 2020, até outubro, foi o maior para o período desde 2014. De janeiro a outubro de 2020 foram financiadas 324,6 mil unidades, o que correspondeu a 36,8% de alta em relação a igual período de 2019 (237,4 mil). Foi o maior número de unidades financiadas para o período desde 2014.

O que esperar da Construção Civil em 2021?

  • A continuidade da baixa taxa de juros. Isso incentiva as construções e vendas de imóveis.
  • O aumento nas vendas e baixo volume de imóveis disponíveis para comercialização, o que vai gerar o lançamento de novos empreendimentos.

Apesar de termos vivido um ano atípico, o setor da construção civil mineira conseguiu se destacar em meio à pandemia e à crise por ela causada. O balanço da construção civil mostra exatamente isso: a força do setor no Brasil.

Avaliação dos fornecedores de construção civil em 5 passos simples

avaliação de fornecedores

Confira algumas dicas para acertar na avaliação dos fornecedores

Se você trabalha com construção civil, sabe que a avaliação dos fornecedores da obra é um ponto crucial para o sucesso dela. Para que o seu projeto seja concluído com êxito, os produtos e serviços devem ser de qualidade e os fornecedores alinhados à estratégia e expectativa do seu cliente.

Quando não existe essa troca entre o fornecedor e o cliente, o que acontece é o prejuízo nos quesitos de qualidade, custo e entrega, além do possível atraso da obra.

Para que isso não aconteça com você, preparamos 5 dicas simples e objetivas para te ajudar na tarefa de avaliar os seus fornecedores.

Essa avaliação não trata simplesmente de analisar o fornecedor e sim de garantir que aqueles materiais que são essenciais para a obra não sofram qualquer tipo de consistência. Para Fernando Guilherme, diretor de novos negócios da 90TI, uma boa avaliação é feita seguindo alguns passos e o ERP da 90 auxilia nesse processo.

“Vamos usar um exemplo: Aço é normalmente crítico nas obras. Se o aço for de má qualidade, ou se não for entregue no prazo, isso significa atraso estrutural na obra. Então não posso correr o risco de ter um fornecedor de aço que não cumpra com qualidade e que não faça a entrega no prazo previsto”, explica Fernando. Ou seja, para materiais críticos em obras é preciso fazer a avaliação dos fornecedores.

Para evitar essa situação, existem alguns aspectos interessantes a serem analisados na hora de contratar um fornecedor de obra. Confira:

5 passos para fazer a avaliação dos fornecedores

1) Qualificação

Para que seu projeto seja executado com qualidade, é necessário optar por fornecedores qualificados. Não dá pra entregar resultados assertivos se os fornecedores não forem qualificados.

Para verificar se os fornecedores são qualificados, uma alternativa é a criação de requisitos de qualidade. Alguns requisitos podem constar:

  • O fornecedor tem a certificação ISO 9001 e segue as recomendações?
  • Ele oferece assistência técnica onde está sua obra?
  • A empresa possui CNPJ ativo por 10 anos ou mais?
  • Fornece garantias por defeitos da fábrica e assume responsabilidade pela entrega dos materiais no prazo estipulado?
  • Assume responsabilidade pelo transporte seguro dos materiais?

2) Desempenho Operacional

Para avaliar o desempenho operacional, é preciso utilizar os indicadores a seguir: flexibilidade, pontualidade na entrega, custo de garantia, qualidade, tempo de resposta, etc. É importante definir os indicadores de acordo com o que você espera como comprador.

3) Estabilidade Financeira

Esse item é muito importante na avaliação de fornecedores. Se o fornecedor tem problemas de fluxo de caixa, isso pode resultar em dificuldades para adquirir os materiais, fazer transporte, entregar no prazo e manter a qualidade do produto. Uma dica é pesquisar o CNPJ do fornecedor e saber há quanto tempo ele está em atividade, se tem restrições ou processos.

4) Processos de Gestão

Os processos e as práticas de gestão adotados pelo fornecedor são cruciais para que o relacionamento com a sua empresa seja de longo prazo. É importante que seu fornecedor tenha uma gestão eficiente, capaz de fornecer produtos de alto valor dentro do prazo e de acordo com o que foi solicitado pelo cliente.

5) Cotação

Inserir a cotação como um requisito de avaliação de fornecedores é uma maneira de garantir que a sua empresa conseguirá sempre o melhor custo-benefício.  A compra de qualquer produto deve ser feita por meio de um pedido de compra, conhecido como ordem de compra. O setor de compras tem a responsabilidade de diminuir custos, mas sempre pautado na qualidade dos produtos e serviços.

Ao utilizar a rotina de avaliação de fornecedores do ERP da 90TI, você garante a qualidade de todos os materiais essenciais da obra. Com o ERP é possível verificar se a entrega acontece no prazo e, caso o fornecedor se atrapalhe, você atribui pontos negativos que ficam registrados no sistema.

Na parte de avaliação do material recebido, você pode avaliar se tudo está dentro do especificado e, caso não esteja, consegue penalizar o fornecedor. Outra vantagem do ERP da 90 é a de conseguir avaliar se o fornecedor emite os boletos na data certa do pagamento. Se peca na entrega e vencimento dos boletos, significa que pode prejudicar o fluxo da obra.

Neste conteúdo você percebeu que a avaliação de fornecedores é fundamental para otimizar a área de compras. Afinal, a preocupação com a qualidade, preço e prazo garante o bom andamento da obra. Entre em contato conosco e confira tudo o que o ERP da 90 pode fazer por você!

O que é o BIM e qual a sua utilização na Construção Civil?

Conheça tudo sobre o BIM. A metodologia quer chegou para revolucionar o mercado da engenharia civil

Ele faz parte da parte da vida do profissional da construção civil e já é uma realidade no mercado. Muitas pessoas já ouviram falar sobre BIM (Building Information Modeling).

E você? Sabe o que é o BIM?

BIM (em português Modelagem da Informação da Construção) é um processo de criação do modelo virtual com informações técnicas da edificação. Ele permite a colaboração de diferentes profissionais durante a viabilidade, projeto, planejamento, execução e operação do edifício.

Ele não é um programa, e sim um sistema onde você pode utilizar várias ferramentas, como o Revit, Navisworks, Archicad, Altoqi e TQS para inserir, editar ou ler informações do modelo.

Portanto, o BIM é um conjunto de bancos de dados das disciplinas do projeto que devem conversar através de um tipo de arquivo denominado IFC. Com esses dados integrados e ferramentas específicas, você poderá identificar interferências, fazer simulações financeiras, de conforto térmico ou acústico. Nunca defina-o como um software.

Nesse artigo, vamos explicar a importância do BIM e seu universo.

  • O que é
  • Como surgiu
  • Como funciona
  • Onde é usado
  • Benefícios
  • Como o BIM funciona no Brasil e no Mundo
  • Plano de Execução BIM ou BIM Mandate?
  • O que é parametrização BIM?

O que é BIM?

O ser humano sempre teve como uma de suas principais necessidades a comunicação. Atividades simples, como uma lista de compras ou de manuais de construção, traduzem-se na forma como queremos que as atividades sejam realizadas.

No entanto, quando as operações ficam mais complexas, há a necessidade de representar os planejamentos de forma mais precisa. No caso do projeto de um edifício, por exemplo, as informações do modelo interativo são muito mais profundas e desafiadoras.

O BIM, que significa modelagem de informação da construção, possibilita a criação de modelos em um programa 3D, unindo a integração e o compartilhamento das informações de todo um projeto.

À primeira vista, o conceito de BIM pode ser entendido como a mera visualização de uma maquete digital da obra, mas suas atribuições não param por aí. Além do modelo 3D, é possível realizar a inclusão de dados característicos sobre o empreendimento, seu funcionamento, sua estrutura e os objetivos de sua construção.

Como surgiu o BIM?

Na década de 70, o programa CAD era muito utilizado e sentiu-se a necessidade de aprimorar melhor os desenhos e projetos que eram feitos pelos engenheiros. Após a criação desse termo, juntamente com a consolidação do CAD como ferramenta, surgem diversas discussões em busca de novas tecnologias na área. Em 1986 foi registrado pela primeira vez o uso do termo Building Modeling.

O termo como conhecemos hoje foi oficializado em 1992 pelos professores G.A van Nederveen e F. Tolman, no artigo Automation in Construction.

Como funciona o BIM?

O funcionamento do BIM começa com um projeto digital, seja de uma casa, de um prédio e a partir disso há integração dos dados que representam as características físicas e funcionais do empreendimento.

Os programas que utilizam o conceito BIM, geralmente, baseiam-se em três grupos de recursos:

  • 1º É constituído da modelagem 3D da construção, arquitetando representações gráficas precisas do que se planeja construir.
  • 2º É representado pela inclusão de informações da obra, como propriedades temporais, importação e exportação de arquivos, detalhes financeiros etc.
  • 3º – É o compartilhamento das informações no software com todas as pessoas que irão participar do projeto

Onde é aplicado o BIM?

A plataforma é aberta e qualquer fornecedor pode aplicar seu conceito e criar soluções para determinado tema. Ele é aplicado em todas as disciplinas e para todos os profissionais que fazem uso dele.

Ao utilizá-lo na construção civil é preciso ter cautela e escolher o software adequado para cada etapa da obra, pois cada etapa tem uma característica específica.

Temos alguns exemplos:

Revit: Nada mais é do que um programa criado para o público da arquitetura, urbanismo, engenharia e design. Ele tem a função de auxiliar engenheiros civis na elaboração dos projetos. Com ele, é possível criar um projeto desde a sua parte estrutural à arquitetônica e também todos os sistemas complementares como hidráulica, elétrica e sistemas mecânicos.

É um software especializado na criação de modelagens 3D dos empreendimentos e na inclusão de informações específicas para cada elemento do projeto.

Nosso blog, falamos melhor dessa tecnologia e a revolução do Revit para o mercado da engenharia. Para saber mais, acesse: https://noventa.com.br/a-revolucao-da-engenharia-e-o-revit/

ArchiCAD: É uma alternativa mais adequada para suprir às necessidades de excelência nas primeiras etapas do projeto, com interface mais intuitiva e ampla biblioteca de recursos à disposição. Garante que projetos simples não contenham erros.

Vectorworks: Para projetos artísticos e com mais detalhamento é a solução. Com a combinação de elementos 2D e 3D, oferece liberdade criativa para o profissional ao executar um projeto.

SketchUp: Software capaz de gerar modelos 3D e plantas 2D com precisão de milésimos de polegadas, além de permitir a inserção de informações que possibilitam construir o edifício por inteiro no ambiente virtual.

Benefícios do BIM

A comunicação e a troca de experiência entre as pessoas que utilizam o BIM em seus projetos de construção é mais eficiente. Listamos os benefícios com o BIM:

  • Fluxo de trabalho transparente e aberto;
  • Linguagem comum para os processos utilizados;
  • Dados para uso durante todo o ciclo do projeto;
  • Desenhos inteligentes;
  • Desenhos e cálculos integrados;
  • Atualização automática de desenhos e projetos com detalhes;
  • Custos automáticos;
  • Localização ideal do Projeto;
  • Execução precisa;
  • Cronograma assertivo.

Como o BIM funciona no Brasil e no Mundo

O BIM foi adotado por vários países e é utilizado nos projetos de obras públicas, com diferentes níveis de maturidade e aplicação. No Brasil, a adoção do BIM segue a tendência mundial. As empresas privadas envolvidas no ciclo da construção civil, como escritórios de projetos e construtoras, já consideram o BIM uma excelente oportunidade de diferenciação no mercado, com resultados assertivos em suas obras.

Plano de Execução BIM ou BIM Mandate?

É o documento que define o cronograma, os parâmetros mínimos de cada detalhe, o ciclo e etapa de cada projeto, os pontos de referência, ou seja, todas as diretrizes do processo BIM.

O que é Parametrização BIM?

Parametrização é a adição de informações ao modelo, ou banco de dados BIM, de forma pré-definida e comum aos elementos.  Alguns exemplos de parametrização: Código do objeto, unidade habitacional do objeto, data de execução, data de compra. Eles são utilizados no plano de execução BIM e servem como diretrizes para a finalização do projeto.

O que é o arquivo IFC?

O arquivo IFC (Industry Foundation Classes) é a linguagem internacional dos arquivos digitais do BIM. Possibilita a comunicação entre as diferentes ferramentas, de forma que todos os envolvidos na construção possam trabalhar no mesmo projeto sem depender de um único software.

O que são os LOD’s do BIM?

Nível de desenvolvimento do projeto BIM. O LOD define quão detalhada é a fase do projeto. Temos entre eles:

  • LOD 100: é o modelo apenas com sua geometria, linhas, símbolos e volumes. Isso tudo em forma de massa.
  • LOD 200: são adicionadas quantidades aproximadas, tamanho, forma, localização e orientação. Também são anexadas informações geométricas aos elementos do modelo.
  • LOD 300: toda a geometria e propriedades dos elementos correspondem às condições reais do empreendimento. Ou seja, é o momento em que o anteprojeto já está aprovado e começa o desenvolvimento do projeto executivo até sua compatibilização.
  • LOD 350: Aqui são incluídos detalhes e elementos do modelo que representam interação com outros projetos, cotas e notas técnicas.
  • LOD 400: são adicionados detalhes de como a execução deve ser realizada ou como será a montagem de determinado elemento. No Brasil, raramente os projetos têm esse nível de detalhe.
  • LOD 500: corresponde ao como foi executado o empreendimento, o “As Built”.

O que são as dimensões do BIM?

O BIM não é apenas uma representação 3D de um projeto. Ele também pode agregar diferentes dimensões, conforme a proposta de cada empreendimento. Dentre elas temos: 3D, 4D, 5D, 6D, 7D E 8D.

Para quem serve o BIM?

O BIM serve para todos os envolvidos no mercado da construção civil, desde construtoras, investidores, incorporadores, projetistas, executores até o consumidor final. Áreas como planejamento, orçamento, gerenciamento de obras, sustentabilidade, manutenção também são beneficiadas em projetos BIM.

O futuro do BIM passa por mudanças significativas, relacionada aos métodos tradicionais de projetar, planejar, executar, orçar e gerenciar um empreendimento, para um novo conceito na qual a informação, integração, colaboração e engenharia simultânea tem um importante papel.

Novas formas, processos e ferramentas devem ser elaborados de acordo com a nossa realidade e vamos precisar da atuação da iniciativa privada, governo e instituições para que o BIM possa ser popularizado para toda a construção civil. Sendo uma realidade de todos, o BIM precisa de novas tecnologias para melhor uso.

A metodologia BIM busca, sobretudo, integralizar as atividades do planejamento em apenas um modelo, com todas as informações necessárias ao projeto. Fazer uso de um software especializado garante que nenhum dado seja perdido e que a evolução das atividades ocorra a partir do trabalho já feito. O investimento no conhecimento sobre o que é BIM permite que as organizações se destaquem na execução de seus empreendimentos.

Mais conteúdos como este? Confira no nosso blog alguns artigos que já publicamos!

Resíduos da construção civil: novidades no catálogo de normas em 2018

A gestão de resíduos na construção civil é um assunto capaz de tirar o sono do empreendedor. Afinal de contas, em um só dia o país acumula 120 toneladas de todo tipo de descarte no setor.

Isso significa que muito trabalho deve ser feito para que eles sejam destinados ao local certo, evitando multas para as empresas e um impacto menos nocivo ao meio ambiente.

Para reduzir o problema, neste post nós vamos apontar algumas novidades do catálogo de normas em 2018 que prega, especificamente, todo cuidado que os empreendimentos devem ter ao lidar com resíduos na construção civil. Confira!

O que consta no catálogo de normas em 2018?

Independentemente do porte ou destinação do que estiver sendo projetado, os resíduos na construção civil seguem por caminhos idênticos.

São os mesmos materiais usados, o que leva a um destino final em comum. Assim, o catálogo de normas de 2018 visa aprofundar as questões pertinentes à gestão de resíduos da construção civil.

Para o ano, a sexta edição do catálogo contempla uma série de atrativos, como:

  • 1.047 normas;
  • 124 páginas de orientações;
  • referenciais múltiplos para a tomada de decisão em todas as fases da obra.

Atualizado, o catálogo está de acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) — e com uma grande novidade: cinco normas específicas para a aplicação de uma boa gestão de resíduos na construção civil.

Com isso, o guia vai privilegiar o uso de normas técnicas que gerem mais conformidade ao setor, como um todo. Algo que permite a redução de custos, a otimização dos projetos e a segurança ambiental enquanto o crescimento seja percebido no setor de construção civil.

Por que é tão importante o gerenciamento de resíduos na construção civil?

Além dos dados já citados a respeito da geração de resíduos, o desperdício é significativo em todo o país. Por exemplo: 80% dos municípios descartam da maneira incorreta tudo aquilo que não é utilizado na execução da obra.

Também conhecidos como Resíduos da Construção e Demolição ou Resíduos da Construção Civil (RDC ou RCC), esses materiais têm a destinação correta para evitar impactos prejudiciais à natureza em decorrência do descarte desses produtos.

Portanto, cabe às empresas seguirem tudo aquilo que foi previamente definido — e o que consta nas versões atuais de documentos como o catálogo citado no início do artigo — pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

Vale conhecer, então, algumas questões que permeiam os resíduos na construção civil. Casos de:

Classificação de resíduos na construção civil

A classificação de resíduos na construção civil segue dois parâmetros: a Resolução 307/2002 e a norma ABNT NBR 10004:2004.

Para o primeiro os resíduos são divididos em:

  • classe A: reutilizáveis ou recicláveis de construção;
  • classe B: materiais reutilizáveis ou recicláveis (como vidro, metal ou plástico, entre outros);
  • classe C: itens cuja destinação não permite a reciclagem ou recuperação;
  • classe D: resíduos perigosos ou que, direta ou indiretamente, sejam nocivos à saúde (como itens radiológicos).

Agora, de acordo com a Norma ABNT NBR, os resíduos na construção civil recebem a seguinte classificação:

  • classe I: produtos inflamáveis ou que sejam reativos a outras substâncias;
  • classe II: entulhos que, embora não participem da classificação acima, podem ser combustíveis;
  • classe II A: produtos não perigosos;
  • classe II B: entulhos que não apresentam mudanças em seus constituintes quando imersos em água (não alterando, portanto, as características da mesma).

Entra, aqui, a atenção especial à gestão de resíduos na construção civil, conhecendo as propriedades de tudo aquilo que é gerado e descartado.

O que evidencia a necessidade de um importante planejamento para gerir esse elemento comum a todas as etapas de execução de uma obra.

Como montar um plano de gestão de resíduos na construção civil?

Uma vez que existem diversas medidas cautelares para que as empresas sigam uma boa política de resíduos na construção civil, saber por onde começar essa empreitada é crucial.

Inclusive, porque os projetos devem contemplar toda a atenção que a empresa deu a essa questão em suas construções. Algo que vai estar presente no Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC) — sempre encaminhado ao órgão fiscalizador.

O material ajuda efetivamente na gestão de resíduos na construção civil, levando em consideração que o PGRCC tem que estar atualizado com:

  • aspectos relacionados aos insumos cuja utilização está prevista para a obra;
  • avaliação da geração de resíduos;
  • soluções para manejar da maneira correta cada um deles.

Além disso, uma gestão responsável e eficiente sobre os resíduos na construção civil tornam o processo, como um todo, mais harmônico, produtivo e livre de imprevistos.

Para ajudar, separamos alguns itens que podem ser seguidos para promover essa gestão a ponto de agregar ainda mais excelência ao serviço prestado e ao descarte de materiais. São eles:

  • pratique um planejamento em que são analisados o total de materiais utilizados, a média de descarte e a destinação correta para cada um deles — de acordo com as classificações citadas anteriormente;
  • planeje também o layout do canteiro de obras para facilitar o transporte, evitar desperdícios (e prejuízos) e otimizar toda a execução do projeto;
  • treine e capacite os seus colaboradores para que eles entendam sobre o manejo e a destinação correta de cada resíduo;
  • estude as melhores alternativas para armazenar os materiais;
  • crie meios de auditoria para verificar se o previsto está sendo cumprido em cada fase da obra;
  • entenda quais são os melhores locais para despejar os resíduos da construção civil.

Seguindo essas dicas e orientações, fica mais fácil agregar valor ao trabalho conduzido no ambiente de trabalho, valorizando, assim, o descarte de resíduos da construção civil.

E que tal fazer a diferença antes mesmo de aplica RNA prática as sugestões acima? Para isso, compartilhe este post nas suas redes sociais e marque os colegas que poderão fazer bom uso de todas as informações contidas neste artigo!

Quando um aditivo contratual é necessário na construção civil?

A construção civil é um setor considerado de alto risco econômico-financeiro, tendo em vista que o custo da obra previsto no orçamento inicial depende de fatores imprevisíveis, que surgem durante a condução das obras.

Assim, muitos projetos, planilhas e serviços podem conter equívocos ou necessitarem de ajustes, que só serão constatados durante a execução da obra, o que ocasiona a necessidade de um aditivo contratual. É isso que veremos neste post.

Quando um aditivo contratual é necessário na construção civil? Confira essa informação abaixo!

Quais os tipos de contratos de construção?

Orçamentistas devem conhecer a fundo, não apenas os aspectos materiais de uma obra, mas a legislação e até mesmo noções de contrato. Afinal, toda maneira de proteger o resultado de seu projeto é crucial para tornar a obra menos custosa e agilizar a sua condução. Dessa maneira, é importante saber que existem 4 tipos principais de contratos de construção de uma obra:

  • Preço fechado ou empreitada por preço global;
  • Por preço de custo ou construção por administração;
  • Por preço máximo garantido — ou PMG;
  • Tomada de preços ou empreitada por preços unitários.

Vamos entender um pouquinho mais sobre cada um eles?

Contrato por preço fechado ou empreitada por preço global

Neste tipo de contrato, o cliente paga previamente por um preço fixo e determinado, sendo um dos mais praticados no mercado. Acontece que o escopo da obra deve estar muito bem definido para ambas as partes, pois evita que surpresas surjam no caminho e exijam a necessidade de um aditivo contratual, que sairá mais caro para o cliente, no fim das contas.

Contrato por preço de custo ou construção por administração

Usado quando muitos detalhes da obra ainda não foram definidos, sendo cobrada uma taxa de administração pela construtora sobre os custos — como materiais e mão de obra. Nesses casos, entretanto, quanto mais cara for a obra, no fim das contas, mais a construtora receberá, já que os ajustes serão feitos em tempo real.

Contrato por preço máximo garantido — ou PMG

Aqui, ocorre uma combinação entre o preço fechado e a construção por administração, pois a construtora cria um orçamento aberto, com uma taxa de remuneração, que é levada ao cliente. Aceitos os termos, a assinatura efetiva a contratação com duas condições:

  • se a obra render economias o valor é dividido;
  • se ficar mais cara, a construtora banca o prejuízo.

Entretanto, o problema desse modelo está na negociação, que tende a ser complicada. Principalmente, isso ocorre porque as construtoras superestimam os custos visando à economia. Por isso, é importante que ambas as partes se conheçam bem e saibam lidar uma com a outra.

Contrato por tomada de preços ou empreitada por preços unitários

Modelo de contrato muito utilizado para manutenção ou reformas em que existem poucos serviços a serem calculados. Neste tipo de contrato de construção, cada serviço recebe um custo determinado por unidade de medida — por metro cúbico de estrutura ou quilos de aço, por exemplo. Assim, o valor final é o resultado da soma desses valores, multiplicada pela quantidade.

Contratos regidos pelo regime de preço global

Por ser um contrato de menor risco, já que o valor pago é aquele fixado pela construtora, este é o tipo de contratação mais praticado no mercado. Entretanto, o problema dele está nas taxas tributárias — muitas vezes cobradas sobre o próprio preço. Assim, o contratante paga imposto sobre imposto, o que pode encarecer o projeto.

Contratos regidos pelo regime de preços unitários

Como já vimos, este modelo é avaliado por conta de um valor determinado por unidade de medida. O único ponto a se atentar é que os valores inicialmente acordados podem diferir um pouco, tendo em vista que podem ocorrer imprevistos na condução da obra. Até por isso, contar com a tecnologia é fundamental para manter esse cálculo sob controle.

Como formar o preço nos regimes?

O modelo de Preço Global traz garantias, tanto ao construtor quanto ao contratante, uma vez que o modelo promete todas as condições para a execução da obra, ao passo que o contratante tem a expectativa em ter os custos cobertos. Portanto, qualquer variação de quantitativos, de especificações e alterações de prazo interfere nas bases previamente acordadas.

Isso pode demandar um aditivo contratual para que as partes se entendam com relação aos novos valores. Quando falamos no modelo por Preços Unitários, sabemos que o construtor tem um controle melhor da gestão da obra a partir do escopo de execução.

No entanto, é importante atentar-se ao fato de que esse modelo de contrato deve ser desonerado dos custos com recursos logísticos — como de Administração Local e da taxa de BDI. Caso contrário, pode ocorrer um desequilíbrio contratual ao surgirem variações nos quantitativos.

Afinal, o que é o aditivo contratual na construção civil?

Depois de considerar essas informações, você sabe como montar o orçamento e as técnicas que compõem o preço. Mesmo assim, em muitos casos surgem situações não contempladas no escopo e que aumentam os custos. A necessidade de fazer alterações estruturais ou de realizar reparos que não estavam no planejamento são apenas alguns exemplos de cenários que podem ampliar os gastos.

Na prática, o aditivo contratual consiste na inclusão e novos documentos e termos ao que foi previamente assinado. Em geral, ele é executado pela negociação das partes, mas também pode ser adicionado de maneira unilateral. É bastante comum em contratos de licitações, desde que sejam observadas as regras e os limites.

Qual é a importância dos aditivos contratuais?

O uso de aditivos em contratos pré-estabelecidos serve, principalmente, para garantir que o projeto será cumprido de acordo com as especificações necessárias. As alterações — de custos ou não — viabilizam a conclusão da etapa dentro do que foi previsto.

Além disso, o aditivo contratual é bastante versátil. Apesar de ser muito utilizado para rever os gastos planejados, também pode alterar outras condições. Ele permite, por exemplo, modificar os prazos e até a quantidade de serviços a ser realizada. A intenção é tornar o acordo mais próximo da capacidade técnica e econômica, de modo a não haver comprometimento da qualidade ou da segurança.

Sem esse recurso, muitos contratos não seriam cumpridos, então ele é bastante importante para diminuir os riscos imprevistos da construção civil.

Como funciona o limite legal da alteração unilateral?

Como o aditivo contratual pode servir, muitas vezes, como uma desculpa para elevar o valor inicial previsto em contrato, alguns limites podem ser estabelecidos — previstos em lei — para evitar a recorrência desse tipo de atitude. Inclusive, tal prerrogativa está presente na lei 8.666/93. Em particular, nos artigos 58, I e 65, I, dos quais:

“Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:

I — modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse público, respeitados os direitos do contratado;

Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas justificativas, nos seguintes casos:

I — unilateralmente pela Administração:

  1. a) quando houver modificação do projeto ou das especificações, para melhor adequação técnica aos seus objetivos;
  2. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, nos limites permitidos por essa lei”.

Assim, a lei prevê os custos de uma construção por meio de um aditivo contratual — mas muito disso por conta de alterações quantitativas. Por isso, é sempre importante ter em mãos o melhor modelo contratual — valendo-se da máxima de que a melhor forma de evitar superfaturamentos, custos excessivos e imprevistos é contando com um projeto ideal.

Quais são as regras que devem ser observadas?

Além de conhecer os artigos específicos da legislação, é recomendado compreender quais são as regras para que o aditivo seja aceito.

Em primeiro lugar, é preciso que haja uma justificativa técnica plausível e condizente. Supor o aumento de gastos por causa de erros cometidos pela própria gestão não é viável. É indispensável fazer a comprovação da imprevisibilidade e da questão que gera o aditivo e da importância técnica de concluir a alteração. A justificativa deve ser embasada para gerar o aceite.

Também é preciso respeitar condições específicas, como o teto para inclusão de custos. Na Lei de Licitações, o Art. 65 prevê algumas faixas.

No caso de acréscimos ou supressões de obras, a modificação máxima de valores é de 25%. Se o contrato era de R$ 800 mil, por exemplo, o acréscimo só poderá ser de R$ 200 mil, no máximo, totalizando R$ 1 milhão.

Para reformas, o limite é de 50%. Os limites só podem ser ultrapassados se a adição ocorrer de maneira bilateral, se o contrato não prevê preços unitários ou se certos gastos já tiverem sido feitos.

A melhor forma de aproveitar essa possibilidade do jeito e nas situações corretas é partir de um bom planejamento. Como visto, a elaboração do preço e das condições de obra deve ser feita de maneira estratégica para melhorar os resultados.

Além disso, na hora de adotar um aditivo é essencial contar com todo o aparato técnico, já que as justificativas são determinantes para o resultado. Desse jeito, é possível realizar os ajustes necessários.

O aditivo contratual é um elemento importante para garantir o cumprimento das condições — especialmente, quanto às licitações. Ao usá-lo corretamente, é possível mitigar os riscos da construção civil e obter efeitos satisfatórios!

Quer contar com um auxílio profissional nesse sentido? Faça uma demonstração gratuita sobre como fazer um bom orçamento e planejamento de obras.

Como trabalhar com o Sicro Dnit?

É cada vez mais importante unir as informações externas para compor uma tabela de preços competitiva e capaz de agregar mais valor ao seu negócio. No setor de Construção Civil, não faltam ferramentas que possibilitem essa integração de dados, permitindo a elaboração de orçamentos impecáveis e igualmente atrativos para os seus clientes.

Entre os principais instrumentos para isso, apontamos o Sicro DNIT como um dos mais relevantes. Inclusive, é um documento que pode ajudar a criar um bom orçamento para obras públicas — já que o contratante poderá avaliar as propostas com base no Sicro Dnit, por exemplo.

Como trabalhar com o Sicro Dnit e, assim, obter um projeto elaborado e com ótimos referenciais para apresentar aos seus clientes? Descubra no nosso post do dia!

O que é o Sicro DNIT?

Em resumo, trata-se de uma ferramenta que foi elaborada e é constantemente atualizada pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), cujo principal objetivo é dispor de uma definição de custos padronizada. Dessa maneira, contratantes e contratados podem se apoiar nos valores referenciais para elaborar os seus orçamentos de projetos, bem como licitações de obras públicas — como apontamos no início deste texto.

Qual é a importância do Sicro DNIT?

Como dito, ele é uma ferramenta referencial. Ou seja: auxilia os orçamentistas e contratantes a observarem a média de preços praticada no mercado e avaliar as melhores propostas em mãos. Para as empresas do setor de Engenharia Civil, é uma boa alternativa para se manter em competitividade no mercado, podendo avaliar oportunidades para diferenciar os preços de insumos e serviços com o valor agregado pelos serviços prestados por sua empresa.

Inclusive, a relevância disso é determinante para tornar o setor, como um todo, mais transparente. O que abre espaço para uma concorrência mais leal entre as empresas — independente do porte.

Quais são os referenciais do Sicro DNIT?

Para ter como base os preços e também o valor dos insumos, o DNIT toma como referência o Sistema de Custos Rodoviários (Sicro). Daí então, a estruturação de toda a base referencial considerada para a elaboração de orçamentos para obras licitadas.

Como dissemos, trata-se de um modelo que estimula a competitividade no setor, pois os contratantes saberão, aproximadamente, onde um custo está indevidamente maior, por exemplo, permitindo às empresas a elaboração de um orçamento justo e transparente. Vale apontar que o Sicro não é uma tabela de preços, apenas.

Trata-se de um eficiente levantamento do setor, que opera por meio de uma série de variáveis. Essas variantes são os elementos que contribuem para a elaboração de preços, como:

  • Variações regional e temporal dos valores;
  • Disponibilidade dos insumos;
  • Distância dos centros de produção;
  • Fatores econômicos diversos.

Isso funciona da seguinte maneira: o DNIT realiza uma pesquisa nas capitais sobre o valor de cada insumo necessário para a realização de uma obra. Acontece que não basta avaliar um fator, tendo em vista que o preço de um insumo pode variar amplamente de acordo com a região.

Por quem a ferramenta é utilizada?

Em geral, orçamentistas e contratantes vivem com o Sicro DNIT aberto para avaliarem as melhores condições do orçamento. Acontece que eles não são os únicos interessados nos preços apontados em cada atualização do Sicro DNIT. Afinal, projetistas e construtores também se interessam pelas flutuações do mercado, bem como os fornecedores e, claro, os órgãos governamentais (grandes interessados nessa ferramenta para avaliar as propostas orçamentárias). Ainda, vale compreender que o Sicro DNIT não é e tampouco deveria ser a única base referencial das empresas, pois existem outras ferramentas similares, como a tabela SINAPI, que podem ser usadas em conjunto para garantir uma avaliação ainda mais precisa.

O que contempla a nova versão do Sistema de Custos?

Em 26 de abril de 2017, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) apresentou ao público a terceira versão do Sicro DNIT. Nessa atualização, as pessoas que mais usam essa ferramenta referencial, como os já citados projetistas, fornecedores, empresários e orçamentistas — além dos órgãos governamentais — puderam ficar por dentro de um contexto mais preciso de como trabalhar com o Sicro DNIT. Entre as principais mudanças e ajustes estabelecidos, podemos citar que, agora, o sistema contemplará um total de 6.060 composições de preços, sendo:

  • 2.012 relativas ao setor de drenagem e obras de correntes;
  • 893 focadas em hidrovias;
  • 612 composições de obras de arte especiais;
  • 448 referências de sinalização rodoviária;
  • 352 composições para análise de superestrutura ferroviária;
  • 279 de terraplenagem;
  • 231 referências de pavimentação rodoviária;
  • 121 de manutenção rodoviária;
  • 62 composições referenciais de túneis.

Na ocasião de lançamento da nova versão do Sicro DNIT, o Coordenador-Geral de Custos de Infraestrutura de Transportes do órgão, Luiz Heleno Albuquerque Filho, a ferramenta “Possui como uma das principais marcas trazer mais qualidade ao orçamento público e acelerar a elaboração de orçamentos”. Albuquerque ainda complementa, a respeito dos diferenciais da ferramenta: “Só o DNIT tem cerca de R$ 40 bilhões em contratos construídos sobre a base do sistema, e que o know-how e as constantes revisões e atualizações são suficientes para despertar o interesse por sua utilização”. Isso é um avanço e tanto para que orçamentistas se apoiem nos valores apontados no Sicro DNIT e consigam, também, elaborar documentos de grande vantagem competitiva para trazer mais visibilidade às suas empresas.

Deu para entender um pouco mais a respeito da importância do Sicro DNIT e como trabalhar com essa ferramenta para uma elaboração de orçamentos mais eficientes e cada vez mais livres de falhas? Para saber outras notícias e dicas relevantes para o setor de Engenharia Civil, curta a nossa página no Facebook e saiba, em primeira mão, todo tipo de inovação e dicas produtivas para você aplicar na sua empresa!

Tabela de produtividade na construção civil: como usar?

Produtividade, com economia (em tempo e custos) e qualidade: aí está um verdadeiro desafio para empresas de qualquer setor produtivo. Ainda que existam diversos sistemas de gestão capazes de oferecer mais agilidade na produção de tarefas e garantir mais assertividade no cruzamento de informações. Por isso, quando falamos na qualidade de sua mão de obra, é importante contar com uma tabela de produtividade na construção civil.

Ainda não sabe como planejá-la ou mesmo como usá-la a seu favor para obter uma produção mais organizada e estruturada? Confira este post, em que falaremos tudo a respeito da tabela de produtividade na construção civil!

A importância de mensurar a produtividade na construção civil

Na Construção Civil, produtividade é a tradução da quantidade de tempo necessária para que um serviço seja realizado. Como exemplo: se um profissional diz levar uma hora para construir 5 m² de parede, isso significa que ele possui 0,2 homem-hora de produtividade por metro quadrado.

Conhecer os valores de cada etapa e de cada serviço ajuda a manter um controle absoluto do seu canteiro de obras. Sem falar que é um instrumento de grande valia para a elaboração de um orçamento mais preciso e imune a recálculos que podem causar mais prejuízos do que lucros ao seu negócio.

Quais fatores podem atrapalhar o andamento na construção?

Acontece que, nesse setor tão dinâmico quanto dependente de um planejamento assertivo, uma série de fatores podem dificultar o cálculo preciso de cada atividade e de cada etapa das obras. Entre os principais, podemos citar:

  • A disponibilidade, entrega dos equipamentos e materiais necessários para o serviço;
  • A complexidade de uma tarefa, que pode tornar o serviço mais trabalhoso e demorado;
  • Baixa ou ausência de capacitação e treinamento da mão de obra;
  • O layout do canteiro de obras, que inviabiliza um serviço mais dinâmico;
  • O número de funcionários utilizado para a realização de um serviço;
  • Condições climáticas, que podem interferir na qualidade do serviço — ou mesmo inviabilizá-lo;
  • O pagamento em dia dos profissionais, o que pode interferir diretamente na produtividade de sua equipe.

Ainda assim, manter um controle dos seus processos é fundamental para garantir o menor número de imprevistos possível. Inclusive, saber quais podem ser esses obstáculos facilita o cálculo final do cronograma e até mesmo de produtividade da sua obra.

É por isso que se faz tão necessária a criação de uma tabela de produtividade na construção civil. Com ela, você sabe o quanto foi necessário para concluir uma obra similar, por exemplo, o que torna o orçamento mais assertivo e, consequentemente, as obras mais otimizadas e com estimativas mais palpáveis.

Como esses fatores atrasam a execução do serviço na obra?

Com base no que vimos no tópico anterior, fica evidente que o atraso na entrega ou a falta de disponibilidade podem ser determinantes para prejudicar a produtividade de sua equipe. Além disso, existem outros aspectos que devem ser levados em conta e podem ajudar a conhecer um pouco mais os processos produtivos de sua obra. Com isso, é possível estimar um valor e prazo de conclusão mais efetivos, como:

  • A necessidade em preencher — ou não — juntas verticais;
  • As dimensões dos cômodos de cada unidade de um apartamento;
  • A espessura das paredes (blocos para espessuras maiores são mais pesados o que, consequentemente, diminui a velocidade do trabalho manual);
  • A rotatividade da mão de obra de sua empresa (caso seja baixa, os funcionários aprendem mais sobre a sua gestão e cumprem melhor o que foi passado).

Por isso, não basta apenas se certificar em conhecer a relação entre o tempo necessário para realizar um serviço. As suas variáveis são essenciais para garantir que você entenda o que pode levar a atrasar ou mesmo a antecipar a entrega de sua obra — utilizando todos esses elementos para surpreender o seu consumidor.

Como usar a tabela de produtividade na construção civil?

Vale pensar que, quanto mais completa for a sua tabela de produtividade, mais eficiente será o cálculo produtivo e, consequentemente, quanto será gasto e qual é o melhor valor para cobrar pela sua obra — otimizando os resultados e lucros do seu negócio. Inclusive, existem empresas que apontam os custos com o consumo de energia e de água, o que permite um controle muito mais preciso — ainda que trabalhoso de se manter atualizado.

Mas em geral, é importante constar em sua tabela de produtividade as horas gastas pelo número de profissionais utilizados, bem como a quantidade de serviço produzida. Assim, ao calcular dia a dia o quanto os seus profissionais produzem e ao cruzar essas informações com outros projetos e até mesmo com a concorrência, você consegue obter uma média produtiva de todos os serviços em sua obra.

Com isso, quanto menor for o índice, melhor para o seu negócio: afinal, você consegue produzir mais e em menos tempo. É importante perceber que os fatores mencionados no início deste artigo ajudam a visualizar imprevistos e situações que podem impactar nessa média. Por isso a relevância em ter calculadas as médias dos serviços, pois aproxima os custos dos serviços com a previsão em orçamento.

Por que a planilha aumenta a eficiência da mão-de-obra?

Como vimos até aqui, a tabela de produtividade na Construção Civil ajuda a colocar mais organização, otimização, assertividade na previsão orçamentária e também na elaboração do cronograma físico da obra. Isso porque a sua gestão obtém um controle mais eficiente de todas as etapas de produção, ajudando a montar um cronograma imune à maioria dos imprevistos. Ou pelo menos, que já tenha essa previsão calculada de atrasos decorrentes de situações que podem surgir.

Além disso, sua empresa passa a prever melhor os dias de serviço de cada tipo de profissional, programar melhor a entrega de materiais e ter toda a sua obra alinhada e em sintonia, facilitando todo o seu planejamento. Mas agora queremos saber de você:

Já teve alguma experiência com a tabela de produtividade na construção civil? Compartilhe o que achou nos comentários deste post!

Construção Civil e SPED Contábil: quais os principais desafios?

É natural que o advento tecnológico implicasse em algo além de praticidade no dia a dia. Afinal, toda revolução impacta a maneira com a qual compreendemos algo.

No setor de Construção Civil não foi diferente. Pesados arquivos, pilhas de documentos e a espera por trâmites burocráticos foram substituídos por sistemas integrados e soluções digitais para desburocratizar processos.

Assim, nasceu o Sistema Público de Escrituração Digital — SPED —, formado por 12 módulos de 5 documentos fiscais e 7 escriturações. Entre eles, o SPED Contábil. Acontece que, para colher os benefícios, é preciso ultrapassar os desafios dessa implantação, que vão desde mudanças na rotina ao cumprimento de prazos.

Quer facilitar sua relação com o SPED Contábil? Veja abaixo como!

As principais mudanças decorrentes do SPED

Criado em 2007 para estreitar a relação com o contribuinte, o SPED rapidamente trouxe oportunidades para as empresas, que viram seus processos agilizados e transparentes. Isso porque o projeto ajudou a reduzir o custo com a impressão, a armazenar informações — bem como extinguiu o risco de extravio e a perda de documentos — e também a consultar informações com a Receita. Entre outras grandes mudanças na rotina, como:

  • A integração dos fiscos, agora padronizada em um sistema de compartilhamento de informações contábeis e fiscais;
  • A uniformização das obrigações dos contribuintes, fazendo agora a transmissão de dados em uma transmissão única para diferentes órgãos fiscalizadores;
  • O impacto no dia a dia com a rápida identificação de ilícitos tributários, além da melhoria no controle de processos e a rapidez no acesso, edição e compartilhamento de dados.

Com isso, é nítido que tais mudanças afetam não apenas os processos, mas o perfil do profissional da área contábil. Agora, muitas de suas tarefas de alimentação de dados foram reduzidas ou extintas, tornando-o um membro estratégico que pode estender o seu escopo de atuação para além dos lançamentos e auditoria — como na gestão ou em Recursos Humanos, por exemplo.

Os desafios de implantação do SPED Contábil

O SPED Contábil — conhecido como ECD (Escrita Contábil Digital) — também foi um modelo de grande impacto dentro do que o SPED já havia proporcionado. Afinal de contas, assim que implementado, o SPED Contábil eliminou algumas obrigações que o profissional da área contábil tinha, como:

  • A NF-e — Nota Fiscal Eletrônica — chegou para substituir o modelo convencional em papel;
  • A Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica — DIPJ — passou a ser solucionada por meio da Escrituração Contábil Fiscal;
  • Com a chegada do eSocial e o seu pleno funcionamento, outras 13 obrigações serão trabalhadas de maneira integrada e digital.

Isso tudo, como já mencionado, se traduz em desafios, pois interfere em tudo aquilo que o profissional já tinha o hábito e conhecimento necessário para fazer e os coloca em uma nova plataforma, com novos processos, informações e prazos. No entanto, o conceito aplicado absorvido e implementado só tem a trazer vantagens para as empresas e o profissional.

Mais atenção à área de TI

Se, por um lado, o profissional contábil se viu dentro de uma nova rotina, as empresas também viram outro setor crescer exponencialmente e na necessidade de se qualificar mais: a área de TI. Isso porque os negócios estão mais alinhadas aos processos digitais, e isso implica trabalhar a segurança digital da corporação e todos os processos tecnológicos como uma ferramenta de gestão.

Para todos os colaboradores, suas posições passam a ser mais estratégicas e autônomas, enquanto muitos processos se tornam mais automatizados, o que rende mais produtividade em cada departamento.

O SPED Contábil traz mais proximidade com órgãos e clientes

Muitas pessoas podem dizer que existem ainda certas dificuldades no relacionamento entre empresas e fornecedores ou clientes, no que diz respeito aos dados exigidos pela escrituração. Acontece que a integração de dados proposta pelo SPED, com as informações em um sistema que concentra e identifica grande parte das responsabilidades fiscais da empresa, ajuda a organizar as informações e as coloca à disposição de quem desejar.

Isso, por um lado, escancara a transparência entre clientes, fornecedores e as empresas, bem como com os órgãos reguladores. Mas também permite um relacionamento mais próximo, ágil e integrado entre todas as partes.

Bom exemplo disso é a facilidade com que as empresas podem consultar as informações requeridas quando a Receita faz um questionamento. Todos possuem acesso à informação, hoje em dia, o que ajuda a tornar o negócio mais harmônico e permite o intercâmbio de dados, em tempo real, entre os negócios e a sua cadeia produtiva.

Os cuidados com os prazos propostos pelo sistema

Com a invasão digital nos processos da área contábil, as empresas se viram alvo de novos prazos e obrigações acessórias. Entre eles, a entrega da Escrita Contábil Digital — ECD —, uma vez que o seu descumprimento pode acarretar em penalidades para o negócio, como esclarecimentos à RFB ou mesmo multas, de acordo com o art. 57 da Medida Provisória nº 2.158-35, de 24/08/2001. Essa medida, inclusive, torna obrigatória a entrega da ECD a todas as pessoas jurídicas que podem ser enquadradas nas situações:

  • Desde que sujeita à tributação do Imposto sobre a Renda, com base no lucro real;
  • Tributadas com base no lucro presumido, que distribuem parcela dos lucros ou dividendos superiores ao valor da base de cálculo do Imposto e sem incidência do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte;
  • Isentas ou imunes e obrigadas à apresentação da EFD-Contribuições, de acordo com os termos da IN da RFB nº 1.252/ 2012;
  • Constituídas sob a forma de Sociedades em Conta de Participação.

Além disso, empresas que tiveram movimento também estão sujeitas à transmissão do SPED Contábil, uma vez que podem ocorrer pagamentos de serviços nesse período, por exemplo. Por outro lado, as empresas que transmitirem a ECD, não necessitam da impressão dos livros fiscais, já que a autenticação é digital. Portanto, o SPED Contábil tem substituído a escrituração convencional pela virtual.

Também compõe outros livros como diário, razão e o de balancetes diários. Por fim, as empresas devem se atentar à assinatura digital para o envio da ECD, que possui validade jurídica, desde que o certificado seja emitido por entidade credenciada pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira — ICP-Brasil — e com segurança mínima tipo A3.

Os desafios superados contribuem para uma rotina organizada

Como deu para perceber neste breve artigo, são muitas as informações e desafios a serem absorvidos e implementados, no que diz respeito ao uso do SPED Contábil. Entretanto, essa ferramenta tem o poder de unificar atividades de recepção, bem como validar, armazenar e autenticar livros e documentos da escrituração contábil de empresas. Ou seja: agilidade, produtividade e economia. Qualidades que qualquer empreendimento busca em seu dia a dia.

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Como fazer o controle do custo hora/máquina na construção civil?

Elaborar uma planilha de orçamento de obra não é tarefa fácil. É preciso planejamento, pesquisa, atualizar o histórico dos gastos e contar com um bom software para armazenar todas essas informações.

Neste post, preparamos 4 dicas importantes para ajudar você a realizar o cálculo do custo hora/máquina dos equipamentos utilizados na construção civil. Afinal de contas, em tempos de crise e inflação, a saúde financeira se torna um item primordial. Pensar em possibilidades de economia pode trazer benefícios a médio/ longo prazos e evitar gastos desnecessários, além de facilitar a tomada de decisões.

Você também se pergunta como fazer o controle do custo hora/máquina na construção civil? Saiba como com o nosso artigo do dia!

Custo de aquisição

Equipamentos de obra são muito caros e geram uma despesa muito grande com depreciação e manutenção. Muitas vezes, se comparados o valor de aquisição e locação, o construtor pode imaginar que compensa adquirir determinadas máquinas. Mas para isso, é preciso analisar qual é a real necessidade dela.

Além disso, a construtora deve dispor de uma boa infraestrutura para armazená-la e um número razoável de obras, para que valha a pena a aquisição do equipamento. É importante colocar tudo na ponta do lápis (ou utilizar um software de planejamento de obra) e analisar os prós e os contras da aquisição de equipamentos. Mesmo se você for locar, tudo deve constar na sua planilha de gastos.

Vida útil

Vida útil é o tempo estimado e informado pelo fabricante que um equipamento funciona de forma eficiente e produtiva. Ela varia com a máquina, as condições de trabalho e a qualidade das manutenções.

Essas informações podem ser adaptadas de acordo com a carga de trabalho. Ou seja, o aparelho pode durar menos que o previsto caso trabalhe em turno dobrado.

Uma escavadeira, por exemplo, que trabalha cerca de duas mil horas por ano e dura cerca de 5 anos, pode trabalhar por 10 mil horas de forma eficiente e produtiva. A fórmula para esse cálculo é a seguinte: VU = n x a

Sendo que:

  • VU = vida útil;
    n = vida útil em anos;
    a = horas de utilização por ano.

No caso da escavadeira: VU = 5 x 2.000 = 10.000 horas de trabalho

Manutenção

A vida útil de uma máquina depende de muitos fatores, entre eles a manutenção. Além de todo o cuidado que se faz necessário no manuseio dos equipamentos, o treinamento de profissionais, ler o manual, a limpeza, o uso da energia e o próprio local onde eles ficam alocados fazem toda a diferença.

Uma das principais maneiras de aumentar a durabilidade das máquinas é fazer um cálculo anual. Assim, fica mais fácil estimar o custo com a manutenção e o custo do aparelho.

Sabemos que, por ser um processo bem detalhado, este item passa despercebido no cálculo do custo/ hora das máquinas. Mas atenção: saiba que, não tendo esse controle, o seu relatório ficará incompleto e poderá custar caro!

Valor residual

Com o tempo e o uso, os equipamentos de obra depreciam, mas não perdem totalmente o valor. Mesmo depois de terem sido utilizados por toda a vida útil, os equipamentos mantêm um valor de revenda, principalmente se recebem as manutenções devidas.

Esse valor residual, segundo estimativas, é de cerca de 10% a 20% do valor de aquisição. Então, se uma escavadeira custou R$ 200 mil, seu valor residual, ao final de sua vida útil, pode ser de R$ 20 mil a R$ 40 mil.

Diferente dos carros, que a desvalorização depende do ano de fabricação e da quilometragem, no caso das máquinas o que conta são as horas de uso. Quando há indícios de que o equipamento não tem mais condições de operar, por ter sido submetido a condições muito agressivas de trabalho, o valor de revenda pode ser considerado nulo.

Depreciação

A depreciação nada mais é do que a perda de valor da máquina, que pode ocorrer por desgaste físico, devido às ações da natureza, pelo próprio uso ou por se tornar obsoleta. Também é importante considerar a desvalorização econômica, por conta das inovações tecnológicas.

Para saber quanto o equipamento desvaloriza por hora de uso, é preciso fazer o cálculo de depreciação, bastante utilizado pelas locadoras de máquinas. São três os métodos de fazer esse cálculo, mas o mais comum é o método linear.

A depreciação calculada pelo método linear é o custo da aquisição da máquina, deduzido de seu valor residual e dividido pelo número de horas de sua vida útil. Ou seja: DH = VA – VR/ VU. Sendo que:

  • DH = depreciação por hora;
  • VA = valor de aquisição;
  • VR = valor residual;
  • VU = vida útil.

Pontos a serem considerados

É importante considerar que os seguintes pontos contribuem para a depreciação de uma máquina:

  • Quanto maior o investimento, maior o valor da depreciação;
  • Quanto maior o uso, também maior a depreciação, já que sua vida útil será menor;
  • Quanto maior a tecnologia empregada, maior a depreciação, devido a novas tecnologias que surgem e levam à troca precoce;
  • Teoricamente, quanto maior os cuidados e o investimento em conservação e reparos, menor será a depreciação. Entretanto, é importante considerar um valor fixo de desvalorização, independente da conservação, por ser difícil o seu controle.

Tecnologia a seu favor

A elaboração do cálculo custo hora/ máquina na construção civil fica mais prático se você tiver um software que auxilie na integração entre todas as áreas da empresa. Sua equipe de gestores e gerentes poderá atualizar, em tempo real, todas as informações e tomar decisões imediatas.

Dessa forma, é possível realizar o planejamento completo, realizar de forma eficaz uma planilha de gastos e monitorar os resultados. Portanto, não espere que a situação das suas finanças se complique! A gestão de custos é uma medida simples, cujos benefícios são enormes para o sucesso do trabalho e para a saúde financeira da empresa.

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